<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014</id><updated>2011-11-27T23:26:04.435Z</updated><category term='jung'/><category term='ego'/><category term='amor'/><category term='projecções'/><category term='sombra'/><category term='incondicional'/><title type='text'>A Sombra Humana</title><subtitle type='html'>O resgate dos aspectos negados, rejeitados e deserdados do ser humano. Descobrir o ouro por detrás da escuridão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>86</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8929139219865971578</id><published>2011-06-24T14:17:00.003+01:00</published><updated>2011-06-24T14:20:42.780+01:00</updated><title type='text'>Blog no website</title><content type='html'>Graças à genialidade do querido Bruno Azevedo, a partir de hoje é possível encontrar todo o material disponível no único website: &lt;a href="http://www.emidiocarvalho.com"&gt;www.emidiocarvalho.com &lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim, continuarei a publicar no blog, mas este irá estar disponível apenas no website. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A todos os que têm vindo a ler aquilo que escrevo para mim, o meu bem-hajas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma honra e um privilégio poder ser-te útil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um grande abraço amigo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Emídio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8929139219865971578?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8929139219865971578/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/blog-no-website.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8929139219865971578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8929139219865971578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/blog-no-website.html' title='Blog no website'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-2313128017342430527</id><published>2011-06-17T15:23:00.000+01:00</published><updated>2011-06-17T15:24:05.321+01:00</updated><title type='text'>Quem me quer aturar?...</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem estava a jantar em casa de uma querida amiga que decidiu afastar-se do companheiro de 20 anos. Dizia-me que estava farta de o aturar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observei que não sabia o significado do que me dizia. Sempre a aprender. O que significa aturar outro ser humano?... Perguntei-lhe como é que o aturava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A resposta dela foi qualquer coisa como “Emídio, numa relação tens sempre que aturar a outra pessoa, quer gostes quer não!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não respondi. Se o fizesse seria como espetar-lhe uma faca no peito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desde que saí da casa dos meus pais aos dezoito anos, que nunca aturei ninguém. Já me tinha esquecido do que era isso. Olhei para as relações que tenho, os pais, amigos, todas as relações. E não descobri onde estava a aturar quem quer que fosse. Se faço algo por alguém é por mim que o faço. Faço o que faço porque não vejo um motivo para não o fazer. Faço-o porque me faz sentir bem comigo. Se os outros gostam ou não é secundário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observei com mais atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que significa “aturar” outra pessoa? E porque o faríamos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aturar o outro significa abdicar do que queremos numa relação. Significa fingir para que o outro goste de nós. E começa o inferno. Porque no fundo sabemos que o outro se mantém na relação não porque nos ama, mas porque ama quem fingimos ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aturamos o outro porque queremos algo em troca. Pode ser segurança, carinho, validação, a necessidade de companhia, o conforto de não estarmos sós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ou seja, se estamos numa relação e aturamos a outra pessoa, é apenas porque queremos algo em troca. Não somos honestos com o outro. Não seria mais fácil aturarmos primeiro a nós mesmos? E dar a nós mesmos o que esperamos dos outros?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como poderá alguém validar-me se eu mesmo não sei quem sou? Ao longo dos anos fui engolindo tantas coisas que não gostava, fui fingindo tanto, que no final perdi noção de quem sou e do que quero.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando quero algo e não o obtenho a causa é sempre a mesma: a mente está a acreditar em pensamentos contrários ao que eu quero. A mente é a causa, a vida é o efeito. Sem mente a vida não tem significado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como pode alguém amar-me quando os meus pensamentos são de guerra? Não gosto disto, não quero aquilo, odeio aqueloutro... Quero que tu sejas quem não és para eu te amar, é o que dizemos. Quero que abras o teu coração à minha pessoa, e depois de o fazeres eu poderei fazer o mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A verdade é que só aturamos os outros porque queremos. Porque acreditamos em mentiras há milhares de anos. Queremos ser validados. Queremos alguém que concorde com as nossas histórias, porque se mergulharmos bem dentro de nós saberemos que são uma mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Muitas pessoas à minha volta dizem que a verdade dói. Descubro que a verdade é deliciosa, descobrir que vivíamos na mentira é que pode doer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se tiver coragem suficiente descobrirei que não sou eu que te aturo a ti, mas és tu que me aturas a mim, porque eu não sou capaz de me aturar a mim. Delicioso e libertador descobrir isto.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-2313128017342430527?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/2313128017342430527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/quem-me-quer-aturar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2313128017342430527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2313128017342430527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/quem-me-quer-aturar.html' title='Quem me quer aturar?...'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8890672141444801786</id><published>2011-06-14T22:05:00.002+01:00</published><updated>2011-06-14T22:09:54.697+01:00</updated><title type='text'>Meter o nariz onde não somos chamados</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observo como muitas pessoas me dizem que têm receio de participar num processo da sombra humana. Eu compreendo. Hoje observei com atenção este processo enquanto o aplicava numa cliente. Observava como alguém que observa um filme.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E descobri o que eu estava a fazer a esta cliente. A acordá-la. E descobri que ninguém gosta de ser acordado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Imagina que passas um dia a trabalhar sem qualquer pausa. À noite chegas a casa e ainda tens que cozinhar o jantar, ajudar os filhos, arrumar a cozinha. Quando te vais deitar estás dorido e o teu corpo pede descanso. Deitas-te. E adormeces imediatamente. O que aconteceria se alguém te aparecesse em casa e te acordasse às duas da manhã? E mais! Acordava-te e mostrava-te como não tinhas feito nada ao longo do dia anterior, apenas fingiste. Não parece muito convidativo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas é a dormir que andamos. Há milhares de anos. E acordar dói sempre. Não queremos acordar. Preferimos o sofrimento conhecido ao passeio pelo desconhecido e misterioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Encontro muitas pessoas que aparentemente estão a acordar. Mas continuam a fingir. Sabem todos os conceitos new age, compreendem todas as filosofias, falam de outras dimensões, comunicam com os anjos, conseguem manter sempre uma calma artificial. Enfim, sei do que falo, também já o fiz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mente que acredita que sabe está irremediavelmente perdida. Ou não. Mas estará sempre fechada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Porque continuamos a dormir e a não querer acordar? Porque motivo sofremos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:20.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:16.0pt;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;O meu filho está muito doente. Os políticos mentem. A loja ao lado foi assaltada. A minha amiga foi assassinada. O meu pai faleceu. Tenho um cancro. A empresa onde trabalhava fechou as portas. Os colegas não me respeitam. O marido é alcoólico. Fui maltratado pelos meus pais. Só há desgraças no mundo. Os terroristas matam inocentes. Os medicamentos estão cada vez mais caros. Não posso confiar nos outros. A vida é injusta, coitado de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;line-height:20.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none; text-autospace:none"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:16.0pt;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: normal; "&gt;Podes fazer alguma coisa em relação a cada uma das situações anteriores?... Nada. Zero.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;E enquanto te dedicas a sofrer por aquilo que não controlas, há alguém a viver a tua vida? Ninguém. Enquanto tu falas e pensas em tudo o que está errado, enquanto te dedicas à vida dos outros, não te apercebes que não estás presente para a única pessoa que te é importante: tu mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Não estou a dizer que és mais importante que os outros. Não és. Mas és a pessoas mais importante para ti. Assume a tua vida. A cem por cento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Hoje apareceu-me uma cliente com o seu filho, diagnosticado como sofrendo de comportamento anti-social. A senhora falava comigo e chorava. Perguntei-lhe se ela tinha algum problema. Olhou para o filho. Não compreendi. Voltei a perguntar. Ela apontou para o filho e começou a soluçar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Mas se quem aparentemente tem um problema é a criança, porque motivo chora a mãe? Ou seja, não chega a criança sentir que é diferente do grupo, tem ainda a mãe a responsabilizá-la pela sua felicidade. Loucura!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Se a pessoa que me é mais querida fosse diagnosticada com uma doença e lhe fosse dito que teria apenas uma semana de vida, a única coisa que eu poderia fazer seria tirar essa semana para estar com esta pessoa. Desfrutar da sua companhia. Viver a pura felicidade de partilhar momentos. Mas fá-lo-ía em paz. Seria suficiente uma pessoa a sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;E neste planeta as pessoas morrem. Ou pelo menos os corpos morrem. É o que acontece aqui, nesta realidade. As pessoas não podem morrer porque vivem onde sempre viveram: na nossa mente e no nosso coração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;E por vezes recordamos as pessoas cujos corpos partiram e choramos. Essas lágrimas são amor puro. Mas o ego chama-lhe tristeza pela perda. E sofremos. Como podemos perder algo que nunca possuímos? Se nem sequer a roupa que temos vestida é nossa. Um dia morremos e a roupa fica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Acordar é isto: abandonar os negócios dos outros e dedicarmo-nos a nós. Se o fazemos com respeito por quem somos iremos sempre projectar paz, serenidade, calma, bem-estar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Há muito tempo que não encontro uma pessoa triste, zangada, frustrada, danificada. Pelo menos enquanto está à minha frente. É que, caso ainda não tenhas acordado, eu sou tu. E não, tentar explicar isto não é possível. Ou o sentes ou não. E é ok.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Eu amo-te, sejas tu quem for. E isso não significa que vou dar-te pancadinhas nas costas, nem fingir acreditar nas tuas histórias. Nem sequer tenho que te conhecer. E amo-te tal como és. Não exijo nada. Se o que queres é sofrer, eu amo-te. Se o que queres é queixar-te, eu amo-te. Se o que queres é dormir, eu amo-te. E se quiseres acordar, podes vir ter comigo, eu ajudo-te (aviso que irá doer de início). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 16.0pt;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Marker Felt&amp;quot;"&gt;Na vida não há erros, apenas o ego consegue ver erros onde não existem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8890672141444801786?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8890672141444801786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/meter-o-nariz-onde-nao-somos-chamados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8890672141444801786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8890672141444801786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/meter-o-nariz-onde-nao-somos-chamados.html' title='Meter o nariz onde não somos chamados'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-1945820949334808755</id><published>2011-06-07T21:08:00.001+01:00</published><updated>2011-06-07T21:08:33.253+01:00</updated><title type='text'>A Vergonha Saudável</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A vergonha saudável permite-nos saber que somos limitados. Diz-nos que ser humano significa ser limitado. Em realidade o ser humano é limitado. Nenhum ser humano alguma vez poderá ter um poder ilimitado. O poder ilimitado que muitos gurus modernos apregoam é uma oferta feita de promessas falsas. Os seus discursos chamando-nos para o nosso poder ilimitado transformou-os em pessoas ricas, mas nós continuamos com a nossa vida na mesma, ou quase. Continuamos a enfrentar os mesmos conflitos, as mesmas situações adversas, as mesmas discussões, os mesmos relacionamentos. Em realidade estes gurus tocam nos nossos egos e movimentam a energia aí escondida: a vergonha tóxica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto humanos somos “perfeitamente imperfeitos”. Ser limitado está na nossa natureza. Muitos problemas graves podem surgir do facto de não aceitarmos que somos limitados. A vergonha saudável ensina-nos sobre os nossos limites. Como todas as emoções quando são expressas de uma maneira saudável, a vergonha impele-nos na direcção das nossas necessidades básicas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vergonha saudável mantém-nos com os pés na terra. É como uma luzinha amarela que nos avisa das nossas limitações humanas. É a energia emocional que nos recorda que não somos Deus – que todos nós cometemos erros e precisamos de ajuda. A vergonha saudável dá-nos autorização para sermos humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vergonha saudável é parte integrante do poder humano presente em cada um de nós. Permite-nos conhecer os nossos limites, e, assim, utilizar a nossa energia de uma maneira mais eficiente. Conseguimos orientar-nos melhor quando estamos conscientes dos nossos limites. Não desperdiçamos as nossas capacidades indo atrás de objectivos que nos ultrapassam, ou querendo mudar aquilo que não nos é possível mudar. Não perdemos tempo criando objectivos irreais. A vergonha saudável permite-nos orientar a nossa energia para atingirmos o melhor que há em nós. E este melhor é muito variável, de pessoa para pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A espiritualidade é um acto de abraçar o sagrado em nós. A espiritualidade está relacionada com uma vida interior com valores e significados precisos. Está também relacionada com a nossa finitude – o nosso assombro e estupefacção perante os mistérios da vida. A espiritualidade diz respeito ao amor, à verdade, à bondade, à beleza, ao dar e receber. Sem impor qualquer condição. Amar o amigo que concorda connosco e ser contra a guerra, ou contra o cancro, é um sinal nítido de um ego espiritualizado. A vergonha doentia espiritualiza o ego e educa-o. Assim, consegue manter-se sempre a lutar contra a corrente, contra o fluir natural da vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A espiritualidade é o objectivo último de qualquer ser humano, a necessidade última. Leva-nos a procurar transcender-nos e tornarmo-nos conscientes da fonte verdadeira da vida: o desconhecido maravilhoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A nossa vergonha saudável é essencial como alicerce da nossa espiritualidade. Ao recordar-nos das nossas limitações básicas, esta vergonha permite-nos saber que não somos Deus. E mostra-nos a direcção para um significado abrangente da realidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É na nossa vergonha saudável que experienciamos a humildade. Sem necessidade que os outros acreditem em nós, nem necessidade de manipular o que os outros dizem de nós. O silêncio impera. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vergonha doentia leva o ego a continuamente se justificar. A necessidade de justificarmos um nosso comportamento nada mais é que a necessidade de manipular os outros para que pensem de nós o que queremos que pensem de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por exemplo no FaceBook podemos descobrir muitas pessoas com um perfil sem nome próprio, recorrendo a nomes virtuais que a mente associa facilmente com a espiritualidade, ou com uma foto de anjos ou estrelinhas ou golfinhos. É uma forma da vergonha doentia, escondida atrás de uma máscara, tentar manipular os outros. No fundo é uma tentativa do ego gritar aos outros “quero que pensem que sou uma pessoa boa e espiritualmente evoluída”. E em realidade, quando se é evoluído não é preciso convencer ninguém do que quer que seja. A perfeição está sempre presente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um nome é um nome. A foto da face é uma foto da face. Não há necessidade de esconder nem manipular. Por este motivo afirmo que já encontrei muitas pessoas que se afirmam como “ateus” que vivem uma espiritualidade mais viva e honesta que muitas pessoas que se julgam espirituais.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-1945820949334808755?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/1945820949334808755/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/vergonha-saudavel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1945820949334808755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1945820949334808755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/06/vergonha-saudavel.html' title='A Vergonha Saudável'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6261516326869764463</id><published>2011-05-30T12:47:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T12:48:27.584+01:00</updated><title type='text'>A passividade não é uma opção, excepto quando é.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em cada momento, cada ser humano neste planeta está a fazer o melhor que é capaz de acordo com o nível de consciência em que se encontra. Da mesma forma que seria absurdo esperar que uma criança de seis meses caminhasse habilmente, não é menos absurdo que uma pessoa menos consciente tenha um comportamento mais consciente. Não é possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Assim, seria um absurdo da minha parte esperar que alguém insensível de repente se transformasse numa pessoa carinhosa. E quem será mais insensível, a pessoa que, sabe-se lá porquê, não é capaz de demonstrar carinho, ou a pessoa que observa e se afasta porque não gosta de pessoas insensíveis?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem será mais cruel, a pessoa que, sabe-se lá porquê, acredita que a guerra é a única solução para as situações que a vida lhe lança, ou aquela que a olha com desdém e aponta o dedo por ser quem é?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém grita, não estarei eu a gritar ainda mais alto na minha cabeça para que essa pessoa se cale?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém me falta ao respeito, não estarei eu faltando-me ainda mais ao respeito ao permitir-me olhar com desprezo para essa pessoa que não sabe mais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém fala mal de mim, não estarei eu a fazer pior ao falar dessa pessoa aos meus amigos e colegas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém está doente, e sente-se mal, não estarei eu a aumentar o seu sofrimento ao mostrar-me preocupado com a sua condição?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Sombra Humana é tudo isto: aquilo que apontamos aos outros andamos nós a fazê-lo. Mas estamos inconscientes dos nossos actos. E ao estar inconscientes, iremos atrair mais pessoas que nos mostrem o que andamos a fazer, por forma a termos a oportunidade de crescer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por outro lado, enquanto não nos tornamos conscientes das qualidades humanas que rotulamos de negativas, estas ganham poder no nosso subconsciente. Por volta dos quarenta anos começam a controlar a nossa vida. Não é por acaso que se chama “crise da meia-idade”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas estas qualidades, ditas negativas, quando trazidas à luz do consciente, são verdadeiros aliados que nos podem ajudar a crescer, a ser melhores e a criar harmonia à nossa volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para tornar estas qualidades conscientes temos que começar em primeiro lugar, a expô-las. Uma a uma. Assumir que existem em nós. E depois observar de que maneira nos podem ser úteis. Esta é a parte que mais desafios cria. Como poderia a estupidez, a burrice, a antipatia, a crueldade, ser-nos útil? Podem. Mas enquanto não assumirmos estas qualidades elas irão surgir sempre na nossa vida através dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por outro lado, a Sombra leva-nos a lutar continuamente contra Aquilo Que É. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estamos a passar por uma experiência que rotulamos de negativa, e a nossa mente luta para que a experiência não aconteça, quando está a acontecer!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vou pegar na doença, como exemplo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observa-te quando estás doente. E observa a energia que gastas a lutar contra a doença. Essa energia poderia ser útil ao corpo para lidar com a doença. O corpo sabe o que fazer. Até agora manteve-te vivo sem teres que saber como se processa a digestão, a troca de oxigénio, o batimento cardíaco, a circulação sanguínea, etc. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O primeiro passo para a saúde passa por amar a doença. Isto não significa não ir ao médico ou outro profissional de saúde! Significa apenas fazer as pazes com a doença, deixar de a ver como o inimigo a abater. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que observo neste planeta é que os corpos adoecem. Eventualmente acontece a todos. E quando eu não quero estar doente estou a lutar com a Realidade (para mim Realidade, Universo, Deus, é a mesma coisa). A única forma de amar a doença é ver os benefícios da sua manifestação no corpo. De que forma esta doença é uma prova de amor da Realidade? O que há de bom nesta doença? Há sempre algo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Apenas alguns dos benefícios de uma qualquer doença:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aproxima-nos daqueles que são realmente importantes para nós;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Permite-nos descansar;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dá-nos a coragem de pedir ajuda;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Permite que outros sejam de serviço;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dá-nos tempo de avaliar a nossa vida;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ensina-nos, entre outras coisas, que nada é assim tão importante;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mostra-nos a nossa vulnerabilidade;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ajuda-nos a fazer mudanças radicais na nossa vida;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Educa-nos sobre todas a bênçãos presentes na nossa vida;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dá-nos uma oportunidade de amar incondicionalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a lista não termina aqui! Amar a doença não significa ficar de braços cruzados. Procura ajuda profissional. Aquela em que tu acreditas ser a melhor para ti. Mas vai ao encontro dessa ajuda em paz, tranquilidade, a amar a vida, em vez de mostrar ingratidão para com a vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A forma mais rápida de ultrapassar qualquer desafio é assumir que queremos a experiência do desafio, amamos a sabedoria da vida através desse desafio, e procuramos ajuda. Em paz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há uns dias fiz uma viagem de 400 quilómetros. O carro estava cheio de poeira. À nossa frente havia muitas nuvens de chuva. E no entanto, ao longo de mais de 300 quilómetros, a chuva caía sempre onde o carro não se encontrava. Eu queria tanto apanhar chuva para lavar o carro de uma maneira ecológica! E a chuva estava sempre um passo à nossa frente. E de repente apercebi-me que em realidade não queria lavar o carro da maneira mais fácil e ecológica! Não queria a chuva a fazer o meu trabalho! Queria chegar a casa e ser eu a lavar o carro. Era o que estava a acontecer, gostasse ou não da experiência. Comecei a fazer mentalmente uma lista de todos os benefícios de não apanhar chuva ao longo do percurso. Ainda não tinha terminado a lista quando a chuva caiu sobre nós! Forte e capaz de limpar qualquer sujidade externa no carro! Fiquei desapontado uns breves instantes. Agora que já não queria que chovesse, que via todos os benefícios por não chover, a vida escolhe chover.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando estiveres a passar por uma experiência que consideres negativa, começa por assumir que queres essa experiência. Isto não é ser masoquista mas apenas estar em congruência com a realidade. Porque motivo quero a experiência de estar cansado? Porque estou! Porque motivo quero a experiência de um relacionamento tumultuoso? Porque o estou a viver! Porque motivo quero a experiência de não ter dinheiro? Porque não o tenho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois dedica uma hora a escrever os benefícios da experiência. Escreve até sentires plena gratidão por estares a passar por essa experiência!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E isto também se pode aplicar ao futuro, claro. Se estás preocupado com uma situação que poderá ou não acontecer no futuro, começa já a ver os benefícios da situação. Imagina o pior cenário possível. E descobre os benefícios!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deixo-te um exemplo recente meu. Tinha algum dinheiro amealhado para ir de férias em Agosto. Entretanto esqueci-me que tinha concorrido para um projecto na Tanzânia para ir como voluntário. Quando me aceitarem, pediram-me (de uma maneira tão diplomática como só os britânicos sabem) que enviasse o dinheiro para as viagens e demais custos (esta quantia não é obrigatória por parte dos voluntários, mas ajuda muito a organização). O meu objectivo era apenas a experiência de ir para um lugar remoto e ajudar pessoas da melhor forma que fosse capaz. Aqui estava a oportunidade. Paguei. Entreguei todo o dinheiro que tinha amealhado. Senti-me a pessoa mais feliz do mundo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Entretanto recebo também a confirmação de que posso ser aprendiz na Escola da Byron Katie na Alemanha. Para o privilégio de servir a aprender com esta pessoa extraordinária pedem-me três mil euros. Confesso que existia em mim um desejo ardente de participar nesta semana especial a aprender a simplesmente ser. Mas também sei que financeiramente não é uma possibilidade viável. Elaborei uma lista com todos os benefícios por não poder participar nesta semana com a Byron Katie, e o que descobri deixou-me tão grato à vida! É claro que não é para ir à Alemanha e estar com a Byron Katie! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mente luta nesta fase. É natural. A mente quer sempre ter razão, e raramente a tem. Observava os pensamentos, velozes. “Se estivesses com a Byron antes de ir para a Tanzânia, irias levar mais contigo para África.” “Se não tivesses feito a candidatura para ir para África, agora podias ir para a Alemanha!” e por aí fora. Um inferno! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois surgiu a parte deliciosa. Neste momento na Alemanha parece que há uma qualquer coisa que afecta seriamente a saúde das pessoas (como se o facto de estarmos vivos não fosse suficiente para que algo nos afecte!). É óbvio que a vida sabe que estou preparado para os desafios na Tanzânia, caso contrário eu teria obstáculos na candidatura. Não ir à Alemanha deixa-me tempo para mim. Para me dedicar à minha horta, por exemplo! E depois de uma lista com mais de vinte itens, foi fácil ver porque motivo é bom para mim não ter a experiência de estar uma semana com a Byron. Aceito a paz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Será que vou à Alemanha? Esta é uma questão que me provoca um sorriso. Ir ou não ir é irrelevante. Estar presente agora é-o mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qual é o teu maior desafio no presente? Consegues ver benefícios nesse desafio? Enquanto os não vires ser-te-á muito difícil sair da situação. Descobre os benefícios. Dedica-te. E quando sentires gratidão pela experiência presente, a vida irá observar que já não precisas da experiência. E, com muito carinho, enviar-te-á nova experiência. Afinal é disso que trata a vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderias estar num lugar mais delicioso agora?&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6261516326869764463?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6261516326869764463/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/passividade-nao-e-uma-opcao-excepto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6261516326869764463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6261516326869764463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/passividade-nao-e-uma-opcao-excepto.html' title='A passividade não é uma opção, excepto quando é.'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6716589331283423712</id><published>2011-05-18T11:47:00.001+01:00</published><updated>2011-05-18T11:47:37.054+01:00</updated><title type='text'>O Amor não é uma condição, nem provoca sofrimento</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estive a trabalhar com uma querida amiga que está a passar por uma situação de separação, ao fim de 12 anos de casamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O homem que amava trocou-a pela sua melhor amiga, a quem agora rotula de “hipócrita”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Foi delicioso observar como em menos de uma hora esta amiga descobriu todas as mentiras em que estava a acreditar para manter-se num espaço de sofrimento (a que eu chamo o inferno pessoal).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha experiência ensinou-me que se eu te der as respostas, elas serão sempre minhas. Nunca as irás aplicar no teu dia-a-dia. Mas quando me limito a fazer-te as perguntas e tu encontras as respostas bem dentro de ti, oh meu Deus! A delícia de te observar a conquistar a paz e amor que sempre foste!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esta minha amiga começou a relação a mentir-se a ela mesma. Acreditava que a sua função era fazer o companheiro feliz, e a função do companheiro era fazê-la a ela feliz. Esta é a receita ideal para criar um inferno. Só posso fazer-me feliz a mim, e dar o exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha amiga descobriu que queria ver o companheiro feliz, com ela! Ou seja, o discurso na sua mente era algo como isto: “quero que sejas feliz. Aqui está a condição: só o podes ser ao meu lado!” Ou seja, em realidade o que ela pensava, apesar de não estar consciente, era isto: “Não quero saber da tua felicidade para nada. Quero é que fiques ao meu lado independentemente do que for melhor para ti!” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Porque a realidade é esta: se amamos alguém ao ponto de desejar que esse alguém seja feliz, nunca poderemos ter a arrogância de saber o que fará essa pessoa feliz. Se impomos a condição de que queremos que o outro seja feliz, AO NOSSO LADO, então não amamos. Tornamo-nos ditadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observa como ao longo do dia vais ditando como queres que os outros sejam para TU estares bem! Queres o filho saudável (por que outro motivo ficas preocupado ou ansioso quando ele está doente?), queres o companheiro ao teu lado e a apoiar-te sempre (por que outro motivo ficarias revoltada se ele partisse?), queres a mãe a sorrir e a concordar com as tuas decisões (então porque raio lhe pedes a opinião?). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando amamos verdadeiramente, e não impomos condição alguma, permitimos que cada um seja feliz à sua maneira. Há muitas maneiras de ser feliz. Deixando uma relação para começar outra, vivendo com um cancro (as pessoas com um cancro, caso não tenhas reparado não estão a morrer mais do que aquelas que não têm: estão vivas.), dependente do álcool, viciado no jogo, a criticar pelas costas os amigos, a viver na rua... muitas maneiras de se ser feliz. Só que a mente não se apercebe disto. Como é que eu sei o que é melhor para ti? Aquilo que está a acontecer agora é o melhor para ti. Não há excepções. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única relação íntima possível é contigo mesmo. Os outros, os maridos, os filhos, os amigos, só te irão devolver o amor que sobra de ti depois de te amares. E se para tu estares bem precisas que os outros estejam bem (de acordo com os teus padrões, claro) então não amas: impões a tua vontade. É duro viver com alguém que nos impõe continuamente a sua vontade. Um inferno. Começas a ver porque as pessoas se afastam? Ninguém gosta de ditadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O meu irmão ficou com o pé negro depois de uma pancada. O olhar dele mostrava-me dor. Mas era a sua dor, não era a minha. Porque motivo haveria eu de ficar triste? O universo precisava de alguém com dores no pé, o meu irmão foi o voluntário. Eu fui o voluntário que lhe fez um tratamento. Em paz, tranquilo. Em realidade sorria. Fui de serviço a Deus. Poderia haver algo melhor na vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém está doente, e com dores, sofre (pelo menos até acordar). E quando essa pessoa nos olha nos olhos e vê preocupação, ou medo, ou ansiedade, irá acreditar que o seu estado é pior do que aquilo que pensava antes de nos olhar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É assim que ensinamos os mais pequenos. “Olha como eu sofro quando o pai chega atrasado!” ou “Olha como fico triste quando tiras uma negativa!” Isto é ensinar as crianças a procurar a paz e a felicidade fora delas, onde nunca a encontrarão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;A realidade nunca nos desilude, só nós temos esse poder. A realidade é aquilo que é. Como é que eu sei que o companheiro da minha amiga está melhor com outra mulher? É com a outra mulher que ele está. A realidade não nos engana. Mas se acreditar que o lugar dele é com a minha amiga, irei torná-lo no meu inimigo. A guerra começa sempre naquele que se defende.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É engraçado como nos afastamos daqueles que chamamos de amigos. Até acordarmos, os nossos amigos são aquelas pessoas que concordam com as nossas histórias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Eu): tive um dia terrível no trabalho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Amigo): coitado, tens um trabalho pesado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Eu): hoje tive uma discussão com o meu filho, não arruma o quarto!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Amigo): o teu filho nem sabe a sorte que tem contigo, coitado de ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Eu): A minha professora chumbou-me!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Amigo): é uma cabra!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando os nossos amigos deixam de concordar com as nossas histórias, arranjamos muito rapidamente uma desculpa para nos afastarmos. Não gostamos que discordem das nossas histórias de coitadinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por isso digo que enquanto não amares a guerra, o cancro, a violência doméstica, os políticos, irás projectar tudo o que pensas destes no primeiro instante que um amigo não concordar contigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Consegues ver onde andas tu em guerra? Quando queres que os outros sejam quem não são. Consegues ver onde te andas a odiar? Quando dedicas tempo a falar mal dos que não estão presentes. Consegues ver onde és estúpido? Quando não te respeitas e deixas para amanhã o que sabes que é para fazer agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha experiência ensinou-me que as pessoas à nossa volta são os professores que precisamos. Se apenas estivermos dispostos a aprender. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ah! No final da nossa conversa, a minha amiga conseguiu conhecer o companheiro pela primeira vez. E agora ama-o tanto que só quer mesmo que ele fique com a sua amiga. E conseguiu ainda telefonar à amiga (a que era hipócrita) e pedir-lhe perdão por não a ouvir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Claro que numa relação a dois é importante o dar e receber. Eu dou, e nesse momento recebo! E se a outra pessoa dá algo, delicioso! Mas não dou à espera de receber. Isso não é dar, é uma troca comercial com a etiqueta do preço escondida. Quando dou e espero receber, mais cedo ou mais tarde irei cobrar. E quando aqueles que amo escolhem afastar-se, eis a oportunidade de estar a sós com a pessoa mais amorosa do mundo: eu! Pelo menos para mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E respeitar-me não significa que irei fazer sempre o que me pedes. Pedes algo e verifico se posso fazer o que me pedes. Sem violar a minha integridade. Hoje pedes-me para ir ao cinema contigo. Não vejo porque não, tenho a tarde livre. Amanhã pedes-me para ficar contigo à noite, e eu já tinha dito ao meu pai que iria jantar com ele. Digo-te que agradeço o teu pedido, mas já tenho outros compromissos. E amo-te à mesma. E se tu não estás em paz contigo, irás acusar-me de ser insensível e distante. É ok, meu querido. Também sou isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Haverá algo melhor que a paz? Só o amor incondicional. &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6716589331283423712?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6716589331283423712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/o-amor-nao-e-uma-condicao-nem-provoca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6716589331283423712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6716589331283423712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/o-amor-nao-e-uma-condicao-nem-provoca.html' title='O Amor não é uma condição, nem provoca sofrimento'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4145758683440425588</id><published>2011-05-13T18:14:00.001+01:00</published><updated>2011-05-13T18:14:41.366+01:00</updated><title type='text'>Vou ser pontual. Ou não.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; "&gt;A mente tem esta capacidade brilhante de interpretar a realidade à sua maneira, por forma a criar um falso estado de tranquilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Observo como algumas pessoas me dizem, sem qualquer desconforto, que estão a seguir o meu conselho, porque é a realidade. E então dizem coisas como “prometo chegar a horas. Ou não.” e “Eu vou jantar contigo. Ou não.” e “Eu termino este projecto até quinta-feira. Ou não.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;E depois não cumprem e, aparentemente, é perfeitamente ok, porque tinham avisado que poderiam não cumprir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Chamo a isto manter-se num estado de negação da realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Quando me comprometo a algo e afirmo que há uma possibilidade de não cumprir não estou a dizer que posso ter um ataque de preguiça, ou que de repente surgiu algo melhor. Não podia estar mais longe da doce realidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;O que eu quero dizer é muito mais simples. Eu prometo ir à tua festa de anos. Ou não. Este “ou não” significa apenas que a Vida pode ter outros planos para mim. Ser atropelado por um camião, por exemplo. Ou um amigo ou familiar ser hospitalizado. Ou ter um enfarte que me atira para um hospital (ou cemitério). É isto o que significa “ou não”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Mas jamais me ocorreria comprometer-me a fazer algo e mais tarde mudar de ideia e fazer outra coisa, ou comprometer-me com outra pessoa. Isto é viver em estado de negação (para não falar em oportunismo).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A pessoa que se compromete comigo a um encontro, por exemplo, e depois não aparece é a pessoa perfeita para a próxima vez que eu quiser marcar um encontro com alguém que não aparece. Não fico magoado nem triste. Rapidamente sei que a Vida tem outros planos para mim. Mas não volto a contar com essa pessoa. Ela é a pessoa que não cumpre. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Claro que se esta pessoa não cumpre por motivos de força maior, eu compreendo. Não vejo porque motivo não haveria de compreender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Por outro lado, presto sempre atenção ás desculpas e justificações dadas. Gosto da realidade. Basta dizer “o meu pai está mal.” Eu compreendo. Não há necessidade de prosseguir com aquelas histórias que dizem “quero que penses de mim o que eu mesmo não sou capaz de pensar de mim.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Observa-te de cada vez que estiveres a justificar-te. Descobre onde estás a mentir. Eu sei que estás. Se estivesses a ser sincero não te justificavas, não precisarias que outros pensassem de ti o que quer que seja. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Somos educados a pensar que é falta de educação faltar a um compromisso e depois não nos justificarmos. A falta de educação pode ser o faltar ao compromisso porque surgiu algo melhor. Mas não é a justificação que irá remediar essa falta. Desiste de te justificares. E quando tiveres mesmo a necessidade de te justificar, sê breve. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A justificação, na grande maioria das vezes, é uma forma de manipular os outros. Por detrás da justificação há a necessidade de mostrar que somos pessoas boas. Se somos pessoas boas porque motivo haveríamos de necessitar de uma justificação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Recordo-me das palavras do Yoda (Guerra das Estrelas): “Ou fazes ou não fazes, não há tentar.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Quantas pessoas se refugiam em desculpas como estas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;“Não sou capaz.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;“Não tenho tempo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;“Eu tentei mas...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;“Não sei o que acontece, mas vou deixando as coisas por fazer...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;“Eu podia fazer melhor, mas...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Estas desculpas são mesmo e irremediavelmente os pregos com que construímos uma casa de falhanços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Se estiveres num processo de acordar irás observar o seguinte:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Consegues ouvir uma voz suave que te diz o que é para fazer a seguir;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não tentas “destruir” o ego (querer destruir uma ilusão é acreditar que é real);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Raramente, ou nunca, precisas de te desculpar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;As pessoas à tua volta sentem-se bem;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Os outros sabem que estás presente e consegues ouvir de verdade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não tentas manipular ninguém (nem mesmo os filhos);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Ninguém te consegue magoar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Respeitas-te continuamente e observas que ninguém te falta ao respeito;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não dependes das opiniões dos outros sobre o que fazes ou dizes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A imperturbabilidade é o teu estado natural ao longo do dia;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não tentas “desapegar-te” das coisas e pessoas. O tentar o desapego é uma das actividades favoritas de um ego espiritualizado. Em vez disso, desfrutas de cada coisa e pessoa no momento, sem qualquer expectativa nem receio;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não impinges a tua filosofia a quem quer que seja. Eu, por exemplo, que me considero a começar a levantar um nadinha as pálpebras, sei que ninguém tem que seguir a minha filosofia nem sequer tem que fazer um curso meu ou ler o que quer que seja de minha autoria. A única coisa que espero de qualquer pessoa é que seja quem ela é;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Quando estás com alguém, seja quem for, entregas-te completamente a essa pessoa. Só ela existe;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Observas, observas, observas. Sem necessidade de comentar o que quer que seja. Excepto se te for pedido um comentário. E mesmo assim, estarás perfeitamente tranquilo para o não fazer;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Consegues ver perfeição em tudo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Deixas de ditar como as coisas deveriam ser;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-family:Arial; mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Sentimentos de ódio, revolta, ansiedade, angústia, tristeza, são situações que ultrapassas em minutos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Claro que posso estar completamente errado. Mas para mim funciona. Para ti? Descobre o que te faz sentir bem e sem necessidade de te desculpares. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A outra forma deliciosa de manipular os outros é fazer-lhes uma pergunta e quando não gostamos da resposta insistimos na pergunta. Seria mais íntegro fazer a pergunta e informar os outros de qual a resposta que esperamos ouvir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4145758683440425588?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4145758683440425588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/vou-ser-pontual-ou-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4145758683440425588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4145758683440425588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/vou-ser-pontual-ou-nao.html' title='Vou ser pontual. Ou não.'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4129680619945060326</id><published>2011-05-03T09:57:00.001+01:00</published><updated>2011-05-03T10:00:04.110+01:00</updated><title type='text'>A causa de todo o sofrimento</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Ainda que se possa fazer todos os filmes mentais possíveis e impossíveis, sempre em número ilimitado porque na mente de cada um manda o próprio, ou assim se julga, raramente, para não se dizer nunca, o filme acontece na realidade. A única sala de cinema onde passa é dentro da cabeça do visado e em mais lado nenhum.” Luís Miguel Rocha in A Mentira Sagrada (Porto Editora, 2011)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É este o motivo de todo o sofrimento. Os filmes que fazemos na nossa cabeça e que nunca correspondem à realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade é aquilo que acontece e, para sofrer, o ser humano tem que acreditar que não deveria acontecer. A realidade tem uma forma deliciosa de ganhar sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sofremos quando a pessoa amada é infiel (e não deveria ser, claro). Sofremos quando o filho faz uma birra (e não deveria fazer). Sofremos quando há uma guerra (e não deveria haver). Sofremos quando estamos desempregados (e não deveríamos estar). Sofremos quando estamos cansados (e não deveríamos estar). Sofremos quando alguém nos chama de estúpidos (e não deveria chamar).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderíamos começar a tornar-nos conscientes de algo tão simples como Aquilo Que Está A Acontecer?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mente divide a realidade em bom e mau, certo e errado. É aqui que sofre. E se em vez de certo e errado pudesse a mente ver perfeição? A mente vê a duas cores. E normalmente as cores que consegue ver são estas: eu estou certo e tu estás errado. Puro inferno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquilo Que É, É. E ganha sempre. Por mais que tu chores, grites, fiques triste, zangado, enraivecido. A Realidade não quer saber. Acontece sem a tua autorização. Pessoas gritam, o sol nasce no horizonte, uma criança nasce, lixo amontoa-se na rua, alguém morre, um foguete vai para o espaço, uma mosca cai no prato com sopa. Tudo a acontecer sem a tua autorização.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois acreditamos arrogantemente que não deveria ser assim. E garantimos o nosso sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é tão fácil ser-se fiel, poderias tu começar a dar o exemplo? Sê fiel aos teus sonhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é assim tão fácil permanecer calmo, poderias começar tu a dar o exemplo? Mantêm-te calmo quando eu estou aos gritos no meu inferno pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é assim tão fácil ser-se honesto, poderias tu ser esse exemplo? Sê honesto quando te perguntam se te amas incondicionalmente tal como és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é assim tão fácil sentir-se feliz e em paz, poderias dar-nos o exemplo? Poderias manter-te em paz e feliz quando eu estou triste e desiludido?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dá-nos o exemplo que queres que nós sejamos. Mostra-nos que é fácil ser quem tu queres que nós sejamos. Assim como assim, nunca nos irás mudar. Apenas podes mudar-te a ti mesmo. Caso ainda não tenhas reparado. Esta é a doce realidade. Tão simples.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade nunca é aquilo que tu acreditas que deveria ser. É muito mais simples. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É Aquilo Que É. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E tu só tens duas opções. Amar ou odiar. Paz ou sofrimento. E a realidade é tão deliciosa que respeita a tua decisão. E continuará a acontecer sem a tua autorização.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4129680619945060326?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4129680619945060326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/causa-de-todo-o-sofrimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4129680619945060326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4129680619945060326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/05/causa-de-todo-o-sofrimento.html' title='A causa de todo o sofrimento'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-953799872587236486</id><published>2011-04-20T12:28:00.001+01:00</published><updated>2011-04-20T12:28:51.104+01:00</updated><title type='text'>A dor dói. Mas será verdade?</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem quis ter a experiência da dor. Como sei que queria esta experiência? Tive-a. Poderia a vida ser mais carinhosa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estava a assar sardinhas na brasa e os meus dedos escolheram pegar numa brasa. Poderia dizer que me tinha enganado, e pegado numa brasa em vez da sardinha. E começaria o meu inferno pessoal. A realidade é que os meus dedos queriam pegar numa brasa, porque foi no que pegaram. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E como não largaram a brasa de imediato, soube que queria ter a experiência da dor, de uma queimadura. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Entretanto as minhas pernas mexeram-se rapidamente e levaram-me à casa de banho. Estava curioso. O que iria fazer ali? A mente observava as dores provocadas pela queimadura e questionava-se. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Não deveria estar com dores” – ria-me.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Não vou poder fazer massagens” – ria-me.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“O que é que vou fazer agora?” – e continuava a rir-me.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mente tentava deliciosamente arranjar pretextos para me causar sofrimento. Não conseguia. E experienciava as diferentes nuances da queimadura. As mãos agarraram num frasquinho de óleo puro de alfazema, abriram-no e despejaram o líquido sobre a queimadura. “Ah! Então é isto que a vida quer!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A vida continuava a fluir através de mim, sem um grama de resistência da minha parte. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Claro que a mente queria queixar-se. Queixar-se a alguém como se os outros fossem um analgésico. A mente ainda não descobriu que a queixa é completamente inútil. Sem utilidade. Se acreditasse na mente, e me queixasse, estaria louco. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A dor física é algo natural. Mas o que pude observar é que o que causa mal-estar, sofrimento, não é a dor física mas a luta que a mente trava contra essa dor. A desejar que não exista, quando está presente. A querer as coisas diferentes daquilo que são.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois a vida levou-me para o jardim. Os dedos latejavam. Eu observava, à procura de pensamentos que pudessem causar-me sofrimento. Veio apenas mais um: “Este latejar provoca-me muito desconforto”. E vi imediatamente que o que me provocava desconforto era o pensamento. O latejar mantinha-se independentemente de a mente querer ou não a experiência. Mas eu sabia que queria esta experiência, pelo simples facto de estar a passar por ela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os pássaros chilreavam, gotas de chuva caiam, o vento soprava, e os meus dedos latejavam. Mantive-me envolvido na experiência total de estar vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eventualmente o latejar desapareceu, voltou ao lugar de onde tinha vindo: nada. E sorriu. É para lá que também um dia eu irei. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-953799872587236486?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/953799872587236486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/04/dor-doi-mas-sera-verdade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/953799872587236486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/953799872587236486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/04/dor-doi-mas-sera-verdade.html' title='A dor dói. Mas será verdade?'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8100250504593533543</id><published>2011-04-10T22:48:00.000+01:00</published><updated>2011-04-10T22:49:19.434+01:00</updated><title type='text'>Quero ter uma conta aberta no FB. Será verdade?...</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Através desta rede social tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas especiais. Todas, sem excepção, me foram úteis na descoberta de quem sou. Sinto-me privilegiado. Algumas destas pessoas já conheci ou fiquei a conhecer pessoalmente. E é delicioso poder abraçar cada uma, sentir todo o carinho delicioso que brota de cada uma, sem esperar nada em retorno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pela minha experiência pessoal, o FB mostrou-me, tanto como na vida real, que só conseguimos abraçar a nossa luz depois de atravessada a escuridão. Aquela escuridão que tentamos a todo o custo que ninguém consiga descobrir. Enquanto as feridas da nossa infância e adolescência não forem saradas, por mais meditações e figurinhas de luz que imaginemos, iremos continuamente projectar os aspectos rejeitados da nossa alma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este é o crime de todos aqueles que não gostamos: mostram-nos as nossa qualidades deserdadas, doentes e que só conseguimos aguentar porque as projectamos sobre os outros, aqueles a quem apontamos o dedo. E uma vida assim nunca pode ser fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por outro lado, descubro que ninguém tem que fazer rigorosamente nada. Ninguém tem que mudar, nem evoluir, nem ser melhor. Apenas eu. Sou a única pessoa que posso mudar. Os outros podem fazê-lo, claro, mas não faço disso uma exigência para os amar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Descubro que cada ser humano é digno de ser amado, independentemente do que fez ou disse, ou deixou de fazer ou dizer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Descubro que todos somos amor puro, mas muitos esquecemo-nos disso, perdemos consciência que somos amor, e procuramo-lo continuamente nos lugares errados: fora de nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Descubro ainda que não há nada de que me possam acusar que não seja verdade. E observo que as pessoas com quem contacto presencialmente sentem um carinho especial por mim. É o carinho, o amor, que sempre esteve dentro de cada uma. Limito-me a recordar-lhes isso. E estar presente para cada uma, sem qualquer condição, é suficiente. Descubro que na presença do amor incondicional qualquer ser humano tem a capacidade de se tornar consciente que é isso: amor incondicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Perdoo a todas as pessoas que me enviaram mensagens e ás quais não respondi. Há já algum tempo que desisti de as ler. Eram uma média de 30 a 40 por dia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O FB foi ainda um teste delicioso para comprovar que de facto ninguém tem o poder suficiente para me magoar, apenas eu tenho esse poder. E sinto que o estou a perder a uma velocidade deliciosamente ideal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aprendi que é delicioso viver uma vida em que só desejamos que os outros sejam quem são e nunca quem gostaríamos que fossem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aprendi a ouvir sem a necessidade de me defender. A defesa é sempre o primeiro acto de guerra, e como diz a querida BK, todas as guerras se resolvem numa folha de papel.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aprendi que não penso, sou pensado. E que para sofrer tenho que acreditar nos pensamentos como sendo de minha autoria. Nunca o são. Fluem. E são iguais aos do meu vizinho, do meu amigo e do meu pai. Não há pensamentos novos que causem stress emocional. São sempre os mesmos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sinto que estou a viver um momento de crise. Uma oportunidade única de crescimento e bem-estar. É isso que significa para mim a palavra crise. Não estou a tentar embelezar o belo nem a negar o que quer que seja. Uma crise é sempre uma oportunidade de crescimento. Se tivermos a coragem de abrir os olhos em vez de apontar o dedo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As mudanças que observo à minha volta são muitas e muito aceleradas. Escolho o silêncio, a calma, a paz e o amor. Continuarei a escrever no meu blog, ou não. E irei continuar a enviar com alguma periodicidade a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;newsletter&lt;/i&gt; aos que estão inscritos nela, ou não. De qualquer forma, a minha caixa de correio electrónica mantém-se receptiva a qualquer email: &lt;a href="mailto:emidiocarvalho@gmail.com"&gt;emidiocarvalho@gmail.com&lt;/a&gt; . Mas por favor não me enviem emails reencaminhados (aqueles com um FWD), nunca os abro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Escolho dedicar uma grande parte do tempo disponível à preparação da primeira Escola Residencial, com a duração de uma semana, em Julho. É um desejo do meu coração que cada pessoa que participe consiga todos os objectivos que a levarão até lá. E sei que irá acontecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Porque, com a ajuda do FB, descobri que na presença do amor, a realidade torna-se amorosa, deliciosa, de braços abertos, e sempre com um sorriso. A vida flui. Eu sigo este fluir. Assombrado. Deliciado. Sem histórias. Tudo e nada na perfeição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ah! E é verdade, adoro cada amigo virtual do FB! Cada um é sempre tão perfeito, tão igual a si mesmo, tão autêntico. Como poderia não amar cada um? Impossível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a vida continua, sempre a fluir. Vou a Madrid, ou não. Vou à Madeira, ou não. Sempre curioso. Será que isto irá acontecer?... Estou curioso. E a vida sorri sempre, nunca me decepciona. A vida é aquilo que é e nunca aquilo que o ego gostaria que fosse. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não é delicioso?&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8100250504593533543?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8100250504593533543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/04/quero-ter-uma-conta-aberta-no-fb-sera.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8100250504593533543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8100250504593533543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/04/quero-ter-uma-conta-aberta-no-fb-sera.html' title='Quero ter uma conta aberta no FB. Será verdade?...'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-7490303060977630205</id><published>2011-03-26T10:28:00.003Z</published><updated>2011-03-26T10:32:07.954Z</updated><title type='text'>Recebi este email ontem, da querida A.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Um ano depois de começar o Curso de Educação Emocional...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Olhei para a altura em que encontrava algo de bom para cada situação do passado, sobretudo o que vivi com o pai e tinha de fazer um esforço. Não sentia o que escrevia...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Ontem, observei o presente ... e numa conversa com o pai, apercebi-me que ele já não me conta a sua história de vitima da infância e da adolescência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Conta-me novas histórias, que não me lembro alguma vez de ter ouvido. Vi uma pessoa corajosa, determinada, ousada, aventureira; uma pessoa que venceu graças às situações adversas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size: 21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;De repente soltou-se uma voz: Sou eu, sou eu, sou eu! E ainda estou de boca aberta.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Não sei que é feito da pessoa que se lamenta e que me conta histórias de coitadinho. Não consegui mesmo ver !&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;A primeira vez que me apercebi disto foi este mês e pareceu-me curioso. Ontem à noite repetiu-se e foi aí que eu vi. Fui eu que mudei !&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;E disse-lhe ... afinal tu eras corajoso, aventureiro, bom comunicador, dinâmico, saías de qualquer situação difícil... ele ficou calado e depois disse... Bem é verdade! Eu fiquei de boca aberta e imóvel. Não tive qualquer outra reacção...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Agora estou a trabalhar a filha e estou parva com tanta coisa que estou a descobrir através dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;O comportamento da filha (fez o que disse que ía fazer e não ligou ao que eu lhe dizia, ou seja, eu disse-lhe para ir para o ATL no intervalo das aulas e ela disse que não ia e não foi) e quando me perguntei de que forma faço o mesmo, comecei a ver inúmeras cenas do passado, que quando comecei este curso só via a vitima e agora saltaram com nova dimensão ... ex. Tinha 4 anos e ia varias vezes passar a tarde a casa de uma vizinha velhota e almoçava lá também. Uma vez eu disse que não queria comer porque não gostava da comida. A vizinha, zangou-se comigo, pegou-me pelo braço e levou-me a casa e disse à minha mãe que eu lhe tinha chamado ''velha'' e por isso não me queria mais em sua casa. A memória que ficou a repetir-se muitos anos foi '' injustiça. ela mentiu e eu disse a verdade''.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Ontem, quando me saltou esta memória veio de outra maneira: sorri para mim e disse-me ''eu tinha muita personalidade; já era muito corajosa; já me respeitava; a vizinha não devia saber lidar com a situação e inventou uma desculpa! ''&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;E a seguir a esta comecei a ver sem esforço uma série de outros eventos que rotulei estes anos todos de injustos, e só via o meu lado corajoso; o meu lado em que me respeitei, mesmo quando outros me '' abandonaram '' e esta não é a verdade; para chegar aqui, vi primeiro que eu é que me abandonei todas a vezes que considerei que outros me abandonaram, desde os 5 anos ...  e como a emoção era forte, lembrei-me do que costumas dizer... encontra o oposto ... fui à procura e libertou-me quando encontrei nas mesmas situações as atitudes em que me respeitei, em que fui corajosa, em que fui ousada, em que fui amorosa ... e já não vi as outras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt; mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Tenho percepção que só vemos uma coisa boa ou uma coisa má de cada vez. Não se consegue ver as duas. Quando estou a focar-me nestas atitudes corajosas, ousadas, determinadas, amorosas, estou a sentir uma emoção/energia que inunda o meu corpo de algo parecido com abundância, compaixão, aceitação, amor-próprio, gratidão... deus, não sei o que lhe posso chamar mas é isto que estou a sentir desde ontem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size: 21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Desde que comecei esta parte do Curso, que a maioria desistiu de fazer, entro várias vezes ao longo do dia em estado de observação e vejo mais do que todos os 8 meses anteriores do Curso; se pudesse dizer a todos os que desistiram ou os que estão a fazer e não pensam continuar, dizia-lhes ... não sabem o que estão a perder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:17.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;Quando cheguei a Dezembro acreditava que já tinha trabalhado muito o pai, a mãe, o marido, os filhos, a sogra ... mentira ... com a observação continua é que estou a ver  mais, mas estou é a ver mais de mim !&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Helvetica"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Por outro lado estou também a encontrar resistência, dificuldade em dar resposta diferente às situações em que estou a querer agradar ... sinto-me sem controlo nenhum. Apanho-me inúmeras vezes ao longo do dia com intenções subtis, a dizer coisas e a ver em simultâneo a intenção que está por trás e estou consciente de estar a manipular. O receio do que possam pensar de mim; no trabalho está a acontecer todos os dias; com o marido também; com amigos; com vizinhos; com os filhos; mesmo encontrando as razões que estão por trás e sabendo que é mentira, não estou a conseguir de momento ter outra atitude. As desculpas e as explicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Neste momento agradeço-te por me dares estas ferramentas para trabalhar e agradeço-me por ter pegado nelas. Uma vezes consigo e outras não. Estou com a percepção de que isto é o principio. O Curso pode terminar mas o estado de observação de mim e da realidade não. E isso só depende de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 15px; "&gt;Um abraço muito apertado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;(o meu corpo e eu desfrutamos neste momento a sensação de plenitude ''está a valer a pena !'' ehehe  :)))&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align: justify;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:11.0pt;mso-bidi-font-size:21.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Verdana"&gt;&lt;b&gt;NB - Só tenho a acrescentar uma recordação à querida A: eu não fiz nada. Nunca fiz mais nada a não ser observar-te e respeitar o teu processo, o teu caminhar. A vida é sempre deliciosa, quer estejamos acordados ou não. E o que observo é que tu, querida amiga, estás a acordar do sono profundo da mente. Poderia a vida ser mais deliciosa?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-7490303060977630205?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/7490303060977630205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/recebi-este-email-ontem-da-querida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7490303060977630205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7490303060977630205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/recebi-este-email-ontem-da-querida.html' title='Recebi este email ontem, da querida A.'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8545156308420008255</id><published>2011-03-20T23:30:00.003Z</published><updated>2011-03-21T08:00:04.320Z</updated><title type='text'>Pensamentos soltos que foram surgindo ao longo do dia de hoje</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um amante daquilo que é espera com alegria tudo o que possa vir na sua direcção. A vida, a morte, a doença, a perda, tremores de terra, bombas, tudo aquilo a que a mente possa chamar de “mau”. A Vida irá trazer-lhe tudo o que precisa, para lhe mostrar aquilo que ainda não ama. Nada fora de mim pode causar-me sofrimento. Apenas os pensamentos por questionar podem causar dor, tudo o mais é um paraíso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu estou livre para ir a qualquer lugar, porque não consigo projectar perigo. Em realidade Emídio é apenas um conceito, e há algum tempo que deixei de acreditar em conceitos. Sem a história de quem o Emídio é, ou deveria ser, estou livre para ser uma expressão da Vida. Não há um lugar onde não possa ir. E eu adoro ir, porque adoro a viagem e a pessoa com quem viajo. Que pode ser a pessoa a ler isto. Uma mente que não acredita em si encontra-se em paz, a sanidade presente. Uma mente sem mentiras curva-se perante a beleza da sua reflexão no mundo à sua volta. Não adiciona nem subtrai nada à realidade. Sabe a diferença entre a realidade e a fantasia e assim não consegue conceber o conceito de perigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qualquer pessoa que acredite no mal irá ter medo e, por conseguinte, sentir-se confusa. O mal é apenas mais uma história que nos impede de experienciar o amor. O que observo é que Deus, Universo, Fonte, é tudo, e é Amor Incondicional. Apenas a mente confusa é capaz de criar separação, de ver o mundo a duas cores. E se acredita no medo irá necessitar de se defender. Começa a guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não há nada mais carinhoso que uma mente aberta. Uma vez que não acredita naquilo que pensa, torna-se flexível, porosa, sem oposição, sem defesa. Nada a consegue dominar. Nada a consegue resistir. Mesmo a coisa mais impenetrável do mundo – uma mente fechada que precisa de ter razão – não consegue resistir ao seu poder. Eventualmente até a mente mais endurecida se torna flexível e fluida na presença da mente aberta. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As pessoas têm medo de ser nada. Mas ser nada é apenas um aspecto daquilo que é. Nada não só é um motivo para celebrar como também para sentir gratidão e não ter medo. Sem a história de stress em que a mente acredita – o mundo é perigoso, há mal, preciso de ganhar dinheiro – o stress desaparece. Quando não acreditas nos teus pensamentos apenas pode existir alegria e riso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Apenas a mente que acredita nos seus pensamentos é capaz de criar a imperfeição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tudo na vida acontece sem a nossa aprovação. A rosa abre-se e deixa cair as pétalas. Eventualmente morre. Sem qualquer indicação da tua parte um carro buzina na rua, uma criança salta, o sol brilha, a tua amiga telefona-te. Sem qualquer interferência da tua parte os países entram em guerra, os teus pais discutem e os teus amigos falam nas tuas costas. Sem o teu consentimento crianças nascem, amantes abraçam-se e uma refeição é preparada. Poderia a vida ser mais deliciosa?... Tudo a acontecer para ti, para que te descubras. A vida, esta dança perfeita que te mostra continuamente quem és e não exige nada de ti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando estou com uma pessoa pela primeira vez sinto uma torrente de gratidão e amor pela vida. Sei que toda a minha vida aconteceu para este momento especial. Para te ver e desfrutar desta oportunidade única de te amar por seres quem és e não quem eu gostaria que fosses. Não tenho uma história de ti, dedico-me a ouvir-te. A tua história, que é uma mentira, é tão deliciosa que é uma honra e um privilégio poder ouvir-te. Apenas a mente confusa acredita em histórias de sofrimento e separação. Mas não espero que me compreendas, nem exijo de ti outra coisa que não seres quem tu és. E neste espaço, sem qualquer expectativa, posso abraçar-te. Oh meu Deus, poderia a vida ser mais deliciosa?!&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8545156308420008255?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8545156308420008255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/pensamentos-soltos-que-foram-surgindo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8545156308420008255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8545156308420008255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/pensamentos-soltos-que-foram-surgindo.html' title='Pensamentos soltos que foram surgindo ao longo do dia de hoje'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8969724459808589608</id><published>2011-03-13T15:28:00.001Z</published><updated>2011-03-13T15:29:20.945Z</updated><title type='text'>A Realidade é sempre deliciosa</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A realidade é sempre muito clara e simples quando a mente se encontra desperta e num estado de simplicidade. O problema começa quando a mente decide que há um qualquer significado escondido por detrás da realidade, daquilo que está a acontecer. Mas a realidade é aquilo que é, aquilo que está a acontecer agora. O que quer que seja que esteja a acontecer é bom, e se não consegues ver esta bondade podes sempre questionar os pensamentos que ocorrem na tua mente e discutem com a realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando vejo as coisas e as pessoas sem uma história, faço uma escolha entre o aproximar-me ou afastar-me, sem discussões internas e sem juízos de valor. Nem sequer preciso de saber porque o faço. E este movimento é sempre perfeito, e eu nem tenho que perguntar-me porque ocorre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E porque na realidade nada tem segundos significados, a realidade é esta: homem sentado numa cadeira em frente a um computador, a pressionar teclas num teclado, que olha de vez em quando pela janela, bebe água de um copo. Poderia a vida ser mais simples? É só isto o que está a acontecer agora. É a única história possível. Quando amamos aquilo que é, a vida torna-se simples e carinhosa. Quando a mente descobre que tudo é como deveria ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se olhares para mim e contares uma história, irás distorcer a realidade e entrar em guerra. A tua mente pode pensar algo como “Emídio, a arquitectar um plano para convencer alguém a fazer algo que não quer fazer, e que não sabe o quanto custa a vida, a divertir-se à minha custa.” Entras numa história e discutes com a realidade. E a realidade tem uma forma doce de vencer sempre. Observa sempre que entras em stress, estarás a discutir com a realidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observo um jovem a chamar nomes a uma mulher idosa.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;As pessoas à minha volta começam a comentar. Começam a discutir com a realidade. O que dizem é isto: “não tem vergonha! Olha como insulta a pobre velhota! Se fosse meu filho levava um par de estaladas na cara!” – e não conseguem observar o que acontece. Acreditam numa história que diz que os mais novos não deveriam dizer o que dizem, e sobretudo a alguém mais velho. A realidade? As pessoas dizem o que dizem e fazem o que fazem. Não é certo nem errado, é o que é. Observo que as pessoas que tecem os comentários entram em stress. Eu observo. Procuro em mim onde ando a desrespeitar-me. Ah! Já sei! Deito-me tarde e levanto-me cedo, bebo demasiado café, ando a correr, não tenho meditado, preocupo-me com o bem-estar dos outros (como se eu pudesse fazer alguma coisa em relação ao que os outros sentem!). E a lista continua. Sorriu. Mentalmente agradeço ao jovem. Depois observo que a discussão não existe. Parou. O jovem dá dois beijos à idosa e parte. Ela senta-se na mesa ao meu lado. Olho para ela e sorriu. Tem uma expressão deliciosa. Ela sorri de volta e diz “é a juventude!” Concordo. Gosto desta história simples. E aprecio o pastel de nata, enquanto as pessoas à minha volta ainda discursam sobre o que aconteceu antes, aquilo que já não é. Agarram-se ao passado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando falo e escrevo faço-o a partir de um eu que sei que não existe, é mais uma mentira. Eventualmente descobrirás a mentira também. Também falo a partir de Deus, da Terra, de um grão de areia. Se estas coisas existem mesmo, eu sou a sua origem. E eu acredito que sou estas coisas porque não tenho um ponto de referência para “eu”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se conseguires contemplar a realidade sem uma história, a vida torna-se carinhosa. Para sofreres tens que impor um “deveria” ou “quero” ou “preciso”. Acreditas mesmo que é possível compreender a vida a partir de vinte e três consoantes e vogais?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu sou tudo, a mente é tudo. Falo a partir de um “eu” para evitar a alienação dos outros. Durante uma semana vivi sem “eu” e observei como os outros ficavam confusos. Dizia: “ele agora gostava de beber vinho” e as pessoas olhavam-me confusas. Então aprendi a substituir a referência à mente e chamar-lhe um “eu”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Falo com as pessoas a partir de um ponto em que sou amigo e se as pessoas confiarem em mim é porque vou ao seu encontro a partir do mesmo nível em que elas se encontram. Sinto-me apaixonado. É uma relação amorosa de mim para mim, e inclui tudo. Ao ir ao encontro dos outros sem qualquer imposição ou condição é ir ao meu encontro sem qualquer condição ou imposição. Sinto-me apaixonado por tudo. Vaidade pura. Ontem dei um beijo à porta da casa – é tudo eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Gosto de falar como um ser humano – é o meu disfarce. Uma das primeiras coisas que notei, quando comecei a abrir os olhos, foi a consciência que sou tudo o que observo. Não há nada que não seja eu. E depois apaixonei-me por tudo, pelos olhos, pelas mãos, pelas pernas, pelo solo, pela chuva, pelo carro que buzina. Nada está separado da mente.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Eu sou isso. E sou isso. E sou isso também. Sou tudo e sou nada. Nada se encontra separado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Olho para o céu e não sei que é céu até lhe colocar o rótulo. E no momento em que coloco o rótulo torna-se realidade. Antes de haver um rótulo não há realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E é delicioso observar como a minha mente raramente acredita em si mesma. Sem um significado tudo existe de maneira perfeita. Eu sou o velho e o novo, o princípio e o fim, eu sou tu, eu sou tudo – este batimento extático, esta alegria sem nome, esta dança contínua, este nada luminoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Até começar a acordar precisei de questionar tudo. Tudo o que a mente acreditava. E observar como tudo era mentira. E inicialmente assustei-me. E depois descobri que o próprio medo era uma mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade é sempre carinhosa, sem decepções – é aquilo que é, sem uma história.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8969724459808589608?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8969724459808589608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/realidade-e-sempre-deliciosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8969724459808589608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8969724459808589608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/realidade-e-sempre-deliciosa.html' title='A Realidade é sempre deliciosa'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-2239310978937123645</id><published>2011-03-01T19:23:00.002Z</published><updated>2011-03-01T19:27:23.750Z</updated><title type='text'>A Vida a Fluir</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esta tarde regressava a casa no comboio. Um casal sentado à minha frente sorria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Meditava sobre a mente. A mente. Acredita que é a autora dos pensamentos que percorrem a nossa cabeça. Não se apercebeu ainda que a sua atitude é esquizofrénica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os pensamentos de qualquer pessoa não são seus. Da mesma maneira que eu não controlo conscientemente o sangue que corre nas minhas veias, nem o batimento cardíaco, nem sequer o movimento das minhas pernas, também os meus pensamentos não são controláveis. Simplesmente surgem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E observo que todos os pensamentos que me fazem sofrer são uma mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Preciso de uma casa. Preciso de companhia. Preciso de dinheiro. Preciso de um carro. Preciso de ficar curado. Preciso que me ames. Preciso que gostem de mim. Preciso de agradar aos outros. Preciso de ser pontual. Preciso de trabalhar. Preciso, preciso, preciso....” – e observo que é tudo mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Deveria ser mais simpático. Deveria fazer sol. Deveria trabalhar menos. Deveria ganhar mais. Deveria haver paz no mundo. Deveria chover. Deveria, deveria, deveria...” – e observo mais uma vez que é tudo mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas a mente esquizofrénica acredita que os pensamentos são seus. Não se apercebe que são os pensamentos da humanidade, há milhares de anos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Amamos o nosso cônjuge e quando descobrimos que nos foi infiel (como se tal fosse possível), sofremos. A única pessoa que tem o poder de ser infiel na minha vida sou eu mesmo. Quando não me ouço. Quando tento agradar. Quando compro o amor dos outros com amabilidades. Estou a trair a minha integridade. Os outros apenas reflectem o que ando a fazer há muito tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas a mente esquizofrénica acredita que os outros é que detêm o poder sobre si. O seu pensamento é algo parecido a isto: “Se apenas os outros fossem diferentes de quem são, eu estaria bem.” Chama-se a isto um egoísmo doentio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois a mente cria opiniões. As minhas opiniões. E nem se apercebe que as minhas opiniões não têm nada de original. São idênticas a milhares de outras opiniões e a milhares de indivíduos.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;E quando a mente se identifica com essas opiniões torna-se o seu pior inimigo. Porque agora que determina que estas opiniões são suas, irá ter que as defender sempre que forem postas em causa. E de cada vez que alguém contrariar uma opinião minha irei defender-me porque a mente se identifica com essa opinião. A identificação com uma opinião significa apenas que o ego acredita que é a opinião. E se alguém tem uma opinião diferente, para o ego isso significa apenas um ataque ao “eu”. Não é por acaso que muitas vezes chegamos ao ponto de matar para defender uma opinião. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a mente acredita que a sua opinião é melhor que a dos outros. A mente esquizofrénica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando o comboio chegou a Avanca saí. Sorria, enquanto meditava sobre a mente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ria-me de mim. Das minhas opiniões. Da mente que mente para poder assegurar o seu sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E de repente não sabia quem era nem onde estava. Surgiu o pensamento “quem és?”... E não havia resposta. Não havia um nome, um adjectivo, uma qualidade. Nada. Apenas um sentimento que tentarei colocar por palavras. Era como se o sol estivesse a nascer dentro do meu corpo. Queimava cada célula. Recordo-me de chorar. E de abrir os braços. Nunca tinha estado ali antes. As casas, os terrenos, os cães, as pessoas. Tudo uma novidade! Para terem uma ideia, imaginem que viveram toda a vida na selva e de repente aterra à vossa frente um Boeing 747! E pessoas vestidas saem do avião. E mostram-vos um iPad! Com um vídeo da Lady Gaga! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acho que o que sentia a Vida (não era eu, o Emídio, era a vida através deste corpo) era paz, amor, serenidade. E ao mesmo tempo uma tempestade de vazio. Mas isto são palavras. E são as que melhor sou capaz de utilizar para descrever esta experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E apesar de não saber onde estava nem quem era, sentia que era levado pelo caminho certo para mim. Não era eu a caminhar. Era caminhado. E talvez fosse alegria a causa das lágrimas. E talvez fosse paz a causa de andar com os braços abertos, como as crianças quando fazem de conta que voam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De repente uma mulher disse isto: “Boa tarde, Dr Emídio.” E imediatamente respondi: “Ah! É isso, chamo-me Emídio!” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nesse momento o Emídio regressou, olhou a Carla, funcionária do Crédito Agrícola e sorriu. Estava à entrada de casa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não sei o que a Carla ficou a pensar. É irrelevante. Mas a Vida, oh, a Vida! Sempre tão deliciosa! Sempre a oferecer-nos carinho incondicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Senti fisicamente que não é possível sofrer. O sofrimento só é possível quando a mente acredita numa mentira. Quando acredita que é o centro do Universo e não consegue ver que é a Vida a fluir. Sem rótulos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já em casa deitei-me. Parecia cheio de energia e ao mesmo tempo esgotado. E as sensações voltaram. Mas desta vez diferentes. Senti que era a Ângela, o André, A Rosa, o Rui, o João, a mãe, o avô... o amor tem destas coisas. E sei que não foi um trabalho da mente esquizofrénica. Porque a mente esquizofrénica precisa de se agarrar a conceitos e compreender. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Amo-te.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-2239310978937123645?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/2239310978937123645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/vida-fluir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2239310978937123645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2239310978937123645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/03/vida-fluir.html' title='A Vida a Fluir'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-7092151929772973898</id><published>2011-02-28T22:05:00.001Z</published><updated>2011-02-28T22:05:55.043Z</updated><title type='text'>A perfeição é outro nome para a realidade</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A única forma de conseguirmos ver algo como imperfeito é acreditando numa história que contamos e que vai contra a realidade. Isto é feio, é injusto, é inapropriado, é falso, é grosseiro, é mau. Mas será verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pego neste copo com sumo de frutas e observo que está lascado. E é um copo belo quando o olho sem contar uma história de como deveria ser diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observo o sem-abrigo a pedir dinheiro, com roupa suja e rasgada. E vejo a beleza do ser humano. Se não acreditar numa história que diz que não deveria haver pessoas sem-abrigo, ou que as pessoas sem-abrigo são perigosas, limito-me a observar a sua beleza e digo-lhe “obrigado”. Muitas pessoas já me observaram a agradecer a pessoas que pedem, sem dar nada. Não tenho nada para dar naquele momento para além da gratidão por ser testemunha da vida a fluir deliciosamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ouço falar de guerra em países distantes. Sem a história de que não deveria haver guerra permaneço calmo. Pergunto-me se posso fazer algo. Posso procurar em mim um sentimento de paz. A guerra é perfeita. Podemos descobrir o amor incondicional, esquecermos os nossos dramas e ajudar a pessoa ao nosso lado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estou sentado no chão da sala. Qualquer pessoa poderia pensar que o meu comportamento é inapropriado. Há sofás na sala. Observo os sofás, e o meu corpo senta-se no chão. Perfeito. Delicioso. Outra pessoa poderá pensar que estou a desfrutar do chão. Histórias. Depois observo como as minhas pernas se esticam. Não fui eu quem as esticou. Elas tomaram a decisão de o fazer por mim. A vida flui. Perfeita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só a mente que acredita nos seus pensamentos é capaz de ver imperfeição onde não existe. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estou completamente receptivo a qualquer desconforto. A ficar sem pernas, a perder a visão, a morrer numa explosão. Sei que é sempre perfeito. Como sei isto? Não consigo encontrar qualquer stress.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma vez acordei e não conseguia ver do olho esquerdo. Os médicos tinham dito que se o vírus atingisse o nervo óptico eu ficaria cego. Acordei de madrugada, cego. E só sentia paz. Um cego vê tanto! E que perfeição da vida! Bebi um sumo de laranja e voltei para a cama. Delicioso! A vida queria-me cego e sabia que era para o meu bem. Durante a noite a vida mudou de ideia e acordei com a visão restaurada. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As doenças são más. Outra história. As doenças são o que são: a vida a fluir. Pelo menos neste planeta. E observo que quando não luto, quando abro os braços à experiência, aquilo que outros vêem como um problema dissolve-se. Lembro-me das palavras da Debbie Ford: aquilo a que resistes, persiste.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quanto mais lutamos contra algo, quanto mais queremos as coisas diferentes, maior é o nosso sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E no amor a vida é ainda mais deliciosa. Eu amo-te. É a minha função. E tu ama quem te apetecer, é a tua função. E eu sei que me irás amar. Até ao dia em que mudes de ideia. E é sempre delicioso. Eu amo-te tanto que nem preciso que estejas vivo para te amar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se acreditar numa história que diz que para te amar tu tens que me amar de volta, irei criar um inferno na minha vida. Quando imponho as minhas condições à vida torno-a imperfeita. Antes das minhas condições a vida é perfeita. E continuará a ser perfeita, mas eu não conseguirei ver a perfeição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando eu resisto à história que me conto, sofro. Não é a experiência que é má. É a minha história que afirma que a experiência deveria ser diferente daquilo que é. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como é que eu sei que deveria ficar cego temporariamente? Fiquei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deus, Realidade, Universo, é sempre carinhosamente amoroso. A única coisa que me causa sofrimento é a história em que acredito. Para sofrer a mente tem que acreditar numa mentira. E a mentira é esta: a realidade é imperfeita. Não é. Nunca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Independentemente do que está a acontecer, o amor é tudo o que existe. E manifesta-se como um copo lascado, uma sopa fria, um sem-abrigo, um cancro, uma flor, uma guerra, um abraço. E flui continuamente, quer eu ame ou não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando a mente compreende que é apenas o reflexo do amor que criou tudo torna-se plena e vivencia um deleite supremo. Tudo é motivo de deleite. E nada é motivo de deleite também. Deleita-se na liberdade carinhosa de saber que é tudo e nada, sem identidade. Dança com a vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tudo o que me aconteceu até hoje foi um presente deste amor. Não há excepções. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acreditar na imperfeição é sofrer. E é mentira. Até isto que escrevo acaba por ser mentira. Não há nada para lá da mente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderia a vida ser mais deliciosa? &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-7092151929772973898?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/7092151929772973898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/02/perfeicao-e-outro-nome-para-realidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7092151929772973898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7092151929772973898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/02/perfeicao-e-outro-nome-para-realidade.html' title='A perfeição é outro nome para a realidade'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-3662128897977320228</id><published>2011-02-09T11:48:00.001Z</published><updated>2011-02-09T11:52:45.809Z</updated><title type='text'>Eu seria uma pessoa boa...</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A minha actividade favorita é observar. Observo-me respirar. Observo-me pensar. Observo-me ser físico. Depois observo à minha volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acredito profundamente que não existe um único ser humano mau, errado, defeituoso, ignorante, falso ou prepotente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E acredito que não há um único ser humano que não tenha sido ferido enquanto crescia. E acredito que são essas feridas que nos impedem de ver a bondade suprema em cada ser humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te disseram que não prestavas, ou que não eras suficientemente bom?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te gozaram e fizeram sentir-te minúsculo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te disseram que eras feio, mau ou burro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te disseram que não eras capaz, ou que não valia a pena continuar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez falaram mal de ti pela roupa que vestias, os pais que tinhas, a casa onde vivias, ou as palavras que utilizavas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez um professor disse que eras um falhado, ignorante ou incapaz?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez um amigo te abandonou por não partilhares as suas opiniões?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te abandonaram por seres quem eras?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te apontaram o dedo por seres diferente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te disseram que não gostavam de ti, que não merecias ser amado?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez se riram de ti por seres gordo, magro, alto ou baixo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te pediram para seres quem não eras?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez tiveste que fingir para que gostassem de ti e não te deixassem só?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez te entregaste completamente ao amor de outro para ser depois traído?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez deste o teu melhor para depois ser ignorado?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez foste castigado por dizer a verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez falaste mal de um amigo apenas para pertencer ao grupo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez odiaste, ou desejaste que outro desaparecesse da tua vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez sentiste um desespero tão grande que pensaste em pôr fim à tua vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Começas a ver como somos todos iguais? Como cada um carrega ás costas as suas feridas e, assim, se torna incapaz de ver as feridas dos outros?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez paraste para pensar porque motivo alguém é antipático? Porque motivo alguém é frio e distante? Ou trata mal os outros? Porque motivo alguém só consegue viver se fingir ser quem não é? Porque motivo alguém rouba ou amesquinha outros? Porque motivo alguém mente ou é incapaz de ver a verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Somos todos tão iguais. Todos a querer ter razão. Todos a querer impingir a nossa razão sobre os outros. Queremos desesperadamente que os outros concordem connosco, mas muitas vezes somos incapazes de calçar os sapatos do outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem acreditas que precisa mais do teu amor, da tua bondade? A pessoa alegre e simpática, ou aquela que grita e chora?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem precisará mais de um abraço? A pessoa que está de bem com todos ou aquela que desiste de viver e se esconde?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem precisará mais de um sorriso a partir do coração? A pessoa que nos trata bem e com respeito, ou aquela que acredita que tem que atacar para não ser magoada primeiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu observo. E torna-se literalmente impossível para mim não amar. Como posso não amar a pessoa que sofre? A pessoa que acredita que o mundo é mau, perigoso e injusto? A pessoa que chora, amordaça ou reprime? A pessoa que vive num inferno. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E essa pessoa sou eu de cada vez que vejo outra. E observo alguém em sofrimento. O amor que sinto nesse momento transborda. Por vezes não consigo reprimir as lágrimas. E sei que são lágrimas de amor puro e incondicional, sem qualquer contaminação nem necessidade de aprovação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos, sem excepção, somos dignos de amor. Poderíamos começar por nós próprios? Como podes mostrar que te amas ainda hoje? Não tem que ser nada de radical, espiritual ou significativo. Um Chocolate Belga da Haagen Dazs é mais que suficiente. E se convidares a pessoa que passa por ti com um olhar triste, garanto-te que o sabor será multiplicado até ao infinito. Atreve-te! Ama-te! Não esperes por outros, podes começar agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desejo-te todo o Amor e Bondade que a Vida tem para ti. &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-3662128897977320228?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/3662128897977320228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/02/eu-seria-uma-pessoa-boa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3662128897977320228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3662128897977320228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/02/eu-seria-uma-pessoa-boa.html' title='Eu seria uma pessoa boa...'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-7028544975077402284</id><published>2011-01-26T17:36:00.000Z</published><updated>2011-01-26T17:37:05.992Z</updated><title type='text'>Um dia perfeito</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esta manhã acordei a sentir dores articulares. E parecia que tinha engolido agulhas que agora permaneciam na garganta. E o nariz pingava. A cabeça parecia que ia rebentar. E transpirava. Será que é uma gripe? Ou o corpo quer descansar? Ou comi qualquer coisa ontem que afectou o corpo? Não sei. Mas não preciso de saber. O corpo pediu água. Levantei-me e fui beber água. Ao lado da água havia uma embalagem de geleia real. Tomei uma cápsula. Pareceu-me uma boa ideia. Depois o corpo pediu de comer. Tirei do frigorifico um iogurte e ao lado vi os frasquinhos de Metavir. Hummm. Vou tomar umas gotas, pensou-se. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois deitei-me no enorme sofá da sala. O corpo queria descansar. E eu observava. Vi televisão. Não sabia que estava a acontecer tanta coisa no mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Foi delicioso descobrir que só as pessoas com um peso determinado é que podem ser felizes. E ri-me. E depois disseram-me que para ser feliz precisava da companhia certa. E ri-me mais um pouco. A seguir disseram-me que o hinduísmo é o caminho para uma vida feliz. E ri-me mais um pouco. O querido Rui fez chá de equinácia e eu bebi. Tão querido. E deu-me uma cápsula de alho. Tomei-a. Não vi motivos para não o fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Apeteceu-me cozinhar. Preparei o almoço. Delicioso. E observava as articulações doridas, a cabeça pesada. O corpo a experienciar-se. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois de almoçar deitei-me no enorme tapete da sala. Não sei porque o fiz. Adormeci e só acordei ás quatro da tarde. O querido Rui tinha colocado uma manta a cobrir-me. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quando acordei tinha a mente cheia de pensamentos que surgiram do nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ninguém tem o direito de nos dizer como devemos viver a nossa vida. A pessoa que o faz está a tentar manipular e oprimir. E não respeita minimamente quem somos. Como é que alguém pode saber o que é melhor para mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E observo que há pessoas que utilizam a fé e a religião para fazer guerra. Utilizam as suas crenças religiosas para nos dizer que estamos errados. A arrogância!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos a exigir continuamente que todos sejam quem não são. Não me diz respeito se tu és católico, ou hinduísta, ou budista, ou islamista ou zen. É um assunto teu. E independentemente da tua religião (que se observares com atenção nunca foi uma escolha), eu continuo a amar-te. Mas o meu amor é puro egoísmo: faz-me sentir bem quando estou contigo. Não quero que mudes nem que tentes agradar-me. Não preciso. Amo-te tal como te apresentas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observo que todas as religiões possuem aspectos positivos. Excepto quando exigem que a pessoa deixe de ser quem é. Quando ensina a pessoa a afastar-se daqueles que não partilham os seus preceitos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Descubro que não tenho o direito de exigir que os outros mudem para eu estar bem. Nem tento ensinar nada a ninguém. Só a mim. E quando eu me ensino, sei que outros poderão beneficiar. Ou não. E é ok. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A maior asneira que nos poderiam ensinar é que podemos controlar a vida. Que disparate insano! Ensinam-nos que se formos pessoas boas a vida irá recompensar-nos (e não é o que faz continuamente, independentemente do rótulo que colocamos na testa?). O que observo é que a vida acontece. Desenrola-se. Flui. E este corpo é como uma gota no oceano. Um oceano feito de amor. E a gota nunca sabe onde vai parar. E não se preocupa. Sabe que é parte desse oceano de amor. Tudo o mais são histórias. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Faz um favor a ti mesmo: não queiras que os outros sejam quem não são para tu estares bem. O que observo é que quando vivo assim, os outros são sempre perfeitos. Sempre amorosos. A serem quem são. E eu o privilegiado que está presente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a vida, sempre a fluir. Não quer saber dos nossos preconceitos, crenças, tradições ou culturas. Simplesmente flui. Haverá algo mais delicioso que observar a vida a fluir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha mente diz-me que há: deitar-me no sofá e descobrir mais um pouco do mundo lá fora através da televisão. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-7028544975077402284?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/7028544975077402284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/01/um-dia-perfeito.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7028544975077402284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7028544975077402284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/01/um-dia-perfeito.html' title='Um dia perfeito'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6333640133804390395</id><published>2011-01-01T12:03:00.002Z</published><updated>2011-01-01T12:13:17.063Z</updated><title type='text'>Amar Tudo</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo aquilo que observo é uma projecção da minha mente. Não há excepções. As pessoas, a natureza, a qualidade. Tudo uma forma da mente interpretar a realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O motivo porque digo que duas pessoas nunca se conheceram é que nós só conhecemos as histórias que contamos sobre os outros. Nunca iremos conhecer quem quer que seja. Apenas aquilo que a mente projecta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um exemplo. Estou numa estação de serviço na auto-estrada e o meu corpo pede-me água. Entro na loja e dirijo-me à estante das garrafas de água. E observo a minha mão. Qual será a garrafa que a minha mão vai pegar? E o braço estica-se, a mão abre-se. Eu observo. Deliciado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E um homem, ao meu lado, pergunta-me, com uma voz que interpreto como de inquietação: “O que raio pensa que está a fazer?!” &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É aqui que a minha mente começa a contar uma história, sobre este estranho. E só pode contar duas histórias. Uma que fala de agressão e outra que fala de amor. A minha mente pode contar esta história: “mas quem pensa ele que é? Como tem a ousadia de me interpelar desta forma sem me conhecer?” E recorre à necessidade de se defender. E assim a minha mente dá início à guerra. A defesa é sempre o primeiro acto de guerra. Claro que não estou à espera que ninguém compreenda isto. Só para mim é importante. Sou eu a passar por esta experiência. A segunda história pode ser esta: “Delicioso. Este homem, que ainda não me conhece, está interessado em saber o que estou a fazer.” A forma como ele mostra o seu interesse é irrelevante. E só uma história. A primeira história mostra-me agressão e a necessidade de me defender. Mostra-me que o mundo é um lugar perigoso. A segunda história mostra-me amor pelo momento. Qual é que escolho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós escolhemos as histórias que contamos sobre os outros de acordo com o nosso passado. Há pessoas que ainda acreditam que precisamos de um passado para nos identificarmos. Se isto fosse verdade então os gatos iriam ladrar em vez de miar. O passado serve apenas para me informar quem sou. Acordo pela manhã e começo a identificar-me. As contas que tenho para pagar, os compromissos do dia, os afazeres. O problema é que quando eu acredito que sou esta pessoa, carrego ás costas todas as minhas superstições, preconceitos, mentiras, vergonhas, culpas, raivas, medos. E não consigo desfrutar plenamente do presente. Agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para melhor compreender este conceito de ter um passado deixo-te mais um exemplo. Supõe que és uma pessoa que detesta a cor vermelha. Simplesmente não suportas ver pessoas com roupa vermelha. Para ti, as pessoas que vestem vermelho querem é ser o centro das atenções, e são provocadoras, e antipáticas. Esta é a história que tu contas sobre as pessoas que vestem vermelho. O que aconteceria se fosses a uma entrevista para um emprego de sonho, e a pessoa que te entrevista está vestida de vermelho? Imediatamente colocarias uma parede entre ti e essa pessoa. Não&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a ouvirias. Apenas conseguirias ouvir a tua história sobre as pessoas que vestem vermelho. Imagina que te apaixonas por alguém especial. Amas essa pessoa. A intimidade entre os dois cresce. Até um dia em que se encontram para ir jantar e essa pessoa veste uma camisola vermelha. Começas a compreender de que maneira o saber quem és pode provocar dissabores e impedir-te de desfrutar do momento? E se não sabes quem és, quando alguém veste uma peça de roupa vermelha, limitas-te a admirar a cor. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que pensas da guerra? E da fome? E do cancro? E da sida? E dos árabes? E da inveja?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto não amares cada um deles, irás sempre projectar o que vês neles sobre os outros. Tudo aquilo que não queres ser não te deixará ser. Mas só 100% das vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que acontece com as projecções é isto. Algures na infância disseram-te que era feio ser invejoso, ou mau, ou egoísta. E se te acusaram de o ser a tua delicada mente decidiu que jamais seria essas coisas. E passará o resto da vida a projectar essas qualidades. Nos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ainda não te apercebeste que atrais sempre o mesmo tipo de pessoas na tua vida? O mesmo tipo de situações? Repetem-se porque a mente identifica-se com opostos. Bom e mau, bonito e feio. E enquanto não terminares a guerra na tua mente, a tua vida será um reflexo dessa guerra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se te permitires ser inteiramente íntegro contigo mesmo irás descobrir que tudo aquilo de que acusas os outros tu mesmo andas já a fazê-lo. Há muito tempo. E a mente lê isto e irá justificar-se. A justificação é a melhor forma de entrar em negação daquilo que é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez paraste para pensar porque motivo te justificas? É simples: queres manipular a maneira como os outros te vêem. Se tens que sair mais cedo do trabalho justificas-te porque queres que os outros pensem de ti algo que tu próprio não acreditas. Se te justificas perante um filho queres que ele pense de ti algo em que tu não acreditas. Observa-te. Não te justifiques, limita-te a observar-te.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A maior superstição que encontro entre pessoas que se consideram evoluídas é a lei da atracção. Aparentemente se amarmos o cancro estaremos a atrair cancro nas nossas vidas. Se isto é verdade, o que podes dizer ao pai de uma criança com um cancro? Se isto é verdade, o que podes dizer à mulher que perdeu a capacidade de andar? Andaram ambos a sonhar com estas situações? Não creio. Karma? Pode ser, mas não tenho qualquer prova que me mostre isso. O karma, tanto quanto consigo observar, é mais uma justificação. E impede-me de desfrutar da vida completamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única coisa que sei é que tudo em que acreditava é mentira. A única realidade é aquela projectada pela mente. Uma mente em guerra irá projectar ciúme, inveja, sofrimento, medo, mágoa, raiva. Uma mente em paz irá projectar amor. Só amor.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que acontece, quando a mente não ama toda a realidade, tal como é, é simples também. Tu podes amar-me e adorar o que escrevo. E até considerar-me um mestre. Por experiência sei que é isso que pensas de ti, só que poderás não estar consciente. Eu serei sempre a pessoa que tu quiseres ver. Eu sou tu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se tu odeias o cancro, se odeias a guerra ou o assassino, no dia em que eu disser algo que mexa numa ferida tua, ou no dia em que eu não me comportar como tu esperas, irás transferir tudo o que pensas sobre o cancro ou sobre a guerra ou sobre o assassino e irás projectar essas qualidades em mim. De repente, passo de bestial a besta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Permite-te observar todos os relacionamentos que terminaram já e fazem parte do teu passado. Agora. Escreve as qualidades das outras pessoas que te levaram a terminar a relação. Começas a observar um padrão que se repete? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E por favor não sintas a necessidade de te justificar nem sentir culpado. Não sabias melhor. Perfeito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderias a partir de agora, deste momento, começar a fazer as pazes com as partes de ti que tens rejeitado e negado? O invejoso, o egoísta, o estúpido, o avarento, o traidor, o mal-educado? Ama cada uma destas qualidades e atinge assim a paz na tua vida. É ok cada pessoa ser quem é. Cada um só pode ser quem é. E tu nunca irás alterar nem controlar quem os outros são. Mas podes alterar a história que contas sobre cada pessoa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alterar histórias é relativamente fácil, uma vez que tenhas sarado as feridas do passado. Alguém chama-me estúpido. E só posso sentir compaixão por essa pessoa. Meu Deus, esta pessoa deve estar a sofrer. Eu sei o que isso é. Sei o que é ter que lidar com alguém que acredito ser estúpido. Já o fiz. E dói tanto. E o que eu fazia era afastar-me do estúpido. Até aparecer outro estúpido. E quando alguém diz que não gosta de mim só consigo sentir compaixão. Como é que alguém pode não gostar de mim? Que sofrimento. Eu já o fiz, sei o que isso é. Dói muito não gostar dos outros. Sofre-se. Quando alguém não gosta de mim está a acreditar numa história de sofrimento, de separação, de expectativas. Eu sou tu. Só vês em mim o que está em ti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por este motivo sinto que a vida é deliciosa e todas as pessoas que encontro são deliciosas e um prazer conhecê-las. É a mim que estou a conhecer. A tua confusão é a minha confusão. A tua arrogância é a minha arrogância. A tua inveja é a minha inveja. Delicioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Hoje, neste primeiro dia da minha vida, acordei com um sentimento de êxtase. Imensamente grato por todas as pessoas que já conheci e conheço. Cada uma foi importante para me mostrar quem eu sou: tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O passado é importante para aprendermos. Mas uma vez feita a aprendizagem, poderíamos largar esse passado? Deixar de cobrar aos outros pelas nossas falhas? Que nunca foram falhas. O ser humano não erra, é impossível. O ser humano simplesmente actua de acordo com o nível de consciência que possui no momento. Da mesma forma que uma criança nunca conseguiria andar de bicicleta antes de dominar o caminhar. Nunca um ser humano poderia amar outro sem primeiro amar-se a si mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquilo que eu considero uma falha em ti é uma falha em mim. A minha falha é não ser capaz de ver a perfeição que está já presente em ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A maioria das pessoas que já conheci fazem algo a que me dediquei durante anos. Pegam no seu passado e projectam-no no futuro. Incapazes de viver o momento presente. Se no passado tiveram uma relação em que foram traídos, irão projectar essa traição no futuro. E depois admiram-se das relações que criam. E tudo um trabalho da mente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto não formos capazes de amar os outros sem querer que mudem, enquanto não formos capazes de amar aquilo que percepcionamos como falhas nos outros, enquanto não saborearmos o simples facto de os outros serem quem são, iremos viver um inferno. Iremos continuamente desejar que os outros sejam quem não são. E no fundo os outros serão sempre um espelho de tudo aquilo que não amamos em nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando digo que eu sou tu, o que quero dizer é que estou a perder a noção de quem sou. E é delicioso. Quando estou contigo consigo ouvir-te, é a mim que estou a ouvir. Consigo amar-te tal como és, é a mim que estou a amar. E não imponho condições. Podes acreditar no que tu quiseres, eu só posso amar-te e observar o sentimento em mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando escrevo, não é o Emídio quem escreve. És tu. Delicioso. O Emídio jamais seria capaz de escrever isto. Possuía demasiados preconceitos para o poder fazer. Mas tu, tu és a sabedoria por que esperamos. Tu és o meu melhor professor. Tu és o ser belo e magnífico que me mostra tudo o que tenho a descobrir sobre quem eu sou. E neste estado a mente permanece em paz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por vezes a mente tenta enganar-se a si mesma. E planeia um futuro. E depois a mente ri-se de si mesma. A arrogância de planear um futuro! Mas fá-lo. E depois permanece num estado de curiosidade. Deixa ver se isto vai acontecer... E se acontecer é bom, e se não acontecer também é bom. A mente que não sabe. Livre. A mente que não sabe está sempre disponível para amar. Não cola uma história de sofrimento sobre os outros. Observa os outros e ama. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mente que não sabe poderá continuar a escrever. E é sempre delicioso. A mente que se identifica como Emídio irá parar um pouco. Dedicar-se aqueles que acredita serem clientes e vão ao seu gabinete. E irá acreditar que ajuda os outros. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu sei quem tu és sempre: uma projecção da minha mente. Por isso é-me fácil ser sincero quando te vejo e tratar-te por querido ou amar-te. Tu és perfeito. Só poderia sentir gratidão pelo facto de existires. Por me ensinares o que ainda tenho para aprender. E quando tentas magoar-me aprendo muito mais. Porque não és capaz de magoar-me. Apenas eu tenho esse poder. Apenas eu sou capaz de me magoar. Quando acredito numa mentira. Quando acredito que tu deverias ser quem tu não és. Perfeito. &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6333640133804390395?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6333640133804390395/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/01/amar-tudo.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6333640133804390395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6333640133804390395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2011/01/amar-tudo.html' title='Amar Tudo'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4648049795602181204</id><published>2010-12-17T10:56:00.000Z</published><updated>2010-12-17T10:57:19.947Z</updated><title type='text'>Como viver no inferno em cinco passos fáceis</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Começa por ver as falhas nos outros&lt;/u&gt;. Sobretudo toma nota nos defeitos daqueles que te estão mais próximos. E depois começa a procurar as falhas naqueles que te estão distantes e não conheces minimamente. No Papa, no Presidente da República, no jogador de futebol. A seguir, para mostrares que és um profissional, procura as falhas em grandes organizações ou países. Critica sem dó nem piedade. Fala abertamente dos teus preconceitos e faz de conta que conheces cada pessoa que criticas intimamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Aponta soluções para os problemas dos outros&lt;/u&gt;. Começa ao nível mais básico: a família. Depois, à medida que vais ganhando experiência, fala das soluções que tens para os problemas daqueles que não conheces, um actor, um politico, um líder religioso. A seguir, quando te sentires completamente cheio de respostas, fala das tuas soluções para os problemas de organizações, países e, porque não, as soluções para o planeta como um todo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Acredita que tens sempre razão&lt;/u&gt;. Este passo irá garantir-te um inferno permanente. Mesmo que não saibas nada sobre o assunto, verbaliza a tua opinião e faz saber a todos que a tua opinião é a única viável. Excelente método para criar inimigos por onde quer que vás. Quando te sentires profissional serás capaz de manter a cabeça erguida, nariz empinado, dedo em riste e projectar a voz com mais decibéis que um Boeing 747 a levantar voo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Mantém-te atento ao comportamento de todos e interpreta esse comportamento de maneira negativa&lt;/u&gt;. Este passo, para além de horas divertidas de terror, irá oferecer-te a possibilidade de ganhares uma depressão ou um tempo na cadeia ou hospital (e não poderás escolher a qual irás parar). A namorada não telefona: está com outro! A mãe esquece-se do teu aniversário: é fria e egoísta! O colega não reconhece o teu trabalho: é invejoso e arrogante! O filho tira uma negativa: é burro e preguiçoso! Estás parado no trânsito: os outros condutores são estafermos que não sabem utilizar transportes públicos nem sabem o importante que a estrada é para ti! E uma das favoritas&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;de qualquer pessoa que adora chafurdar no seu inferno pessoal: há uma crise a todos os níveis, o que só pode significar que irás viver debaixo de uma ponte e os políticos estão a sugar-te cada tostão que ganhas (volta ao ponto 3 e observa-te a ter razão – delicioso viver no inferno, não é?).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;5.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Queixa-te de tudo a todos&lt;/u&gt;. Este passo é importante para assegurar que nunca terás um momento de alegria. Observa tudo o que está errado contigo, com o teu corpo, com os teus amigos, com o teu emprego, com o governo, e, porque não, com o próprio planeta! Sê profissional nas tuas queixas! Um queixinhas profissional faz questão de se queixar sempre ás pessoas erradas. Se tens um problema com um colega, queixa-te aos teus amigos. Se tens um problema com o teu cônjuge, queixa-te ao psicoterapeuta. Se tens um problema com um filho, queixa-te aos teus pais. Se tens um problema com a tua religião, queixa-te a um ateu. Escolhe a dedo as pessoas a quem te queixas para te certificares que nenhuma delas poderá ajudar-te a resolver a queixa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;6.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Bónus&lt;/u&gt;: se estás mesmo decidido a viver o teu inferno pessoal, com diabinhos, fogo eterno, fome e pestilência, assume que és o centro do universo. Isto é relativamente fácil de conseguir: só tens que agir como se todos vivessem para te fazer a vida melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se queres viver no paraíso, os passos a seguir são muito mais fáceis!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Procura sempre algo de bom nos outros&lt;/u&gt;. Não te preocupes, há sempre algo de bom a observar. A tua colega “invejosa” sabe bastante de informática. O marido abraça-te quando te sentes abandonada. O filho sorri quando tudo parece um caos. A mãe ajuda-te quando não sabes o que fazer. Os amigos têm um telefone para te ouvir. Há sempre algo de amoroso em cada pessoa que observas. O Primeiro-ministro tem bom gosto no que toca a vestuário (se não gostaste de ler isto, volta ao #1 para viver no inferno), o Papa vive longe de ti, o planeta ainda rebola pelo universo. Tudo tão bom! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Decide que o que quer que seja que esteja a acontecer agora é o melhor para todos, mesmo que não compreendas de que maneira&lt;/u&gt;. Sempre que pensares num problema, diz a ti mesmo que a solução está já a acontecer, sem sequer saberes os “comos” nem os “porques”. Quando alguém te pedir ajuda para um problema, se nunca passaste pela mesma situação, diz a essa pessoa que não tens resposta. E se já passaste pela mesma situação, diz-lhe apenas o que tu fizeste sem insinuar que ela deve fazer o mesmo. Assim garantes que não te envolves nos assuntos alheios, que não te dizem respeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Assume que todo o mundo tem já uma opinião formada sobre tudo e todos&lt;/u&gt;. Escolhe o oposto: não sabes. A mente que nada sabe encontra-se sempre livre para experienciar cada momento tal como se apresenta. Mantém-te livre de todos os preconceitos afirmando a tua ignorância. A verdade é que nunca sabemos o que realmente está a acontecer na vida dos outros. E se alguém tentar insultar-te, dá-lhe razão. Provavelmente tem-na. Quando alguém te acusar de ser mesquinho, pondera antes de te defenderes. “Sou mesquinho... Deixa ver, és capaz de ter razão.” Não só desarmas a outra pessoa como crias um espaço onde a paz existe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Desiste de querer saber porque motivo os outros são como são ou fazem o que fazem&lt;/u&gt;. Imagina-te um extra-terrestre a viver aqui, agora, pela primeira vez. Assombrado com tudo e deliciado com cada evento. O marido tarda em chegar a casa, que tal pensares “engraçado, ele está atrasado...” e não queiras fabricar o motivo do atraso, raramente saberás a verdade. Alguém fala mal de ti. “Curioso, aquela pessoa não me conhece... &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;No problemo&lt;/i&gt;.” O namorado esquece-se do jantar de anos. “Delicioso, ele vive no seu mundo... tal como eu vivo no meu.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;5.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Pára de te queixar&lt;/u&gt;. Este passo é relevante para viver em liberdade e paz. Já imaginaste se cada queixa tua é uma oportunidade da vida fazer algo melhor? A partir do momento que não sabes o que é melhor para os outros ou para ti, tudo o que acontece é perfeito. E descobrirás que quando estás com aqueles que para ti são importantes, sem te queixares, terás uma oportunidade de os ouvir a sério. Só ouvir! Nada de dar a tua opinião preconceituosa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family:Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;6.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;Bónus&lt;/u&gt;: acredita que cada pessoa nesta vida está sempre a fazer o melhor que é capaz de acordo com o seu nível de consciência. Torna-se assim tão fácil amar qualquer pessoa. E quando amas os outros, a vida reserva-te um prémio: o amor que sentes por ti aumenta até um nível em que não precisas do amor dos outros. Finalmente livre!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;Uma pista que te leva direitinho ao paraiso: que tal parar de interpretar a realidade?... (Sobretudo de acordo com os teus pontos de vista do que é bom e mau, certo e errado).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4648049795602181204?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4648049795602181204/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/como-viver-no-inferno-em-cinco-passos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4648049795602181204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4648049795602181204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/como-viver-no-inferno-em-cinco-passos.html' title='Como viver no inferno em cinco passos fáceis'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4235219151805813377</id><published>2010-12-13T23:13:00.002Z</published><updated>2010-12-13T23:18:18.016Z</updated><title type='text'>Torna-te moralista se queres ser vencido pela imoralidade</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estar presente no agora significa viver sem controlo e sabendo que as tuas necessidades são todas preenchidas agora. Para as pessoas cansadas de sofrer não há nada pior que acreditar que podem controlar a sua dor. Se queres ter controlo absoluto, deixa partir a ilusão do controlo. Deixa que a vida se experiencie através de ti. É isso que a vida irá fazer, quer tu gostes ou não. Cada momento é mágico, único, perfeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tu não fazes o sol nascer, nem a lua brilhar, nem a chuva cair. Não tens qualquer controlo sobre os teus pulmões ou o teu coração, a tua audição ou as tuas pernas. Estás bem e saudável e no minuto seguinte não estás. E se acreditas na “lei da atracção” talvez ainda não tenhas aberto os olhos para a realidade. Sempre perfeita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que procuras a segurança irás viver a tua vida a tentar ser extremamente cuidadoso e, assim, descobrir que não estás a viver de todo. Tudo existe para te nutrir. Lembro-me de umas palavras deliciosas da Katie: “Não tentes ser muito cuidadoso, podes magoar-te!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Jamais serás capaz de aumentar a moral dos outros. As pessoas são quem são. E irão fazer o que irão fazer. Independentemente das tuas regras. Jamais conseguirás as pessoas a manterem-se sóbrias quando elas querem estar embriagadas, ou honestas quando querem mentir, ou bondosas quando querem fazer mal. Podes gritar “Isso não se faz” até ficares vermelho de raiva, e mesmo assim as pessoas irão sempre fazer o que quiserem fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única maneira de teres algum efeito sobre os outros é servindo como exemplo em vez de impor a tua vontade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os pais tentam impor a sua vontade sobre os filhos ensinando-lhes o que está bem e mal, mas os exemplos que dão são péssimos. Fingem entre si, discutem, acusam-se mutuamente, amuam, escondem os seus actos. E ensinam os filhos a mentir. Ensinam-lhes que a melhor forma de viverem todos juntos é vivendo uma parte da sua vida em segredo. No relacionamento entre pai e mãe os filhos têm o exemplo a seguir. Mas só 100% das vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dói muito acreditar que sabemos o que é melhor para os outros. Sejam eles os filhos, pais, amigos, colegas ou amantes. Irás falhar. Quando ensinas os outros a terem cuidado e a buscar a segurança estarás a ensinar-lhes ansiedade e dependência. Não funciona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas quando és capaz de desfrutar cada momento, quando os outros são quem são e tu só podes sentir-te privilegiado por poder participar na vida dos outros, quando amas os outros sem impor qualquer condição, quando cada palavra é saboreada e cada olhar delicioso, estarás a dar o exemplo que a humanidade aguarda. Na presença de alguém que não consegue ver um problema ninguém consegue agarrar-se a um problema durante muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se a tua felicidade depende da felicidade dos teus filhos, ou dos teus amigos, ou dos teus colegas, irás fazer deles reféns.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Poderias ser feliz sem precisar dos outros? É muito melhor e mais fácil. Chama-se a isto Amor Incondicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Muitas pessoas acreditam que descobriram o que é melhor para todos e tentam a todo o custo impingir a sua “verdade”. Todos conhecem a pessoa que sabe que uma dieta vegetariana é melhor, ou que o budismo é melhor, ou que o pensamento positivo é melhor, ou que dizer não ás drogas é melhor, ou que não ver televisão é melhor, ou que... Conheces alguém assim? Eu conheço: eu. Durante anos acreditava que a minha forma de estar na vida era a melhor. Um inferno. Depois descobri que tudo aquilo em que acreditava era mentira. E aos poucos fui-me libertando. E hoje sei que a minha forma de viver não é melhor que outra. Simplesmente deixei de exigir intermediários para estar de bem com a vida. Descobri que sempre que falamos de alguém é de nós que estamos a falar. Sem excepções. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só há duas formas de viver. A amar cada momento, cada pessoa à nossa frente, cada lufada de ar, cada pedaço de vida. Ou a querer que a vida seja diferente daquilo que é, ou seja, em sofrimento. Imagina uma vida em que cada gesto teu é um acto de amor, em que o êxtase está presente, a alegria vibra em ti. É assim que sabes estar presente. Sem necessidade de mudar quem quer que seja. Sem necessidade de querer manipular quem quer que seja. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como poderia eu dar conselhos aos outros se nunca saberei o que é melhor para eles? Só posso falar daquilo que é melhor para mim. Se aquilo que os outros fazem lhes proporciona felicidade, é isso que eu quero para eles. E se aquilo que os outros fazem lhes proporciona infelicidade, também é isso que eu quero para eles. Só assim eles aprenderão aquilo que eu jamais poderia ensinar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vivo a confiar totalmente que as pessoas serão quem são. Sem exigências. Confio em cada pessoa para ser quem ela é. Nunca fico desiludido. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4235219151805813377?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4235219151805813377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/torna-te-moralista-se-queres-ser.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4235219151805813377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4235219151805813377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/torna-te-moralista-se-queres-ser.html' title='Torna-te moralista se queres ser vencido pela imoralidade'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-1653852831474862276</id><published>2010-12-02T09:04:00.002Z</published><updated>2010-12-02T09:07:51.474Z</updated><title type='text'>Mentiras Comuns</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tu pensas que os outros pensam que há algo de errado contigo. E pensas que os outros pensam que há algo de errado contigo porque tu acreditas que há algo de errado contigo. Então, ao conseguir seres aceite pelos outros andaste a tentar impedir os outros de pensarem de ti o que tu mesmo pensas de ti. O pior que pode acontecer é os outros serem iguais a ti. A função dos outros é pensar aquilo que tu mesmo já andas a pensar, até questionares os teus pensamentos. Quando tiveres a coragem de questionar os teus pensamentos podes ter a certeza que a verdade irá provocar-te gargalhadas. E quando tu te rires, os outros irão rir-se também. Os outros são sempre um espelho de ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu sou a realidade. Isto significa que eu sou a pessoa perfeita para ser eu e ninguém mais pode ser quem eu sou. Eu tenho que ter esta altura exacta para ser eu. Eu tenho que ter a idade que tenho para ser eu. Eu tenho que ser o género que sou e pesar o que peso para ser eu. Eu tenho que ter os dedos no teclado do computador da maneira que tenho para ser eu. É isto que é exigido de mim para ser eu. Isto é o que observo. Não há erros na vida. A vida é deliciosa. Tudo é perfeito. E só há duas maneiras de eu ser quem sou: uma é amando-me e outra é odiando-me. Qual é que escolho, uma vez que não tenho escolha em ser quem eu sou agora? Ok, serei eu, e irei questionar os meus pensamentos sobre mim até ver a perfeição sob todos os ângulos. Alguém tem que ser feliz agora. Ah! Sou eu. Voluntariei-me para esta parte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qualquer pessoa que pense “eu tenho que me amar mais” não sabe o que é o amor. Amor é aquilo que já somos agora. Então, pensar que tenho que me amar mais, quando não sou capaz de me amar mais é uma pura desilusão. Como é que sei que não tenho que me amar mais? Não me amo mais. Só isto! Por agora. A verdade não tem qualquer respeito por filosofias espirituais. “Eu deveria amar-me mais” – em que planeta vives? O amor não é uma acção, não é algo que possas fazer. Não tens que fazer nada no amor. Tudo o que te impede de sentir o amor são pensamentos que te causam stress e são mentira. Tu és amor puro, quer estejas consciente disso ou não. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Digo com frequência que a defesa é o primeiro acto de guerra. Se tu me disseres que sou desonesto, ou cobarde, ou mentiroso, ou insensível, eu posso ir dentro de mim. Posso descobrir no meu passado um momento em que fui isso que me acusas. E só posso responder-te: “Sabes, querido, tens razão. Eu consigo ver que é verdadeira a tua acusação. Diz-me tudo o que vês em mim, e os dois podemos descobrir formas de eu não te magoar novamente, se é isso que tu queres.” Através de ti, eu permito-me conhecer melhor. Sem ti, como poderei eu descobrir os lugares em mim onde sou desonesto ou insensível? Tu és aquele que me pode mostrar estes lugares. Delicioso. Então, meu querido, olha-me nos olhos e repete aquilo de que me acusas. Quero ouvir tudo. É assim que os amigos se encontram. Chama-se Integridade. Eu sou tudo. Se tu vês em mim insensibilidade, é uma oportunidade para eu ir dentro de mim e ver onde sou insensível. Alguma vez fui insensível? Posso encontrar uma situação, sim. Alguma vez fui desonesto? Não demoro muito tempo a descobrir esta verdade. E se tiver alguma dúvida, as pessoas que me são mais chegadas ajudar-me-ão a descobrir os momentos em que fui insensível ou desonesto. Se tu disseres algo de mim e eu tiver uma necessidade urgente em defender-me, isso de que me acusas é o pedaço de ouro por descobrir em mim. É delicioso amar-te quando me acusas. Permites-me descobrir-me. Bem-hajas. &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-1653852831474862276?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/1653852831474862276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/mentiras-comuns.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1653852831474862276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1653852831474862276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/12/mentiras-comuns.html' title='Mentiras Comuns'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-5357943441121158146</id><published>2010-11-29T21:50:00.004Z</published><updated>2010-11-29T22:04:02.353Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='incondicional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ego'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jung'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projecções'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sombra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Amor Incondicional</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Começa por fazer duas respirações profundas, sem qualquer objectivo para além de que sabe bem respirar fundo... E agora recorda-te de um momento da tua infância especialmente delicioso. Quando tinhas não mais que 3 ou 4 anos de idade. Um momento em que sentiste que a vida era um gozo. Em que desfrutavas completamente de ti mesmo....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez um momento em que brincavas com a tua boneca favorita, ou construías um carro lego... ou talvez um momento em que te divertias a cantar ou a dançar para ti... ou em que ajudavas a tua mãe ou pai a limpar a casa... Um momento em que nada era importante a não ser o prazer de desfrutar daquilo que estavas a fazer....&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que sentiste nessa altura foi amor incondicional por quem tu eras e pela vida tal como se apresentava. Um amor por tudo tal como estava a acontecer. Amor puro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E talvez os adultos à tua volta te tenham aplaudido. Talvez tenham dito a menina bonita que eras ou menino bem comportado que eras. Talvez tenham sorrido e manifestado um gesto de carinho especial. Por tu te amares tanto que desfrutavas da vida a 100%.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só que no preciso momento em que outros aplaudiram a tua experiência de amor-próprio, puro e incondicional, o teu ego aprendeu algo de pérfido: os outros amam-me. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este foi o primeiro erro. Acreditar que o amor vinha dos outros, quando em realidade o amor estava já em ti e era sentido por ti. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O teu ego passou a acreditar que o que tu fazias era responsável pela quantidade de amor presente na tua vida. E que o amor vinha dos outros. A primeira e mais brutal mentira que o ego te poderia contar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquele aplauso inicial fez-te acreditar que era importante ser amado por outros. Era importante ser amado para ter o sentimento que existia já dentro de ti. E que nunca te abandonou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que os adultos que te aplaudiram disseram foi isto: “o que tu fazes deixa-me feliz. E quando estou feliz pelo que tu fazes, eu amo-te.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E transferimos assim a capacidade de sermos felizes para os outros, para aqueles que nos rodeiam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que o ego pensa é simples: se eu fizer aquilo que os outros gostam, então irei ter a sua aprovação e, por conseguinte, os outros irão amar-me. E irei ter novamente a experiência de amor puro e incondicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E nem por um só momento a criança é capaz de ver que o amor não vem dos outros, este amor que está já em si, a expressar-se através de uma brincadeira inocente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a criança irá tentar voltar a ter a mesma experiência. Irá fazer a mesma coisa que provocou a aprovação dos adultos à sua volta. Só que com cada repetição os adultos à sua volta vão perdendo o interesse na criança. Torna-se mais e mais difícil conseguir a mesma experiência de amor dos adultos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E esta criança, que és tu, irá começar a fazer o mesmo jogo dos adultos. Este jogo que diz, se me amas farás assim... se me amas ficarás no teu cantinho... se me amas, brincarás comigo... se me amas, cantas para mim e fazes-me feliz... se me amas então terás que ser agradável, sorridente, bem-comportado e estar atento ás minhas necessidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E esta criança vai brincar com o seu melhor amigo. E na sua mente irão jogar à bola, ou brincar com as bonecas. Mas o melhor amigo prefere ver televisão, ou saltar à corda. E esta criança fica magoada. O pensamento na sua cabeça é este: “se fosses mesmo meu amigo, farias o que eu quero fazer.” E não sabe que o seu melhor amigo está a acreditar neste mesmíssimo pensamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E é assim que aprendemos a desrespeitar-nos. Aprendemos que para termos amigos temos que fazer o que eles querem, e eles têm que fazer o que nós queremos. E negamos uma parte de quem somos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E tudo isto porque queremos voltar a ter aquela experiência inicial de amor puro e incondicional. E que esteve sempre dentro de nós, nunca fora!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando mais tarde nos apaixonamos iremos fazer tudo o que é possível para agradar à outra pessoa. E esperamos que ela faça o mesmo em relação a nós! Queremos que a outra pessoa também finja ser quem não é para nos agradar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por exemplo, o Manuel apaixona-se pela Maria. E sabe que ela gosta de passear nos centros comerciais. Para ter o amor da Maria, o Manuel irá dedicar-se durante algum tempo a passear de mão dada nos centros comerciais. A Maria, por outro lado, sabe que o Manuel gosta de se sentar em esplanadas a beber uma cerveja. E assim, a Maria irá fingir que gosta de se sentar numa esplanada, para conseguir o amor do Manuel.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O António irá fingir que gosta de dar beijos enquanto a Francisca finge que gosta de ser apalpada pelo homem da sua vida. A Fátima irá fingir que gosta de estar horas a ver televisão, enquanto o Pedro irá fingir que gosta de comida indiana. O João irá fingir que gosta de ir à discoteca, enquanto a Susana finge que gosta de cozinhar para os amigos do João. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É muito fácil acreditar nas falsas necessidades do nosso ego quando acreditamos que amamos outro. Seja um filho, um colega de trabalho ou o cônjuge. O que o ego acredita é qualquer coisa como isto: “Eu preciso de ver onde tu estás. Eu preciso que me digas o que estás a pensar. Eu preciso que me digas a verdade (a minha verdade, claro). Eu preciso que nunca me abandones. Que confies plenamente em mim. Que acredites em tudo o que eu digo. Que nunca te atrases. Que cumpras as tuas promessas. Que sorrias continuamente. Que me dês a mão quando passeamos. Que me ouças atentamente. Que estejas disponível para mim. Que me ajudes. Que vivas comigo para sempre. Que me dês tudo o que eu preciso de ti. Que me apoies e me dês segurança. Que concordes sempre comigo. Que vejas sempre que estás errado. Que saibas quando quero estar só. Que saibas o que eu quero de ti sem que eu tenha que te dizer. Que sejas mais afectuoso. Que sejas mais sensível. Que sejas menos sensível. Que deixes de ser amigo das pessoas de quem eu não gosto. Que sejas mais simpático para com os meus amigos. Que gostes da mesma música que eu. Que me ames sem questionar esse amor.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E assim acreditas que os outros devem obedecer a todos os teus desejos. Isto pode parecer-te cruel, ao ouvi-lo agora. Mas olha para a tua vida e observa-te. Observa se não é assim que tens vivido. E é assim que consegues manter a ilusão da separação e aumentas o sentimento de impotência, frustração, depressão e raiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas há uma forma directa para conseguires tudo aquilo que desejas dos outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em primeiro lugar, aprende a ser íntegro. Se para ti é importante que a pessoa amada se lembre dos teus anos, diz-lhe. “Querida, é importante que tu te recordes do meu aniversário. Por favor anota a data na tua agenda.” Estarás a ser honesto contigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas há mais que podes fazer. Por favor, de início, quando começares a aplicar o que te vou ensinar agora, sê carinhoso para contigo. Dá a ti mesmo o afecto e compreensão que pensas precisar dos outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma vez dei por mim a viver na rua, em Londres. Fui sem-abrigo durante uns dias. E durante esse tempo sofri a pensar como precisava de ter uma casa, e precisava de tomar banho, e precisava de me alimentar. E sofria. Um dia acordei, debaixo de um viaduto e só conseguia rir. Ria-me pelos pensamentos que iam na minha cabeça. Como podia pensar que devia estar a viver numa casa quando era na rua que vivia? Era óbvio que devia viver na rua, porque era aí que vivia. A realidade é sempre muito carinhosa. Mostra-nos sempre onde devemos estar. Eu devia estar a viver na rua, pelo simples facto de que era aí que estava a viver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E na tua vida é precisamente a mesma coisa. Tu precisas exactamente daquilo que tens neste momento. Se neste momento estás numa relação caótica, é de uma relação caótica que precisas. Se estás a viver só, é de viver só que precisas. Se não tens dinheiro, é porque precisas de viver sem dinheiro. Se estás desempregado, é porque precisas de estar desempregado. Como sei que isto é verdade? É a realidade. E a realidade ganha sempre. Por mais que tentes manipular as pessoas que amas, a realidade irá dar-te sempre os relacionamentos que precisas. E cada relacionamento acontece para o teu bem, independentemente de gostares ou não da experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Então já sabes, tu precisas daquilo que já tens. Como é que sabes que não precisas de te levantar? Estás deitado. Como é que sabes que precisas de estar sentado? Estás sentado. Imagina deitar-te e pensar que precisas de estar a andar. Uma loucura. Acreditas que precisas de tomar uma decisão. Não precisas, até que a decisão seja tomada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O caminho mais directo para a felicidade é este, tu precisas apenas daquilo que está à tua frente. E o que está à tua frente irá sempre crescer. O que está à tua frente é sempre aquilo que é. À tua frente está amor disfarçado de mil e uma maneiras. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os pensamentos na nossa cabeça são qualquer coisa como isto: eu preciso do amor do outro, e estou disposto a sacrificar um pouco de mim para ter esse amor. E espero que aquele que me ama esteja também disposto a fazer alguns sacrifícios para me amar. E ainda: eu preciso do apoio e segurança do outro, e estou disposto a fazer de conta que gosto do mesmo que ele gosta para ter esse apoio e segurança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E temos o reverso da medalha também. Esperamos que a outra pessoa faça o mesmo. Esperamos que a outra pessoa também finja gostar do que nós gostamos. Acreditamos que o amor na nossa vida vem de fora. São os outros a fonte do nosso amor. E começamos a criar o nosso inferno pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É assim que usamos os outros como uma droga. Tornamo-nos ditadores. Para eu estar bem preciso que os meus filhos não chorem. Para eu estar bem preciso que os meus colegas me respeitem. Para eu estar bem preciso que o meu cônjuge aprove os meus gostos. Para eu estar bem preciso que os outros sejam quem eu quero que sejam. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E nas nossas cabeças passam a circular todas as regras e padrões que os outros deveriam respeitar, para estarmos bem. E tentamos também seguir as regras e padrões daqueles que são vitimas do nosso amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só que estas regras nunca foram escritas nem faladas. Nunca foram discutidas. Só sabemos que existem quando as rompemos. E quando rompemos uma regra e não sabemos que era uma regra, não nos atrevemos a perguntar o que foi que fizemos de errado, porque há ainda outra regra escondida nos relacionamentos: tu devias saber o que fizeste de errado para me deixar triste, ou enraivecido, ou magoado, ou ansioso, ou, ou, ou...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já alguma vez assististe a uma discussão entre dois adultos que aparentemente se amam?... Observa. Observa quando discutes com aqueles que amas. Acreditas mesmo que amas essa pessoa com quem estás a discutir? Como é possível abusar, física ou verbalmente de alguém que amamos? A verdade é que o nosso amor é condicionado, adulterado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Claro que não amamos. Porque o amor ama tudo aquilo que é. Tudo é amor. E quando discutimos estamos em realidade a dizer à outra pessoa, seja o cônjuge ou um filho ou amigo, “O meu amor tem um preço, e se não estás preparado para pagar esse preço, estas são as consequências.” E cobramos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E tudo porque queremos repetir a experiência do amor incondicional que sentimos dentro de nós, e que nós mesmos criámos, quando ainda crianças. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto precisares dos outros para te sentir bem, nunca serás capaz de experienciar o amor incondicional. Simplesmente não é possível. O que fazes é manipular os outros para que gostem de ti, da mesma forma que te manipulas a ti mesmo para gostares dos outros. É assim que te afastas do amor verdadeiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma forma de começar a amar-te é estar atento ao que queres dos outros. E só queres uma coisa: sentir-te bem contigo. Seria mais fácil se te respeitasses e não fingisses ser quem não és. Seria mais fácil amar-te se não precisasses de um intermediário. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se o teu filho chora, em vez de tentar mil e uma manobras para que se cale, não seria mais fácil assumir o que pretendes dele? “Filho, eu preferia que não chorasses para eu me sentir bem”. Esta é a verdade. Poderias sentir-te bem independentemente do teu filho chorar ou não? Independentemente do teu filho se portar bem ou não (e quando um filho se porta mal lembra-te que o mau comportamento é julgado segundo os teus padrões de certo e errado).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se o teu marido se esquece do teu aniversário, em vez de amuar e esperar que ele adivinhe porque estás amuada, poderias simplesmente dizer-lhe que estás amuada porque para ti é importante que um marido se lembre sempre do teu aniversário?... E que para te sentires bem precisas que o marido se lembre do teu aniversário? Isto é ser-se íntegro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quando um colega fala mal de ti no trabalho, em vez de fazeres o mesmo e contar aos teus amigos como esse colega é venenoso, poderias falar com o colega e dizer-lhe a verdade? E a verdade é que adorarias controlar o que os outros dizem de ti e não te sentes bem quando não o consegues fazer. E para te sentires bem precisas que toda a gente fale bem de ti. Seria muito mais honesto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quando a tua filha adolescente te pede para sair à noite, em vez de te preocupar e dizer que não a deixas sair porque é muito jovem, ou não tem experiência, ou é perigoso, poderias ser honesto e dizer-lhe que não queres que ela saia à noite porque tu precisas de te sentir bem contigo e se lhe acontecer alguma coisa irás sentir-te culpado? Seria muito mais amoroso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que dizes ou fazes algo para agradar aos outros, ou para conseguir algo dos outros, ou para influenciar os outros, estás a agir a partir do medo. Medo que não te amem, que não aprovem quem tu és, que não te reconheçam. E o resultado do que dizes ou fazes será sempre a dor. Estarás a manipular os outros e assim manter a ilusão da separação. Acreditas que o amor puro vem de fora. E precisas de ser amado. Um inferno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No momento em que tentas adquirir o amor de outro perdes completamente a experiência do amor. Não consegues ver o amor que está já em ti. Sempre que ages a partir do medo não conseguirás ter a experiência do amor. Estarás preso a pensamentos que te dizem o que tens que fazer para ser amado. E qualquer pensamento originado a partir do medo impede-te de ter a experiência do outro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que tentas o reconhecimento ou a aprovação dos outros tornas-te na criança que grita “Olhem para mim! Gostem de mim!” Tornas-te necessitado. Necessitado do amor dos outros. E se os outros não gostarem de ti?... Sofres. E perdes a experiência do amor que existe dentro de ti. Outras vezes acreditas que és livre e não precisas da aprovação dos outros, e explicas-te dizendo que não te importas que os outros não gostem do teu carácter. Mas importas-te, e muito. Por que outro motivo te esforças tanto para ter razão?...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ensinaram-te que quando se ama outro, e esse outro está em sofrimento, deves sentir compaixão. E a compaixão é sentir a dor do outro. Mais uma mentira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nunca poderás sentir a dor do outro. Apenas podes recordar-te de um momento do teu passado em que sofreste e projectar esse sofrimento sobre o outro. E assim, a pessoa que sofre passa a sofrer duas vezes mais. Sofre a sua dor e a dor que tu estás a projectar sobre ela. Um inferno. Em realidade a compaixão nada mais é que amar tudo tal como é, sem querer impor a nossa vontade. Quando te amo verdadeiramente não imponho condições. Não penso que seria melhor se não estivesses doente. Como posse dizer isso quando estás doente? Não te consigo ver na totalidade. Na minha mente estou a imaginar alguém que não existe: tu sem uma doença. E não sou capaz de te ver nem de te ouvir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Amar significa que é perfeitamente ok tu estares mal. E se quando tu estás mal eu conseguir estar em paz, é paz o que irei projectar sobre ti. Só assim consegues sentir alivio pela tua dor quando estás comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma vez visitei uma amiga que me telefonara meia hora antes a dizer que estava a morrer. Já quase não conseguia respirar, não tinha forças. E acreditava que tinha um cancro nos pulmões. Fui visitá-la feliz por ter a oportunidade de lhe dizer adeus. E feliz por poder participar em algo tão maravilhoso como ver alguém que deixa um corpo físico e está consciente de todo o processo. Estava radiante. A alegria estática de dar a mão a alguém que parte fisicamente. Levava comigo compaixão. E isto significava apenas uma coisa: é ok morreres. A morte é o inevitável da vida. Não fingi nunca. Estava feliz e em paz. E quando cheguei a casa desta amiga ela estava em pé, abraçou-me com força, falava alto e respirava profundamente. Talvez eu tivesse projectado sobre ela a serenidade e alegria do momento e ela só podia experienciar aquilo que eu projectava. Não sei. O que sei é que o Universo a tinha escolhido a ela para ter a experiência de não conseguir respirar, e tinha-me escolhido a mim para observar a sua experiência. Delicioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se soubermos que cada momento é precioso e único e perfeito, não nos é possível ter outra experiência para além do amor incondicional. Para sofrermos temos que nos tornar ditadores. Decidir como os outros devem ser. Temos que acreditar que o amor é algo exterior a nós. E nunca é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outra forma muito utilizada para adulterar o amor é a cobrança de um favor. Ajudamos alguém e, aparentemente, fazêmo-lo de uma maneira altruísta, sem esperar nada em troca. Ou pelo menos é o que dizemos ao nosso amigo. E um dia depois descobrimos que esta pessoa que ajudámos altruisticamente anda a falar mal de nós nas nossas costas. E revoltamo-nos. E imitamos o amigo, ao falar mal dele por falar mal de nós. Anedótico. E em realidade estamos a cobrar a ajuda do dia anterior. O que pensamos é qualquer coisa como isto: “Ajudei-te e o preço da minha ajuda é tu falares bem de mim.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando escolheres ajudar alguém fá-lo sem segundas intenções. Não queiras mais tarde cobrar. Irás sofrer. Garantido. Ajuda pelo prazer de ajudar. Pelo privilégio de a Vida te ter escolhido a ti para ajudar alguém que precisava de ajuda. E depois esquece. Assim consegues estar no momento presente. Nunca cobres o que quer que seja que faças por outro ser humano. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Experimenta pelo menos uma vez por dia ajudar alguém que não possa retribuir a tua ajuda. Pode ser um sorriso a alguém na rua. Pode ser um telefonema a um familiar. Uma oferta a uma instituição. E para ser uma ajuda verdadeira, pura e incondicional, nunca digas a ninguém o que fizeste. Já passou. O momento de ajudar passou, como tudo passa na vida. Lembra-te apenas disto: tu recebes no preciso momento em que dás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só ficamos magoados com os outros por um único motivo: acreditamos que precisamos do amor do outro. E quando o outro não demonstra o seu amor por nós, da maneira específica que nós idealizámos, iremos sofrer. Acreditamos que somos o centro do universo.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Vêm à mente ideias loucas como “se me amasses não farias isso” ou “se gostasses de mim então dirias isto”... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E é aqui que reside uma grande anedota cósmica da vida: queremos os outros felizes e em paz com a vida&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;antes de estarmos nós felizes e em paz com a vida. Sabias que para haver uma guerra são precisas pelo menos duas pessoas, e ambas querem ter razão?... E sabias que para haver paz basta apenas uma pessoa, que não precisa de ter razão?... É a pessoa que ama incondicionalmente, sem querer que tu mudes ou sejas diferente de quem és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pondera um pouco sobre isto: na tua vida não há nada, neste momento, que não seja amor incondicional da vida para contigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se estás neste momento com um problema grave de saúde, poderias dedicar algum tempo a descobrir todas as bênçãos presentes no teu estado de saúde?... E se não tens dinheiro, poderias dedicar algum tempo a descobrir as bênçãos presentes na tua situação?.. E se alguém que pensavas amar se afastou da tua vida, podes ainda ponderar a possibilidade dessa separação ser para o teu melhor bem?... Porque é sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós recorremos à nossa beleza, à nossa inteligência, afecto e humor para capturar outra pessoa com quem partilhar a vida, como se a outra pessoa fosse um animal. E quando este animal tenta sair da jaula que nós criámos, tornamo-nos violentos, ou ressentidos, ou deprimidos. Perdemos o animal capturado que julgávamos possuir. Isto pode ser muitas coisas, mas amor não é. E depois ainda temos a coragem de dizer que a outra pessoa nos magoou. Não é amor-próprio. Eu quero que tu queiras o que tu queres. Seja como for, é isso que tu queres, independentemente de eu gostar ou não das tuas escolhas. O amor incondicional é mesmo isto: desejar que os outros sejam quem são, e não quem nós queremos que sejam. Eu escolho amar-te a ti, e o meu amor por ti é tão puro e incondicional que ficarei feliz se tu escolheres amar outra pessoa que não eu. Quem tu amas é um assunto que só a ti te diz respeito, da mesma maneira que quem eu amo é um assunto que só a mim me diz respeito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu quero para ti o que tu queres para ti. E se eu quiser para ti algo que tu não queres irei criar uma guerra com a realidade. E a realidade tem uma maneira mágica de vencer sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Lembra-te continuamente que o teu ego não quer amar, quer coisas. O ego quer que os outros o compreendam, que os outros gostem dele, que os outros façam as coisas à sua maneira, que os outros sejam, no fundo, quem não são. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os sentimentos de mágoa que possas sentir não podem nunca ser causados pelos outros, não é possível. Ninguém me pode magoar, simplesmente não é possível. Apenas eu posso magoar-me. Sou eu que me magoou ao acreditar em pensamentos que são mentira. Quando acredito que os outros deveriam ser diferentes de quem são. Se alguém faz afirmações pejorativas sobre mim sou eu quem decide levar a peito o que é dito. Sou eu quem decide acreditar no que é dito sobre mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acredito que a pessoa com quem tenho uma relação, seja o cônjuge, o filho ou o colega de trabalho, deveria respeitar-me. Mas se eu faço sacrifícios para que o outro goste de mim, quem é que não se está a respeitar? Quem é que se está a faltar ao respeito?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única relação íntima que alguma vez terás será sempre contigo mesmo. O único casamento possível é contigo mesmo. Os outros são os bónus que damos a nós mesmos. Esperas que a outra pessoa te ame incondicionalmente, mas és capaz de amar-te a ti incondicionalmente? E se te amares incondicionalmente então serás capaz de amar a outra pessoa, mesmo que ela se afaste. E se esperas que o outro te compreenda, poderias começar tu a compreender-te e saber que ninguém tem que te compreender? E se esperas que o outro seja simpático para contigo, poderias tu começar a ser mais simpático contigo mesmo e amar o outro quando não sabe ser simpático?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única relação que podes ter é contigo mesmo. O que tu pensas dos outros é de ti que se trata. A pessoa com quem tens uma relação íntima neste momento é o teu melhor mestre. Irá sempre mostrar-te o que tens ainda para aprender sobre ti mesmo. Onde ainda não te amas, onde não te aceitas, onde ainda guardas rancor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando falares de outra pessoa é de ti mesmo que estás a falar. Não há excepções. Os conselhos que dás aos outros são sempre para ti, mas tens que os verbalizar para te poderes ouvir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que acreditares que precisas do amor de outra pessoa irás sofrer. A ideia que tu tens do amor é fabricada no ego e raramente os outros correspondem a essa ideia. Para alguém poder mostrar-te continuamente que te ama irá ter que fingir ser quem não é. Onde é que tu andas a fingir ser quem não és?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há duas crenças doentes que todos partilhamos relacionadas com o amor. Primeiro acreditamos que para ter o amor dos outros temos que os manipular, sendo amáveis, simpáticos, dando-lhes o que pensamos que precisam, sorrindo, cedendo aos seus caprichos. E depois acreditamos que o amor é conseguirmos o que desejamos dos outros. Quando conseguir fazer o outro feliz, quando conseguir um abraço do outro, quando conseguir aliviar a dor do outro. Ou seja, o amor irá encontrar-se sempre num futuro que não existe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esperamos que a pessoa que amamos seja íntegra e honesta, mas quando lhe pedimos algo esperamos ouvir um “sim” que pode ser dito para nos agradar e nunca a resposta que a outra pessoa quer dar. Ficamos magoados se a outra pessoa nos responde “não”. Mas se eu amo alguém verdadeiramente, então ficarei feliz com o seu “não”. É a resposta verdadeira dada a partir da integridade da outra pessoa. Eu quero que a pessoa que amo viva a sua integridade, mesmo quando isso significa que essa pessoa não está disponível para me dar o que espero dela. Em realidade eu só espero da outra pessoa o que quer que seja que ela me queira dar. E se não me quiser dar nada, excelente. Não imponho qualquer condição para amar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando dizemos a alguém que não conseguiríamos viver sem essa pessoa, estamos a usar essa pessoa e a responsabilizá-la pela nossa existência. Fazemos isto sobretudo em relação aos filhos. Pensamos “se o meu filho morresse não era capaz de viver”. Ou seja, de repente os filhos são responsáveis pela nossa própria existência. Como podemos depois experienciar um filho se ele é o responsável por estarmos vivos? E para o nosso ego parece uma coisa horrível pensar de maneira contrária. Mas a partir do momento que eu preciso que outros vivam para eu poder viver, estarei a usá-los como uma droga. E irei experienciar os outros a partir do medo de os perder. E onde existe medo não pode existir amor. Simplesmente não é possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Isto também acontece ás pessoas que ainda acreditam na história das almas gémeas. Acreditam que há outra pessoa que as completa. Enquanto acreditarmos que só somos completos na presença de outra pessoa não poderemos ter a experiência de amar incondicionalmente&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;essa pessoa. Precisaremos dela para nos completar. A realidade é que só quando nos sentimos completos é que podemos experienciar a outra pessoa na sua totalidade. Sem precisar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Poderíamos parar este jogo de precisar dos outros para estarmos bem? É que enquanto precisarmos dos outros, iremos sofrer sempre. Mas quando nos amamos completamente iremos colocar-nos num espaço em que o outro é livre para ser quem é. E somos capazes de amar incondicionalmente. Sem precisarmos de fingir sermos quem não somos. Fingir exige muita energia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que estiveres na presença de alguém que amas e sentires stress podes ter a certeza de duas coisas: estás a acreditar numa mentira sobre a outra pessoa e, não menos importante, estás a tentar manipular essa pessoa. Neste caso olha a pessoa nos olhos, imagina-te no seu lugar. Sente a pessoa que amas no teu coração. Ela está a fazer o melhor que é capaz nesse momento. Sem impor qualquer condição, poderias simplesmente amá-la?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sempre que olhares para aqueles que amas e vires falhas descobre de que forma essas falhas são uma oportunidade para amar essa pessoa. Pode ser que a pessoa que amas seja gananciosa, ou antipática, ou fala com a boca cheia, ou fala muito alto... Se não conseguires amar a pessoa por causa daquilo que percepcionas como falhas, eventualmente irás atacá-la. Com raiva. Ou então tornas-te frustrado e entras em depressão, impotente para mudar as falhas aparentes da pessoa que amas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma forma simples de começar a amar-te a ti mesmo é deixando de procurar a aprovação dos outros. Quando não precisares que os outros aprovem quem tu és, descobres que não precisas de te defender. E quando não precisas de te defender não é possível estar em guerra com quem quer que seja. Quando te sentes bem contigo, independentemente do que acontece à tua volta, não precisas que os outros te amem. Sentes-te completo. Incondicionalmente completo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao acreditares que os outros deveriam ser diferentes de quem são é o mesmo que acreditar que o céu deveria ser terra, ou que um pássaro deveria ser uma árvore. É desejar que aquilo que é não seja. E ao viver assim impedimo-nos de ter a experiência do amor incondicional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sê íntegro contigo mesmo. Diz aqueles que amas o que realmente esperas deles. E à medida que te fores conhecendo irás descobrir que não precisas nada dos outros. O que quer que seja que os outros façam ou digam é o que tu queres que eles façam ou digam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Diz a ti mesmo sempre que estiveres em frente daqueles que amas: “eu amo-te e tu és livre para amar quem tu quiseres.” E sente o que pensas. É a verdade do amor incondicional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois de tudo dito, só posso desejar-te uma aventura deliciosa de amor. Bem-hajas por estares presente para ti.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-5357943441121158146?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/5357943441121158146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/amor-incondicional.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/5357943441121158146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/5357943441121158146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/amor-incondicional.html' title='Amor Incondicional'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4557552089681045434</id><published>2010-11-22T23:46:00.001Z</published><updated>2010-11-22T23:49:32.447Z</updated><title type='text'>Amor é Tudo</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A maior parte das pessoas, quando fala de amor refere-se a um conceito criado pelo ego. O amor entre pais e filhos, o amor pelo trabalho, o amor pelo dia de sol. E mantêm assim a separação, ou a ilusão da separação. Ainda não conseguem sentir que Tudo é Amor. Uma formiga não é menos amor que a minha perna direita. Um soldado que dispara a metralhadora não é menos amor que uma bênção de um líder religioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outra coisa interessante sobre o amor é que não se consegue ensinar, apenas experienciá-lo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por vezes estou com pessoas, ou só a saborear uma torrada amorosa, e sou invadido por orgasmos intensos de suprema felicidade. A Vida experiencia-se através de mim. Não escolho nada. A Vida fá-lo na perfeição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não escolho respirar, nem escolho quais os dedos que pegam na torrada. Nem escolho a pessoa que está à minha frente. Amoroso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E descubro que não há morte. A Vida amorosamente a experienciar-se num ciclo interminável. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estou a ouvir música e não fui eu quem a escolheu ouvir. E é deliciosa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois de mais de quarenta anos a querer descobrir os “porquês” da vida delicio-me nos “porques”. A resposta a tudo é “porque sim”. Delicioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Porque há nações em guerra? Porque sim. Não tenho uma opinião formada quando me encontro assim. Deliciado com a Vida tal como é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O meu assistente filtra os meus emails. Ele diz que é para me poupar tempo. Delicioso. Não tive que decidir isso. A minha amiga Augusta convida-me para jantar. Também não tive que decidir ir. Se me convidou é porque era para ir. E o jantar é uma salada de tomate e abacate e uns bifes com arroz de ervilhas. Como muita pouca carne, mas se está à minha frente num prato, é óbvio que é para comer. Como bastante salada. Tudo delicioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A mãe do querido Rui caiu e tem um golpe na cabeça. Ela não escolheu cair. Nem escolheu o golpe. A Vida escolheu por ela. Delicioso. O golpe foi perfeito, no local perfeito da sua cabeça perfeita. E o sangue que saía também era perfeito. E como é que sei que era eu quem devia cuidar do ferimento? A Augusta pediu-me. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E cada movimento, cada gesto, cada palavra, brotam da Vida através de mim. Sem luta. De braços abertos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como é que eu sei que devias ler isto? Estás a ler.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deveria estar preocupado com o dia de amanhã? Que inutilidade. Amanhã não existe. Ainda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas neste momento a Vida experiencia-se através de mim na totalidade. A sensação de enfartamento que sinto no estômago é perfeita. Manifesta-se com precisão tal como deveria ser. Como sei que deveria sentir-me enfartado? É assim que me sinto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Entretanto ouço uma voz na minha cabeça que me diz que estou com sono e que quero dormir. Delicioso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Vida é sempre tão carinhosa. Tenho que viajar até um passado que já não existe ou um futuro que também não existe para conseguir sofrer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só há amor.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4557552089681045434?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4557552089681045434/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/amor-e-tudo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4557552089681045434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4557552089681045434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/amor-e-tudo.html' title='Amor é Tudo'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-3108704757981313157</id><published>2010-11-09T10:09:00.001Z</published><updated>2010-11-09T10:12:58.046Z</updated><title type='text'>Vivemos num mundo onde a razão é esquizofrénica.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fomos educados a acreditar que é responsabilidade dos outros respeitar-nos, apreciar-nos e amar-nos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E depois carregamos ás costas o estandarte do mártir. E queixamo-nos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A nossa vida é feita de muitas histórias, todas elas recicladas. As histórias que contamos a nós mesmos mil vezes ao dia, e que se têm repetido ao longo de milhares de anos, soam a isto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;tu devias amar-me;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o meu patrão devia reconhecer o meu trabalho;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o meu filho devia ser um bom estudante;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;eu preciso de mais dinheiro;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;eu quero um trabalho seguro;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;tu não deverias falar mal de mim;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;eu preciso que os meus amigos me respeitem;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;as pessoas deveriam ser simpáticas;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;os governantes precisam de olhar pelo seu povo;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o meu corpo devia ter uns quilos a menos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;etc. etc. etc...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos os “deveria”, “preciso” e “quero” que contamos a nós próprios são histórias em perfeita confrontação com a realidade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As histórias que contamos a nós próprios, e que nos fazem sofrer, colocam sempre o poder das nossas vidas nas mãos de outros. E enquanto o poder das nossas vidas estiver nas mãos dos outros só podemos experienciar a impotência, a angústia e ansiedade de não saber o que irá acontecer a seguir. Vivemos no presente com a mente num eterno futuro que nunca acontece. O futuro é agora. E agora. E agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu conto uma história sobre o meu pai. Nessa história o meu pai deveria ter-me respeitado, amado e reconhecido o meu valor. De acordo com os meus padrões, é claro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E de cada vez que vejo o meu pai lembro-me da minha história sobre quem ele é e quem deveria ser. E sofro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No lugar de pai, sente-te livre para colocar marido, pais, alunos, governos, vizinhos, amigos, colegas ou amante. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando te amo e espero que me ames de volta não estou a ser íntegro. Isto é tudo menos amor. Em realidade é cobrar um preço pelo que chamo de amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se eu não acreditasse nas minhas histórias? Se não fosse possível acreditar que tu deverias ser diferente de quem és? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu sei que todo o mundo me ama. Mais de sete mil milhões de pessoas amam-me. Só que é provável que muitas ainda não estejam conscientes desse amor. Mas isso não me impede de amar cada ser humano tal como é, sem querer que seja diferente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é assim tão fácil amar-te, respeitar-te, ou valorizar-te, poderias começar por dar-nos o exemplo? Poderias começar a amar-te sem esperar nada de volta? Poderias começar a respeitar-te, sem qualquer exigência? Poderias começar a valorizar o simples facto de existires?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto precisar que outros me valorizem, amem ou respeitem, irei viver sempre num inferno. Irei estar sempre à defesa. Sempre à espera da próxima agressão, ainda que inconsciente de que o faço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ouço professores que se queixam de alunos desobedientes e barulhentos. E não conseguem ver as mil e uma maneiras que eles próprios não se obedecem nem ouvem o ruído infernal nas suas cabeças. Os alunos apenas lhes mostram o que andam a fazer, inconscientemente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ouço pais a queixarem-se dos filhos que não estudam. E quando lhes pergunto se gostam de estudar, e o que andam a estudar, olham para mim como se lhes tivesse perguntado sobre a possibilidade da existência de vida em Neptuno. Se estudar é assim tão divertido e excitante, poderiam os pais ser o exemplo para os filhos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ouço mulheres a queixarem-se que os maridos não lhes dão carinho. E quando lhes pergunto quando foi a última vez que deram um carinho ao marido, sem esperar nada em troca, olham-me como se tivesse proferido uma heresia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Queres mais amor na tua vida? É fácil. Dá a ti mesmo esse amor. Mostra-nos que é fácil amar-te, amando todos à tua volta, especialmente de acordo com os teus padrões (e isso inclui-te primeiro a ti como aquele que ama). Isso é amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Queres mais respeito na tua vida? Dá o exemplo. Começa por te respeitar a ti mesmo. Deixa de te preocupar com o que os outros possam dizer de ti, deixa de fazer fretes, e, por favor, pára de falar mal das pessoas que não estão presentes. Isso é respeito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Queres que os outros reconheçam o teu trabalho? Que tal começares por te valorizar a ti mesmo? Onde tens valor? Não precisas que os outros digam que és bom, só tu podes fazer isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto tivermos uma história sobre como a vida deveria ser, como os outros deveriam ser, iremos criar um inferno nas nossas vidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade é sempre carinhosa. Mostra-nos sem qualquer decepção aquilo que é. E nós acreditamos que somos Deus, e exigimos que a realidade mude e seja diferente daquilo que é, para podermos estar bem. Um horror. Uma história, incompatível com aquilo que é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E as perguntas que me fazem são sempre as mesmas: mas não deveríamos querer um mundo sem guerra, um mundo de amor e compreensão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Claro que sim. E se é assim tão fácil estar continuamente em paz e a amar tudo e todos, poderias começar por dar-nos o exemplo? Em vez de exigir que os outros mudem, poderias mudar tu? Tu és o nosso professor. Através do teu exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Começa a resgatar o teu poder. De cada vez que te ouvires a pensar “ela deveria amar-me” inverte o pensamento: eu deveria amar-me. E ama-te, sem impor condições ao teu amor. E de cada vez que te ouvires a pensar “eles deveriam estar sossegados” inverte para: eu deveria estar mais sossegado (sobretudo na minha cabeça). É sempre de ti que se trata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade é carinhosa. Ama-nos incondicionalmente. Mostra-nos sempre aquilo que é, sem histórias nem segundas intenções. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A única história real é esta: tudo o que vês em mim está já em ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por este motivo digo que sempre que me sinto mal é porque estou a acreditar num pensamento que é mentira. Uma história falsa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pondera.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-3108704757981313157?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/3108704757981313157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/vivemos-num-mundo-onde-razao-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3108704757981313157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3108704757981313157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/11/vivemos-num-mundo-onde-razao-e.html' title='Vivemos num mundo onde a razão é esquizofrénica.'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-7196779107700676019</id><published>2010-10-31T22:14:00.000Z</published><updated>2010-10-31T22:15:21.909Z</updated><title type='text'>Os monstros dentro de mim</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O “Dia Das Bruxas” poderia ser uma oportunidade de aprendermos sobre os monstros que ensombram as nossas vidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Monstros reais que destroem a nossa auto-estima, os nossos relacionamentos, a nossa saúde, as nossas finanças, e a própria vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estes monstros vivem dentro de nós, no nosso subconsciente. E aterrorizam-nos todos os dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;São muitos os monstros: Inveja, Ódio, Mentira, Vergonha, Raiva, Desonestidade, Impotência, Impaciência, Arrogância, Hipocrisia, Bisbilhotice, Infidelidade, Ciúme, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;São os mesmos monstros que atormentam os nossos pais. E antes deles, os nossos avós. E podemos recuar até aos primórdios da humanidade. Estes monstros começaram a surgir um pouco antes do primeiro medo: a morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E tentamos apaziguar estes monstros através de rituais também subconscientes. Desde abusar da comida, das drogas, álcool, medicação, adultério, sexo, vício das compras, hipocondria, relacionamentos disfuncionais, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E se não fizermos as pazes com os monstros que habitam dentro de nós, eventualmente eles irão vingar-se. Sabem que não os amamos. Ninguém nos ensinou como expressar de maneira saudável cada um deles. E não é por acaso que o número de pessoas a depender de ansiolíticos, antidepressivos, álcool, pornografia, desiquilibrios alimentares, etc., aumenta exponencialmente. Os monstros estão a controlar-nos e nós continuamos a acreditar que o mal está fora de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quais são os monstros escondidos no teu subconsciente? E como tornar consciente algo que se esconde no subconsciente?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Através de um fenómeno bastante aprofundado por Jung, chamado “projecção”. Iremos projectar sempre os monstros que habitam no nosso subconsciente. Só assim podemos tornar-nos conscientes da sua existência e fazer as pazes com cada um.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O monstro que mais danos te causa é fácil de reconhecer. Pensa na tua melhor qualidade. Pode ser o afecto, a honestidade, a alegria, a compaixão, a coragem, ou mesmo a pontualidade. Qual é a tua melhor qualidade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E agora qual é o oposto dessa qualidade?.... E quantas pessoas conheces com esta qualidade negativa? É este o monstro-mor, aquele que mais danos te irá causar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se te consideras uma pessoa honesta, irás atrair pessoas desonestas que se aproveitarão de ti. Se te consideras extremamente fiel, só conseguirás ter relacionamentos íntimos com pessoas que te irão atraiçoar. Se acreditas que és alguém sincero, viverás com pessoas que mentem com a maior das naturalidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É este o poder do monstro-mor dentro de ti. Eventualmente irá levar-te a fazer aquilo que condenas nos outros. Naquelas situações em que pensas “não sei onde tinha a cabeça”! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É que os nossos monstros interiores levam-nos sempre a fazer precisamente aquilo que mais detestamos nos outros. Não há excepções.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As boas noticias. Cada um destes monstros existe para nos ajudar a sermos os seres humanos completos que somos. Se aprendermos a amá-los e vê-los como ajudas excepcionais que são.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Inveja, por exemplo, quando expressa de maneira saudável, levar-te-á a ir mais longe. Sem necessidade de deitar abaixo quem quer que seja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Burrice, pode levar-te a evitar uma transacção em que irias perder algo de valioso, como o teu tempo ou dinheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Arrogância saudável irá dar-te a auto-estima que precisas para pedir o que precisas, sem forçar a tua vontade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A Impotência pode mostrar-te de maneira carinhosa que não é função tua controlar o que os outros pensam ou fazem, e libertar-te de preocupações desnecessárias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Observa as pessoas à tua volta. Cada qualidade negativa que vejas nos outros e repudies podes ter a certeza que é um monstro dentro de ti. Faz as pazes com ele. E ele irá oferecer-te a paz. Cem por cento das vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qual o monstro que queres abraçar hoje? Eu escolhi abraçar o incompetente. É uma parte de mim muito querida, e que me sussurra que não preciso de ter todas as respostas. Amo-o.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Descobre os teus monstros, ama-os e aprende com eles. São a porta para uma vida de amor, paz e tranquilidade.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-7196779107700676019?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/7196779107700676019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/os-monstros-dentro-de-mim.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7196779107700676019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7196779107700676019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/os-monstros-dentro-de-mim.html' title='Os monstros dentro de mim'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-3683713760164482384</id><published>2010-10-19T09:39:00.001+01:00</published><updated>2010-10-19T09:39:46.342+01:00</updated><title type='text'>O Receber está no Dar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: 12px; "&gt;Descubro que um dos principais motivos porque a humanidade sofre deve-se a nunca se ter observado sem expectativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: 12px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditamos que os outros nos devem algo. E sofremos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que os meus pais deveriam amar-me mais, e sofro. Acredito que não deveria haver uma crise, e sofro. Acredito que os meus amigos deveriam ser simpáticos, e sofro. Acredito que Deus deveria fazer as coisas “à minha maneira”, e sofro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os meus pais amaram-me sempre. Não como eu queria, mas como foram capazes. Quando é que eu decidi tornar-me ditador? “Agora vão amar-me à minha maneira, caso contrário não serão dignos do meu amor!” – consegues ouvir a arrogância? E se é assim tão fácil para os meus pais amarem-me como eu quero, poderia eu ser o exemplo e amá-los como eles querem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso sofrimento é feito de pensamentos por questionar. Mas só 100% das vezes. Olhamos para a realidade e decidimos que deveria ser diferente. Diferente de acordo com os padrões de quem? Ah, dos meus! Eu sei o que é melhor para o mundo, e se todos fizeram o que eu digo, iremos ser todos felizes. Consegues ouvir a arrogância? Se é assim tão fácil ser feliz, poderias dar o exemplo? Mostra-nos como é, e não exijas nada em retorno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pensamentos que nos fazem sofrer são crenças que nunca questionámos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os políticos deveriam ser honestos e olhar pelo povo. – Desde quando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais deveriam amar os filhos incondicionalmente. – Desde quando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os funcionários públicos deveriam ser atenciosos e simpáticos. – Desde quando?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é assim tão fácil ser simpático, poderias mostrar-me isso num dia em que só consigo ser antipático? Se é assim tão fácil ser honesto e olhar pelos outros, poderias mostrar-me isso dando sem esperar um retorno e parar de fingir? Se amar incondicionalmente é assim tão fácil, poderias amar o familiar que te caluniou? Mostra-me que és capaz de fazer aquilo que esperas de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Observo que muitas pessoas ainda não aprenderam a receber. Dão algo e ficam à espera do retorno. E sofrem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando te dou um abraço, eu recebo no momento em que te dou o abraço. Se tu decidires não devolver esse abraço, mesmo que decidas afastar-te, nada podes fazer em relação ao que eu recebi já de ti: o abraço que te dei. Recebi o que tinha a receber no momento em que te dei. Mas se um ano mais tarde passar por ti na rua e tu não falares comigo, e eu acreditar que um dia te dei um abraço e agora é assim que me tratas, estarei a mentir e a sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu amo-te. E recebo o amor que te dou no preciso momento em que o dou. Se tu decidires amar-me de volta ou não é irrelevante. Mas se eu te amo e fico à espera que me ames de volta, o que é que te dei a ti? Um presente envenenado. Um amor com uma etiqueta com preço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem estive com um homem destroçado. A esposa tinha-o abandonado. No mesmo mês, o seu melhor amigo morreu e não teve tempo de lhe devolver cinquenta mil euros que lhe tinha emprestado. E foi diagnosticado com um tumor no pâncreas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentei-me ao lado dele a ouvir a sua história. Não o avisei de que eu sou um homem sem futuro. Sem objectivos nem expectativas. A vida sabe sempre o que é melhor para mim. Naquele momento o melhor para mim era ouvir um homem a queixar-se da vida. Delicioso. Fiz-lhe algumas perguntas. Mas fi-las a partir do coração. Não era minha intenção magoar o seu ego, nem interrogá-lo para o colocar no seu lugar. Fi-lo porque o sofrimento dele era o meu sofrimento: confusão mental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escolhes quem queres amar? E poderias ponderar a possibilidade de a tua ex-esposa ter o mesmo direito? Tu escolheste amar a tua ex-esposa, ela escolheu amar outro homem. Perfeito. Mas se enquanto a amaste esperavas um retorno, então nunca a amaste. Cobraste. Quanto é que custou o amor que lhe deste? Observa o teu sofrimento por ela amar outro. É esse o preço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emprestaste cinquenta mil euros a um amigo que agora está morto. Tens a certeza que emprestaste? É que o que eu observo é que tu lhe deste esse dinheiro. Como sei isso? Deste-o. No momento em que lhe deste o dinheiro, em que tinhas a disponibilidade financeira para o ajudar, como é que te sentiste? É bom saber que na altura te sentiste capaz, útil, amoroso, generoso. Ok, já recebeste. Ao dar o dinheiro recebeste algo de muito mais valioso: o amor que tens por ti. Mas enquanto acreditares que esse dinheiro era teu e tinha que voltar a ti, irás sofrer. E não serás capaz de amar o teu amigo que partiu. E não serás capaz de sentir o amor da vida para contigo. E não serás capaz de te amar. Dói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começas a compreender porque tens um cancro no pâncreas? Começas a ver o quanto estás à espera que os outros te amem? Se é assim tão fácil para os outros amarem-te, podes começar a dar o exemplo? Poderias começar a amar-te a ti mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sei que recebo sempre da vida no momento em que dou. Quando odeio um politico, recebo de volta o ódio. Quem é que sente o ódio? Eu. Nunca se tratou dos outros, mas de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ofereci a uma querida amiga um curso de massagens. E recebi no momento em que o ofereci. O prazer de dar. Delicioso. Sem preço. Mas se um dia esta minha querida amiga se afastar, teria a coragem de cobrar-lhe a oferta? Nunca. Já recebi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proponho-te uma tarefa herculeana para as próximas quatro semanas: descobrir-te.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que na vida só há três tipos de negócios: os meus, os dos outros e os de Deus. Quando preciso que me ames, estou envolvido nos teus negócios. Quem tu amas é um negócio teu. Quando me preocupo com o estado de saúde do meu corpo estou nos negócios de Deus. Cuido do meu corpo, mas o seu estado não é um negócio meu. E quem é que se encontra a gerir os meus negócios quando eu estou envolvido nos teus ou nos de Deus? Ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso maior medo é perder o controlo sobre as nossas vidas. Um pesadelo. Desde quando é que controlas o teu corpo? Sabes quais os químicos a produzir no cérebro para poderes respirar? Sabes quais os músculos que tens que contrair e relaxar, em perfeita sintonia, para respirares? E mesmo que saibas, quantas vezes ao dia é que dás ordens ao teu corpo para respirar? Nunca. O mesmo pode ser dito para qualquer parte do teu corpo. Acreditas mesmo que és tu quem anda? O que acontece quando as tuas pernas não andarem? Sofres. Tu não andas, és andado. As tuas pernas mexem-se sem que tu tenhas qualquer intervenção. Observa-te.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acreditas que controlas as tuas finanças? Desde quando? Um minuto tens um bom emprego e és bem pago. No minuto seguinte estás desempregado e a viver na rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a crença, mentira, de que tens controlo sobre a vida é a causa de todo o teu sofrimento. Em realidade passas a maior parte da tua vida envolvido nos negócios dos outros. Como os outros deveriam ser, como deveriam comportar-se, como deveriam amar-te. E ninguém para gerir os teus negócios. Os teus negócios são os pensamentos que surgem na tua mente. Questiona-os. Descobre a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu descobri que sempre que tenho um pensamento que é uma mentira, sofro. E quando tenho um pensamento que é verdade, fico em paz. Neste momento surge o pensamento “Odeio a chuva” e está a chover. Como sei que este pensamento é uma mentira? Está a chover. E eu estou à chuva. É óbvio que gosto da chuva, caso contrário ficaria em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, meu querido amigo, nas próximas quatro semanas observa as vezes que te envolves nos negócios dos outros. Sempre que surgir um pensamento com um “deveria/não deveria” ou “preciso/não preciso” ou “tenho que/não tenho que” sei que estou nos negócios dos outros ou nos de Deus. Da próxima vez que pensares “A minha esposa deveria amar-me” poderias apenas observar-te a mentir? A tua esposa ama quem ela quer. Poderias amá-la a ela sem impor um retorno? Garanto-te que te sentirás muito melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escreve onde andas em conflito com a realidade. E descobre a verdade. A verdade é aquilo que é, e é sempre deliciosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum tempo estava com o pai de um amigo meu, a conversarmos. De repente o homem pareceu estar a ter um AVC. A boca dele ficou torcida para um lado, os olhos em pânico. Ele olhou para mim, aterrado. E eu fiquei pasmado, quase em êxtase. Estava a ter a oportunidade de observar alguém a ter um AVC! Fiquei parado a observar, envolvido na experiência, a saborear cada momento. A dada altura o homem disse-me, em pânico e revoltado, “Não vai fazer nada, pois não?!” E eu disse-lhe a verdade: “não.”. Não havia necessidade de fazer nada porque não havia nada a fazer. Ele continuou a olhar para mim, enfurecido. E depois começou a rir-se. E eu ri-me com ele. E rimo-nos mais. E a sua cara voltou ao normal. E ambos descobrimos que tudo passa, até um AVC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas poderias ser tu o nosso exemplo? Poderias tu começar a estar grato por receber no momento em que dás? Sem cobrar nada de volta? Experimenta. A minha experiência ensinou-me que é delicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem-vindo a casa.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-3683713760164482384?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/3683713760164482384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/o-receber-esta-no-dar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3683713760164482384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3683713760164482384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/o-receber-esta-no-dar.html' title='O Receber está no Dar'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4778171410177425283</id><published>2010-10-05T14:05:00.001+01:00</published><updated>2010-10-05T14:07:26.883+01:00</updated><title type='text'>A Crise Mental</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para muitos de nós&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a vida é controlada pelos nossos pensamentos relacionados com o trabalho e o dinheiro. Mas se os nossos pensamentos forem claros, como é que o trabalho ou o dinheiro podem ser um problema? Tudo o que precisamos de mudar são os nossos pensamentos. Em realidade os nossos pensamentos é tudo o que podemos mudar. E isto é o que há de bom na nossa vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dá a ti mesmo um momento para desistir de ter razão e suspende tudo aquilo em que acreditas&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;relacionado com trabalho e dinheiro. Suspende as tuas crenças por alguns minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tu queres dinheiro porque te ensinaram que precisas dele para comprar a tua felicidade. Mas apenas podes encontrar a felicidade dentro de ti, nos teus pensamentos. Ao questionares a tua vida irás descobrir que o dinheiro não é assim tão importante. Deixas de te identificar com a quantidade de dinheiro presente na tua vida, desligas-te da necessidade de ter dinheiro. E quando te desligares desta necessidade o dinheiro só pode aparecer na tua vida. É uma das leis incontornáveis da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Muitas pessoas acreditam que o medo e o stress é o que lhes trará dinheiro. Porque outro motivo andariam tão stressadas? Medo de perder o emprego, medo de ficar sem sustento, medo de ser abandonado. O medo impulsiona tudo o que fazem. E garantem assim o seu sofrimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas será verdade que precisas de dinheiro? Quem é que serias sem dinheiro? Quem é que serias sem o teu trabalho? Estas são questões que podem assustar, mas que nos libertam do medo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem é que tu serias se nunca acreditasses que precisas de um trabalho e de dinheiro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O teu trabalho nesta realidade é só um: utilizar o teu emprego para julgar, criticar, investigar e conhecer-te. O teu emprego primário é só um: estar grato por quem tu és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acredito que nesta vida só há três tipos de assuntos: os meus, os dos outros e os de Deus. O dinheiro é um assunto de Deus e dos outros. Os meus pensamentos são um assunto meu. Isto é realidade. Se acreditas que controlas o teu salário ou o teu emprego, irás criar stress. O stress surge sempre a partir de um pensamento que é mentira. Será que ainda não conseguiste ver que não tens qualquer controlo sobre os teus rendimentos? Mas podes controlar os teus pensamentos. Questionando-os.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tu podes acreditar que a tua vida seria muito melhor se tivesses um carro novo, ou um vestido novo, ou uma casa nova, ou um curso novo. Acreditas nisto porque te colas à ideia de uma história. O que diria a tua história se tivesses mais dinheiro? Que não és um falhado? Que sabes providenciar para a tua família? O que quer que seja que tenhas irá significar coisas diferentes para cada ser humano, dependendo da sua história. Tu vais na rua, a conduzir um Ferrari e alguém pensa “Uau! Que carro!”, enquanto outra pessoa pensa “Exibicionista! Quem andará a roubar?” e outra pessoa ainda irá pensar “Ganhou o euromilhões!” – cada pessoa irá pensar de acordo com a sua história. Mas qual é a tua história? Um carro é um carro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O problema surge quando nos agarramos ao significado de algo. Conceitos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós não ficamos agarrados a coisas, mas aos pensamentos acerca das coisas. Eu agarro-me à história do meu carro. “É bonito. Leva-me para o trabalho.” “É velho e está acabado.” “Sinto-me uma estrela no meu carro.” “O que pensarão os meus pais quando me virem neste carro?” Mas sem uma história, um carro é um carro. E posso ir para o trabalho no carro, no autocarro ou a pé. Não deixo de ser quem sou por causa do carro. A realidade é que podes ter um carro, entras nele e conduzes até ao trabalho. Ou não tens um carro e entras num autocarro para ir ao trabalho. A mentira está na história que contamos acerca do carro e do que significa para nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Muitas vezes já admirei as manhãs frias de inverno, em que os passarinhos chilreiam. Se o coração dos passarinhos pode cantar numa manhã gelada e sem alimento, poderias permitir que o teu coração cante neste momento? Claro que se tivesses mais dinheiro seria mais fácil. Mas poderias deixar o teu coração cantar sem te agarrar à história de precisar de mais dinheiro? A canção não significa que tens ou não dinheiro. Significa que estás vivo e não estás agarrado a uma história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem é que tu serias se nunca acreditasses na história de que precisas mais dinheiro? Sem este pensamento, como te sentirias?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acreditas mesmo que o dinheiro te dá mais? Nunca. Os teus pensamentos é que te dão mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Experimenta este exercício: escreve um pensamento que te cause stress sobre o dinheiro. Alguns exemplos: “Preciso de mais dinheiro”, “Nunca tenho dinheiro suficiente para o que preciso”, “O dinheiro é necessário para viver.” Estes são pensamentos que causam stress. Agora substitui a palavra dinheiro nesse pensamento por “tempo” ou “amor” ou “saúde” ou “amizade” ou “alegria” ou “vitalidade”... E o pensamento continuará a ser válido (pelo menos até o questionares). E tudo não passa de conceitos na mente. E quando questionados, descobrimos que são todos mentiras que contamos a nós mesmos tantas vezes que acreditamos neles.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha experiência ensinou-me que tenho sempre o dinheiro que preciso. Porque é o dinheiro que tenho. Nem mais um cêntimo. Nunca irei ter mais dinheiro do que aquele que tenho. Pensar que deveria ter mais é a causa de sofrimento. O carro novo? A casa nova? A relação nova? Conceitos por questionar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em determinada altura da minha vida vivi alguns dias debaixo de um viaduto, em Londres. Sem dinheiro. Descobri que pior do que viver na rua era acreditar que não deveria viver na rua. A realidade é que vivia na rua. O pensamento de que não deveria ser assim era a causa do meu sofrimento. Ainda estou vivo. A experiência foi má? Apenas posso dizer que poderia passar novamente pela experiência e iria sentir-me em paz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao terceiro dia de viver na rua acordei a rir-me de mim. Estava louco. Descobri que estava louco ao sofrer por querer viver numa casa quando estava a viver na rua. E se estava a viver na rua era porque precisava de viver na rua. Pelo simples facto de ser essa a realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se é bom ou mau viver na rua depende apenas de certos conceitos. Por ter vivido na rua aprendi que nunca estamos sós. Descobri que há pessoas capazes de dar sem esperar receber de volta. Aprendi que não temos qualquer necessidade para além do ar que respiramos. Aprendi ainda que quando estou só e me sinto mal estou em muito má companhia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Os nossos problemas nunca são a realidade, aquilo que está a acontecer, mas apenas acreditarmos que a realidade deveria ser diferente daquilo que é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se neste momento tens dificuldades financeiras aprecia o momento. O que há de belo na tua vida, neste momento? De que te estás a esquecer e que pode deixar o teu coração a cantar? Começa por cantar a realidade de que estás vivo. E de que tens um coração. E de que consegues ler estas palavras. E de que algures há alguém a pensar em ti. E que neste preciso momento tens tudo o que precisas para estar vivo. Se assim não fosse, não estarias vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E à medida que permites que o teu coração cante, desiste da necessidade de ter mais dinheiro. Não imponhas os teus conceitos à realidade, garanto-te que não funciona. Se tens dificuldades financeiras é porque precisas de as ter. Há lições para ti nesta situação. Pergunta-te a ti mesmo quais os benefícios reais para ti devido a esta realidade? Observa-te.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Aprende a escutar a canção do teu coração. Em vez de acreditares no que pensas estar errado, abre os braços à vida tal como se apresenta. Afirma a ti mesmo “Eu quero ter a experiência de não ter o dinheiro suficiente para viver!” – e fá-lo com integridade e honestidade. Observa o que vai acontecer nos próximos dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só te posso falar da minha experiência. Nunca temos mais dinheiro do que aquele que temos. E quando nos alinhamos com a realidade, o milagre é a realidade mudar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Já agora, onde está a crise? Queres acreditar que está fora de ti? Bem-vindo ao inferno. Mas se fores suficientemente honesto e afirmares que a crise está dentro de ti, meu Deus, as mudanças que irás observar na tua vida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A crise está em pensamentos que negam a realidade. Pensamentos que dizem que os outros deveriam ser diferentes de quem são. Pensamentos que dizem que quando tiveres mais sentir-te-ás melhor. Pensamentos que dizem que os outros não sabem e tu sabes. Pensamentos que te causam stress. Cada pensamento que te causa stress é uma mentira. Mas só 100% das vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pega numa folha e papel e escreve cinquenta coisas boas na tua vida neste momento. Podes começar pelo teu coração que bate sem teres que pensar nele. E depois ouve o teu coração cantar. De gratidão para com a vida, tal como é em vez de como não é.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4778171410177425283?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4778171410177425283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/crise-mental.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4778171410177425283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4778171410177425283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/10/crise-mental.html' title='A Crise Mental'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8068145087012584828</id><published>2010-09-23T11:37:00.002+01:00</published><updated>2010-09-23T11:41:26.227+01:00</updated><title type='text'>O parodoxo espiritual</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nos vários cursos de Educação Emocional que já ofereci encontro com bastante frequência um mesmo problema: a aceitação do corpo físico tal como ele é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As pessoas sentem um desejo enorme de se tornarem mais espirituais, mas têm uma enorme dificuldade em abraçar o seu corpo, em dar-lhe carinho, mimos, amor incondicional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O nosso corpo físico representa um terço de quem somos: corpo, mente e alma. O corpo é o nosso aspecto mais denso e o que está mais ligado à realidade física.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Pela minha experiência é impossível sentirmos a ligação ao eterno e divino em nós enquanto não fizermos as pazes com o nosso corpo físico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A maioria das pessoas é espiritual dentro da cabeça. Nunca tiveram a experiência espiritual através do coração, dos sentidos. Aquela experiência em que o amor dentro do coração é tanto que apenas nos resta chorar. Hoje sei que este chorar deve-se a que o Amor queima tudo aquilo que não é. Na experiência espiritual tudo o que não somos é queimado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como sei que tive já a experiência da minha espiritualidade? Quando estou em paz num mundo conturbado. Quando deixo de incluir no meu vocabulário todos os “devias”, “precisas de” e “tens que”. Quando o meu desejo de mudar o mundo desaparece e apenas me vou mudando aos poucos. Amando cada pedaço de mim, e depois cada pedaço dos outros. Vendo-me em todos à minha volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas este é um processo do coração e nunca da mente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Recordo-me das palavras de Neale Donald Walsch: Só ouvirás a voz de Deus quando deixares de acreditar que já a ouviste. Só conhecerás a Deus quando deixares de acreditar que O conheces. Só serás tu mesmo quando deixares de acreditar que sabes quem és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O nosso corpo é perfeito. Sempre. Mas enquanto eu olhar para o meu corpo e vir imperfeições, enquanto quiser que ele seja diferente, estarei em guerra com uma parte de quem sou. Num ambiente de guerra é impossível evoluir para além dos aspectos mais primitivos do ser humano: o amor condicionado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Toda a gente apregoa o amor incondicional. Mas são poucos os que o praticam. Ainda esta manhã apanhei-me a julgar a minha irmã. E depois levei com as projecções encima de mim! Ao pensar que a minha irmã é uma ditadora, o que estava a pensar em realidade é que eu gostaria de ditar como ela deveria ser (e lá vem mais um “deverias”). Ninguém nos ensina mais do que aqueles que nos magoam. Mas só 100% das vezes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A forma mais rápida de conseguir a paz dentro de nós é invertendo tudo o que pensamos dos outros e dirigi-lo a nós. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Os americanos só estão bem a fazer guerra / eu só estou bem a fazer guerra (sobretudo na minha cabeça, contra os americanos);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Os meus pais são sofredores natos, sempre doentes / eu sou um sofredor nato, sempre doente (sobretudo na minha cabeça, quando me dedico a focar a atenção nas doenças dos meus pais em vez de viver a vida);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O meu vizinho é arrogante e um chato / eu sou um arrogante e um chato (sobretudo ao julgar-me superior ao meu vizinho e ao falar dele a terceiros);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não tenho amigos e sinto-me só / não sou meu amigo (principalmente quando me sinto só na minha companhia);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Devia perder peso, estou gordo / devia perder pensamentos, sou um obeso mental (sobretudo na forma como trato o meu corpo);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Odeio as pessoas teimosas e que querem ter sempre razão / odeio-me quando sou teimoso e quero ter sempre razão (esta é deliciosa: um teimoso só o é na presença de outro, e quando afirmo que os outros não têm razão o que estou a afirmar é que eu é que tenho razão!);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este é um processo delicioso de libertação do ego. Nem sempre fácil. Mas sei apenas que tudo o que penso dos outros é de mim que estou a falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E voltamos ao corpo. Se eu tiver problemas com a parte de mim que é a mais presente no meu dia-a-dia, como posso ter paz com as restantes partes? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este foi o principal motivo que me levou a criar o pequeno curso de Massagem Psico-sensual. Uma forma de fazermos as pazes uma vez por todas com o nosso corpo. E quando somos capazes de amar todo o nosso corpo, sentimo-nos bem na presença de quem quer que seja. E permitimos que outros nos dêem carinho e ternura, porque somos capazes de o fazer a nós mesmos e aos outros também. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É bom ter o meu corpo! Cada centímetro quadrado é maravilhoso e adorável. &lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8068145087012584828?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8068145087012584828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/09/o-parodoxo-espiritual.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8068145087012584828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8068145087012584828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/09/o-parodoxo-espiritual.html' title='O parodoxo espiritual'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-2573762183177549725</id><published>2010-09-08T15:29:00.000+01:00</published><updated>2010-09-08T15:30:08.126+01:00</updated><title type='text'>As Descobertas do Verão</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nos últimos três meses vivi imerso numa experiência radical: ver-me em tudo e todos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E não encontrei uma única excepção à regra: tudo o que pensava dos outros era de mim que estava a falar. Sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este é o poder das projecções e este é o motivo das guerras. Eu só consigo ver nos outros o que já está em mim, literalmente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguns exemplos, que talvez o possam ajudar a si também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A minha mãe é uma queixinhas. (Em realidade ela é quem é, mas eu é que me estou sempre a queixar dela);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O meu vizinho é teimoso. (Em realidade ele é quem é, só quando eu teimo com ele é que ele se torna teimoso. Quem é o teimoso?);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A minha amiga L quer ter sempre razão. (E eu, ao não lhe dar razão, estou a agarrar-me à minha “razão”... Quem é que quer mesmo ter sempre razão?);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A minha vizinha é infiel ao marido. (E eu, infiel a mim mesmo, não me respeitando quando digo “sim” e quero dizer “não”);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O meu trabalho ao longo destes três meses foi estar atento ao que pensava sobre os outros e depois inverter os pensamentos de forma a ser eu o sujeito. E conseguia encontrar sempre a verdade de cada inversão. Por vezes doía. Por vezes deixava-me angustiado. Mas no final destes três meses posso dizer que encontrei uma paz de espírito que nunca imaginei ser possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outras coisas que aprendi: a defesa é o primeiro acto de guerra. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando alguém me acusa de algo, deve ter os seus motivos para fazer a acusação. Mas ao defender-me estou a entrar em conflito com o outro. Alguém acusou-me de ter a mania de saber as respostas a tudo. Ouvi a sua acusação. Ponderei o que me dizia e descobri que era verdade. Agradeci. O nosso problema é o querermos ter sempre razão, quando raramente a temos. O problema é que avançamos pela vida a não nos respeitarmos, a não nos amarmos, e depois esperamos que os outros nos respeitem e nos amem. Não vai acontecer nunca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há feridas profundas na nossa alma e em vez de as curarmos tentamos encontrar pensos rápidos que acalmem a dor. Uma relação extra-conjugal, um chocolate, um filme, uns boatos sobre alguém que mal conhecemos, a televisão, comida em excesso... Tudo formas de colmatar a dor na nossa alma e, ao mesmo tempo, querer ter razão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Agora aprendi. Quando alguém me acusa de algo faço questão de repetir a acusação. Vou dentro de mim. Procuro a verdade. E quando a encontro agradeço ao outro o ter-me mostrado algo que ainda tinha para corrigir em mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Isto levou-me a outra descoberta: os insultos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um insulto é algo que dizem sobre nós e que nós temos medo que descubram por ser verdade. Ninguém quer ser rotulado de burro. Mas já todos fizemos burrices. Ninguém quer ser rotulado de mentiroso, mas já todos mentimos. Ninguém quer rotulado de palerma, mas já todos fizemos palermices. Se alguém me chamar estúpido não levo a peito. É verdade. Já fiz muita coisa estúpida na vida. E quando sou capaz de assumir todas as minhas imperfeições fico em paz. As palavras dos outros não me afectam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outra descoberta: eu vou ser para ti quem tu quiseres que eu seja. Sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Cada um de nós vive dentro de uma história. Nessa história o mundo é feito de pessoas boas e más, egoístas e altruístas, simpáticas e antipáticas. E se eu procurar alguém para me confirmar que no mundo há pessoas burras, irei ver burrice em ti, independentemente do que digas ou faças. Eu escrevo estas palavras e se na tua história há pessoas que só dizem disparates, irás ver aqui um grande disparate. E terás razão. Confirmas a tua história. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outra descoberta: a vida irá dar-me de volta o que eu projecto a partir do meu interior. Sempre. O problema é que o processo é todo ele inconsciente. Como é que sei o que ando a projectar? Observando as pessoas à minha volta. Que tipo de pessoas fazem parte da minha vida? É isso o que eu ando a projectar. Então começo a projectar conscientemente o que quero observar. Amor é um bom começo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Outra descoberta: não há pessoas más, apenas desconhecedoras da realidade. Cada ser humano só pode fazer aos outros o que acreditar ser o melhor. Claro que aquilo que eu considero melhor para mim não é necessariamente o melhor para os outros. Esta deu-me cabo dos neurónios durante dias a fio. Mas a realidade é que se víssemos todos os outros como pedaços de quem nós somos, alguma vez teríamos a coragem de os criticar, deitar abaixo, envenenar?... Não creio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O primeiro passo para a cura de qualquer problema é ser útil aos outros. Quando sou útil aos outros esqueço os meus problemas. E quando esqueço os meus problemas há um Poder Maior que os resolve. Claro que o meu ego irá querer ditar a forma como os meus problemas se resolvem. Isto significa não acreditar num Universo Amigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ainda outra descoberta: não sou responsável pelos pensamentos que rodopiam na minha cabeça. Os pensamentos surgem, simplesmente. E um pensamento dá origem a muitos outros idênticos. É função da mente/ego confirmar cada pensamento. Então, quando eu penso que o meu colega é estúpido, a mente irá procurar todas as situações que confirmem este pensamento. A única forma de parar esta tortura é questionando os meus pensamentos, tornando-me observador de mim mesmo. Penso “O Carlos é um idiota”. Ok, será que isto é verdade? E como é que me sinto quando tenho este pensamento e estou com o Carlos? Como é que o trato, quando tenho este pensamento? E sem este pensamento, como é que me sinto? E depois, claro, dou a volta ao pensamento original: “Eu sou um idiota” (sobretudo por não me permitir ver a totalidade do Carlos e reduzi-lo a uma única qualidade!).&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Se quiser mergulhar a fundo nos seus pensamentos, aprenda com a Byron Katie (&lt;a href="http://www.thework.com"&gt;www.thework.com&lt;/a&gt;). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E agora sei que é verdade: eu não estou no mundo, o mundo está em mim. Obrigado, Krishnamurti.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-2573762183177549725?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/2573762183177549725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/09/as-descobertas-do-verao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2573762183177549725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/2573762183177549725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/09/as-descobertas-do-verao.html' title='As Descobertas do Verão'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8390805050312008234</id><published>2010-06-01T11:20:00.001+01:00</published><updated>2010-06-01T11:20:50.577+01:00</updated><title type='text'>As Desculpas</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por que motivo as pessoas, depois de muito lerem e aprenderem, depois de muitos seminários e workshops, continuam a ter as mesmas experiências, as mesmas situações, os mesmos relacionamentos e problemas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez porque nunca ninguém lhes tenha dito que têm que olhar para as suas feridas, as suas mágoas, as mil e uma maneiras que arranjam para se violarem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para cada insucesso na nossa vida temos uma série de desculpas que nos justificam e acalmam o nosso ego. Fazem-nos esquecer momentaneamente que só nós somos responsáveis por tudo o que nos acontece.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nos próximos dias pedia-lhe para escrever cinco objectivos que gostaria de atingir e debaixo de cada objectivo escreva pelo menos 5 desculpas que lhe mostrem porque ainda não conseguiu atingir cada um deles. Permita-se ser brutalmente honesto consigo mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deixo-lhe um exemplo meu: durante anos vivi só e sempre que começava uma relação íntima tratava de me sabotar para que a mesma tivesse uma curta duração. O meu objectivo era partilhar a minha vida íntima com alguém especial. As desculpas porque não estava a viver numa relação amorosa:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Se me entregar completamente irei sair ferido;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não tenho tempo para uma vida íntima;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A vida a dois dá muito trabalho;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Vou ter que desistir de algumas das coisas que gosto de fazer sozinho;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Se estiver numa relação perderei controlo sobre parte da minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estas eram algumas das desculpas. Depois de ver as desculpas, descubra quais as crenças por detrás das desculpas. Quais as crenças que tenho nesta área da minha vida? No fundo, e devido à minha experiência em criança, acreditava que as pessoas que nos amam são também as que mais nos magoam. E ninguém quer ser magoado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O processo seguinte é amar a parte de nós que deserdámos e rejeitámos. No meu caso foi preciso amar a parte de mim que se sentia magoada. Amar o Emídio Magoado. Sentir compaixão pelo Emídio que é magoado não foi fácil. Não o foi porque este era um aspecto que eu tinha rejeitado e não queria que voltasse a ter vida. Só que aquilo a que resistimos, aquilo que não queremos ser, não só persiste como não nos deixa ser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A compaixão é um sentimento nobre e, ao mesmo tempo, simples: amar tudo tal como é. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para poder ultrapassar as minhas desculpas tive que passar algum tempo a amar o Emídio Coitadinho, o Emídio Magoado, o Emídio que mentia para agradar, o Emídio que tinha medo de perder, o Emídio Invejoso, o Emídio Cruel, o Emídio sem qualquer controlo sobre a sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como podemos nós viver plenamente quando rejeitamos tantos aspectos de nós? Como pode alguém amar-nos quando nós não nos amamos a nós mesmos? Como podemos ser belos e magníficos quando gastamos tanta energia a negar aspectos de nós presentes na nossa alma?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É fácil amarmos quem somos quando somos alegres, ajudamos outros, somos úteis, gostamos do que fazemos. É fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas como amar-nos quando passam por nós pensamentos de egoísmo, inveja, medo, culpa, vergonha? Só que enquanto não amarmos estes aspectos eles irão aparecer continuamente na nossa vida. Iremos atrair as pessoas que nos mostrem estes aspectos deserdados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O mais difícil de amar é a vergonha. Fomos envergonhados ainda crianças. E essa vergonha impede-nos de sermos autênticos. E a pessoa que for capaz de afirmar que não possui uma carga emocional de vergonha está em negação. E para o próximo ano irá fazer mais um workshop, mais um livro de auto-ajuda. Irá acreditar que algures no futuro encontra-se o amor da sua vida. O futuro não existe. Só o presente. E no presente, seria capaz de sentir compaixão pela parte de si que sente vergonha? A parte de si que foi envergonhada e a quem foi dito “tu não mereces existir”? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Que tal começar o seu dia com uma simples questão? O que posso fazer hoje que me mostre que me amo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As nossas crenças, aquelas que nos impedem de amarmos a totalidade da nossa vida, são paredes invisíveis que nos separam dos nossos sonhos. E têm como finalidade impedir-nos de ver e sarar as nossas feridas emocionais. Por detrás de cada crença negativa há uma ferida emocional à espera de ser sarada, amada e abraçada. E só depois podemos avançar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Passei alguns dias com a Debbie Ford em Londres. Uma das crenças que eu ainda tinha relacionada com dinheiro era “o dinheiro entra facilmente na minha vida, e desaparece ainda mais facilmente”. Por detrás desta crença descobri uma ferida profunda de quando tinha 10 anos: fazia parte de uma turma em que as outras crianças eram filhos de pessoas com muito dinheiro (na minha perspectiva, claro). Os meus colegas tinham sempre as roupas da moda, os brinquedos da moda, etc. E eu não. E isso magoava. O facto de sentir-me menos que os outros, inferior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para sarar esta ferida tive que abraçar e amar o Emídio Invejoso. Não é fácil. Comecei por abraçar a minha incapacidade de sentir o Emídio Invejoso. E eventualmente ele veio à superfície. Foi como um soco no estômago. Fiquei fisicamente doente. Chorei. Abracei-me a mim mesmo. Dei-me a ternura e o carinho que não tinha recebido durante algumas décadas. O Emídio Invejoso apenas queria ser amado por ser quem era. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É aqui que os milagres sucedem. Quando amamos os nossos aspectos rejeitados eles deixam de nos atacar, deixam de querer chamar a nossa atenção. E todas as pessoas invejosas que atraímos simplesmente mudam ou afastam-se. Quando nos permitimos iluminar a escuridão em nós libertamo-nos, tornamo-nos completos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E tu, estás preparado para abraçar o teu lado escuro? Estás preparado para abandonar por momentos o teu ego ferido e abraçar a totalidade que és? Estás preparado para abandonar as tuas desculpas e começar a amar a tua vida, tal como ela está agora? O amor é só isso: amar tudo tal como é, agora.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8390805050312008234?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8390805050312008234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/06/as-desculpas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8390805050312008234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8390805050312008234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/06/as-desculpas.html' title='As Desculpas'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6998671230501406609</id><published>2010-05-18T10:16:00.002+01:00</published><updated>2010-05-18T10:23:21.631+01:00</updated><title type='text'>Receita para fazer do mundo à tua volta o teu inimigo</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Guarda segredo&lt;/b&gt;&lt;b&gt;s&lt;/b&gt; – uma vida de segredos dá energia à sombra humana e aumenta o seu poder sobre a mente. Algumas das formas em que guardas segredos: negação, decepção deliberada, medo de te expores, condicionamentos provocados por uma família disfuncional, querer agradar compulsivamente os outros, não falar dos teus sentimentos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Alimenta sentimentos de culpa e vergonha&lt;/b&gt; – todos somos falíveis. Ninguém é perfeito. Mas se tu tens vergonha dos teus erros e sentes culpa em relação ás tuas imperfeições, a sombra em ti ganha poder.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aponta o dedo aos outros e a ti mesmo&lt;/b&gt; – se não encontrares uma forma de te libertar dos sentimentos de culpa e vergonha é muito fácil decidir que tu, ou os outros, mereces o que a vida te dá. Julgar os outros e a ti mesmo é a culpa com uma máscara para disfarçar a dor do ego.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Encontra alguém a quem culpar&lt;/b&gt; – uma vez que decidas que a tua dor interior é um assunto moral, irá ser-te muito fácil encontrar alguém a quem condenas por ser inferior a ti de alguma forma.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ignora as tuas fraquezas enquanto criticas os outros à tua volta&lt;/b&gt; – este é o processo da projecção, que muitas pessoas não compreendem muito bem. Sempre que estás com alguém e o que sentes são emoções negativas (ansiedade, nervosismo, irritação, desespero, raiva, medo, etc.) estás a projectar aspectos teus que há muito rejeitaste. Sempre que explicas uma situação como sendo um acto divino ou diabólico, estás a projectar. Quando afirmas que “os outros” são os maus e tu o “bom”, estás a projectar. Se acreditas que o problema são “os outros” estás a projectar o teu próprio medo em vez de o assumir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Cria a ilusão da separação&lt;/b&gt; – a partir do momento que separas o mundo em “nós” contra “eles”, irás automaticamente identificar-te com os “bons” enquanto os outros são os “maus”. Este isolamento cria um sentimento de medo e suspeita, os quais são ingredientes essenciais para o crescimento da sombra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Luta para manter o mal à distância&lt;/b&gt; – este último ingrediente é o necessário para acreditares que a maldade está por toda a parte. O que acontece em realidade é que tu, enquanto criador de toda esta ilusão, acreditas na ilusão que criaste. E assim a tua sombra ganha o poder suficiente para comandar a tua vida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Este processo é uma verdadeira espiral para baixo. Começamos por acreditar que temos que guardar segredos (desde o facto de alimentar um ódio para com o vizinho, até visitar sites pornográficos, todos têm segredos dos quais se envergonham). Estes segredos tornam-se numa fonte de vergonha e culpa. Entra em acção a auto-critica. Aqui torna-se muito difícil viver com quem somos, e então procuramos alguém a quem culpar. Este processo irá conduzir-nos à desilusão, isolamento e negação. Quando por fim deres por ti a lutar contra o pecado e a maldade, perdeste já há muito tempo a noção do facto básico que te salvaria: entraste neste processo de livre vontade ao fazer escolhas bastante simples. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para escapar a tudo isto só tens que fazer escolhas opostas ás iniciais:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l2 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Pára de projectar;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l2 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Aceita Aquilo Que É e Deixa Partir;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l2 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Desiste de te julgar e julgar os outros;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l2 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Recria o teu corpo emocional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A parte mais difícil é saber quando estamos a projectar. Algumas pistas:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Atitude de superioridade&lt;/b&gt; – afirmações que dizem que és melhor que os outros. Acreditar que a tua opinião é a única válida. Comparar-te com outros que estão na vida em pior situação que tu;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Sentimento de injustiça&lt;/b&gt; – queixares-te das coisas “más” que apenas te acontecem a ti. Sentir que não mereces aquilo que alguém disse de ti. Falar mal de alguém, segundo a tua perspectiva, e que magoou outros;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Arrogância&lt;/b&gt; – sentir-te tão acima de alguém que nem vale a pena pensar nessa pessoa. Irritar-te com a presença de outra pessoa;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Necessidade de te defenderes&lt;/b&gt; – acreditas que os outros te querem atacar. Ignoras o que outros dizem. Não consegues ouvir o que é dito, preferindo ouvir aquilo que não é dito, lendo nas entrelinhas;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Culpa&lt;/b&gt; – a atitude de “eu não fiz nada, foi-me feito.”Apontar o dedo e responsabilizar outros pela tua vida;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Colocar outros num pedestal&lt;/b&gt; – aceitar cada palavra proferida por um superior hierárquico como sendo a palavra única e verdadeira. Admirar alguém ao ponto de não conseguir ver os seus defeitos e apenas virtudes;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Preconceito&lt;/b&gt; – quando acreditas, por exemplo, que “os ciganos são todos iguais” ou “os árabes são perigosos”. Quando tens medo dos negros porque podem roubar-te;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Inveja&lt;/b&gt; – quando na tua mente passam pensamentos que dizem que o teu companheiro anda a trair-te. Ris-te quando alguém tropeça. Cobiças o emprego de um amigo;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Paranóia&lt;/b&gt; – ao acreditares em teorias de conspiração. “Eles andam aí”!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando te deparas com uma destas atitudes podes ter a certeza que há um sentimento inconsciente escondido na sombra e o qual não queres enfrentar. Deixo aqui alguns exemplos:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Superioridade&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento que tens de que és um falhado ou de que outros te rejeitariam se soubessem quem tu és de verdade;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Injustiça&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento de pecado, ou a sensação que és sempre tu o culpado;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Arrogância&lt;/b&gt; – disfarça a raiva contida, e por detrás dessa raiva esconde-se uma dor profunda;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Estar na defesa&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento de que não mereces, de que és fraco. A menos que te defendas dos outros, irás atacar-te a ti mesmo;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Culpa&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento de que estás em falta para contigo e deverias ter vergonha por isso;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Colocar alguém num pedestal&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento que és fraco, uma criança desamparada que precisa de protecção e segurança;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Preconceito&lt;/b&gt; – disfarça o sentimento de inferioridade e merecer ser rejeitado;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Inveja&lt;/b&gt; – disfarça os teus impulsos para tudo o que é proibido ou mal visto pela sociedade, ou a sensação de uma sexualidade doentia;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Paranóia&lt;/b&gt; – disfarça uma ansiedade profunda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Krishnamurti disse algo de intemporal e em que acredito profundamente: “Tu não estás no mundo, o mundo está em ti.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por este motivo é que faço este trabalho da sombra humana. Em cada seminário em que alguém consegue curar as suas feridas e abraçar a sua sombra eu sei que um pedaço de quem eu sou foi curado. Não há um “tu” e um “eu”. Há um “nós”. Se num seminário vejo alguém arrogante tenho que me perguntar “de que maneira sou arrogante”? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Escrever num caderno tudo o que criticamos nos outros e nos afecta e descobrir depois de que maneira somos iguais é o primeiro passo para sarar as feridas da nossa alma.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6998671230501406609?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6998671230501406609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/05/receita-para-fazer-do-mundo-tua-volta-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6998671230501406609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6998671230501406609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/05/receita-para-fazer-do-mundo-tua-volta-o.html' title='Receita para fazer do mundo à tua volta o teu inimigo'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-3419305004292424345</id><published>2010-04-22T11:13:00.000+01:00</published><updated>2010-04-22T11:14:40.013+01:00</updated><title type='text'>Coitadinho de mim...</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Todos nós, sem excepção, aprendemos na infância a ser coitadinhos. Os adultos à nossa volta mostraram-nos, de maneiras mais ou menos subtis, que não somos merecedores de amor, ou não somos importantes, ou não prestamos, ou não somos capazes, ou somos estúpidos. Como isto foi incutido à criança ainda antes desta ter desenvolvido filtros que lhe permitissem discernir o que lhe era dito ou feito, cresceu a acreditar num destes temas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qual é o tema da sua história de coitadinho? Se os seus relacionamentos costumam ser um fracasso, aprendeu que não é merecedor de ser amado. Se tem problemas no trabalho, aprendeu que não presta ou não é capaz. Se não é capaz de ser ouvido pelos outros, aprendeu que não é importante. E se não é capaz de se respeitar, permitindo que outros abusem de si de muitas maneiras, aprendeu que não é especial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É isto o que se esconde na nossa sombra. Uma história de coitadinho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não quero aqui culpabilizar os nossos pais: eles fizeram o melhor que sabiam. Eles aprenderam a amar com os pais deles, que por sua vez aprenderam com os seus pais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como é que eu sei que estou dentro da minha história que afirma ser eu um coitadinho? Prestando atenção ás minhas emoções. Sentimentos de ansiedade, tristeza, revolta, ira, mágoa, desalento, insatisfação, cansaço, desprezo, angústia, preocupação, são indicadores precisos que me informam estar a viver dentro de uma história que afirma peremptoriamente: “coitadinho de mim! Se ao menos...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É importante não esquecer que é ok ter estes sentimentos. É perfeitamente normal, e saudável, sentir tristeza quando uma relação chega&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;ao fim ou um ente querido parte. É perfeitamente normal sentir revolta quando assistimos a actos de injustiça. O problema é quando nos mantemos presos a esses sentimentos. Quando meses depois de uma separação ainda sentimos mágoa, ou revolta, ou ansiedade. Quando um ano depois de um colega de trabalho nos ter criticado ainda recordamos as palavras. Isto é viver dentro de uma história de coitadinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esta história é sempre limitadora. Impede-nos de abraçar a totalidade que somos. Leva-nos a julgar os outros e a definir o que é certo e errado, de acordo com os nossos padrões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um dos aspectos mais importantes desta história de coitadinho é a auto-sabotagem que praticamos diariamente. Quando sabemos que podíamos ser mais e fazer mais, mas em vez disso dedicamo-nos a desculpar-nos e justificar-nos. Ou quando nos dedicamos ás queixinhas. A pessoa queixinhas vive dentro de uma história muito limitadora que afirma que não tem poder para mudar, não é capaz de auto-controle e, sobretudo, sabe que o mundo é um lugar mau cheio de pessoas más.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando nos dedicamos a apontar o dedo, a desvalorizar outros, a reagir de maneira inapropriada. Estamos dentro da nossa história. Quando nos comparamos aos demais. Quando nos preocupamos com coisas que podem ou não acontecer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Gostaria de lhe pedir que se permitisse reflectir nisto:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No mundo há pessoas boas e pessoas más. No mundo há abundância e também pobreza. No mundo há justiça e injustiça. O mundo é um lugar dualista: nada existe sem o seu oposto. Noite precisa do dia da mesma forma que o quente precisa do frio. Alto e baixo, frente e verso, bom e mau. E saiba ainda isto: as pessoas mais “certinhas” são as que escondem maior escuridão. As pessoas mais moralistas são as que escondem mais falsidade. As pessoas que criticam continuamente os outros vivem num desassossego permanente. Sabe porque motivo algumas pessoas gostam de ver os noticiários na televisão? Dizem que é para se manterem informados. Mentira. Vêem os noticiários para se comparar e apaziguar um sentimento de culpa que os invade. O facto de eu desperdiçar tempo a visitar sites pornográficos na net é irrelevante comparado com o sujeito que foi preso ontem por ter violado uma mulher. O facto de eu dedicar tempo a falar mal de um colega não é nada comparado com o político que insulta outro em plena Assembleia da República. O eu tirar canetas ou papel do escritório não representa nada em relação ao desgraçado que foi apanhado a roubar um banco. As minhas vergonhas não são nada comparadas com aquilo que vejo nos noticiários!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só que isto não é verdade. Existe em nós um circuito neuronal de integridade. E sempre que atentamos contra a nossa integridade, criticando e julgando outros ou tirando aquilo que não é nosso, ou roubando tempo aos outros, este circuito de integridade entra em conflito. E pagamos caro por isso. Inconscientemente iremos procurar formas de nos punir. Através de relacionamentos ocos, de perdas financeiras, doenças, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como podemos sair das nossas histórias de coitadinhos? Regras básicas:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Respeitar-me em tudo o que faço;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Respeitar os outros (significa não fazer juízos de valor sobre outros);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Ter a humildade de calçar os sapatos do outro (daquele a quem apontamos o dedo);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Parar de ver a maldade alheia e observar as maneiras em que sou mau para comigo;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sorrir, independentemente do que sucede à minha volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A nossa incongruência reside no facto de apesar de estarmos a viver numa história de coitadinho, comportamo-nos como se fossemos o centro do universo. Convençamo-nos de uma vez por todas que o mundo continuará a movimentar-se mesmo depois de morrermos. O mundo não pára só porque nós estamos tristes ou ansiosos ou doentes. Nada é assim tão importante. Literalmente. Mas comportamo-nos como se a nossa vida dependesse de termos razão o tempo inteiro, quando em realidade raras vezes a temos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Temos ainda que assumir que a única pessoa que podemos controlar e mudar somos nós mesmos. Nunca mudaremos quem quer que seja com uma critica. Nunca mudaremos quem quer que seja só porque lhe dizemos umas “verdades” (regra geral a nossa verdade pessoal). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se temos problemas com alguém, a melhor solução é perguntar-nos: o que esta pessoa me está a pedir? E dar o que a outra pessoa pede.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vejo isto com muitos professores. Querem alunos bem comportados e cumpridores. Mas os próprios professores comportam-se pessimamente em relação a eles próprios. Desrespeitam-se continuamente. São incongruentes, julgam e criticam sem pensar duas vezes. Nas suas cabeças há um caos aterrador de pensamentos carregados de ira, revolta, mágoa, desprezo. E depois querem ter razão. Acredito que os professores com alunos “problemáticos” nada mais fazem do que projectar o seu “problematismo” sobre os alunos. E enquanto não aceitarem que os alunos apenas lhes mostram o que andam a fazer a eles mesmos, nunca terão alunos como desejam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É anedótico ver um professor a exigir respeito a um aluno. Fá-lo com prepotência e uma autoridade que não é reconhecida. Eu jamais conseguirei que outros me respeitem enquanto eu não me respeitar a mim mesmo primeiro. Se quero uma sala de aula atenta tenho que primeiro procurar o silêncio e calma dentro de mim. Pedia aos professores que da próxima vez que estiverem frente a uma turma barulhenta se observem a eles mesmos. Observem o ruído mental nas suas cabeças.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este é um dos motivos porque temos cada vez mais crianças e adolescentes rebeldes, maus, irados. Eles estão a mostrar-nos a revolta que vai dentro de nós, a ira que sentimos pelas injustiças cometidas contra nós por governantes prepotentes. E nada fazemos em relação a esta situação, excepto criticar. E os adolescentes mostram-nos a nossa raiva. Claro que isto é apenas a minha opinião, sem qualquer valor para além do que decidir atribuir-lhe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Seria arrogância da minha parte acreditar que sou capaz de mudar quem quer que seja. Nunca irá acontecer. Mas posso mudar-me a mim. O que estará a pedir um aluno irrequieto ou mal-educado? “Aceita-me como sou!”. Aceita-me por ser uma criança que se sente abandonada, julgada, criticada. Uma criança cujos pais não sabem dar amor. Uma criança cuja escola serve para simplesmente julgar no final de cada período. Os maus alunos estão a pedir aceitação, amor incondicional. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se se permitir parar de apontar o dedo e calçar os sapatos de outra pessoa irá descobrir que a pandemia que assola a humanidade é o auto-ódio, e o antídoto é o amor incondicional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tenho uma amiga, professora, que nunca teve problemas com os seus alunos. Sempre que lhe aparece um aluno “mau” ela escreve-lhe uma pequena carta. Basicamente diz-lhe que gosta dele, independentemente de ele ser bom ou mau, estudioso ou preguiçoso. Diz-lhe ainda que se ele alguma vez quiser conversar em privado ela está disponível. Ela sabe que o “mau” aluno apenas quer ser aceite, com todos os seus defeitos, vergonhas, culpas e medos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguma vez pensou porque motivo qualquer pessoa se rende ao sorriso de um bebé ou ao olhar de um cachorrinho? Porque nesse olhar não há qualquer juízo ou critica. O bebé e o cachorrinho, através do olhar, dizem-nos que é ok sermos quem somos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Continuando com a nossa história de coitadinho:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sabemos que estamos fora da nossa história quando nos sentimos alegres, de bem com o mundo, satisfeitos com o nosso trabalho, plenos, cheios de energia, com esperança num futuro melhor, animados, sem preocupações&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;e tranquilos. Provavelmente conseguimos permanecer fora das nossas histórias de coitadinhos durante alguns minutos por dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que pode fazer para sair da sua história:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Comece por observar os seus comportamentos, atitudes e pensamentos. Dentro das nossas histórias lutamos contra a realidade. Observamos algo e decidimos que não deveria ser assim. E lutamos contra aquilo que é. Um exemplo simples: vemos na rua alguém a deitar lixo para o chão e decidimos que é errado. Errado para quem? Definitivamente que não é errado para a pessoa que deita o lixo para o chão. Em vez de criticarmos esta atitude, aceitamos aquilo que é e fazemos o que podemos. Podemos falar com a pessoa, ou, mais simples ainda, pegar nesse lixo e deitar num recipiente apropriado. Sem conflito com a realidade. Isto não significa ser escravo dos outros nem andar a fazer o trabalho dos outros. Este tipo de pensamento rouba-nos muita energia. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando vejo alguém a deitar lixo ao chão fico grato pelo que vejo. Penso sempre “obrigado por me mostrares que ainda ando a atirar com lixo para cima de outros”. Depois observo-me, tento descobrir que lixo ainda carrego comigo. Talvez um pensamento que me diz que não sou capaz. Ou uma critica feroz contra um amigo. O pior lixo não é o que vemos nas ruas, é o lixo nas nossas mentes. Aqueles pensamentos que afirmam milhares de vezes ao dia que o mundo é um lugar perigoso, que as pessoas são más, que eu não mereço ser amado, que o meu corpo está mal. Isto é o verdadeiro lixo que polui a vida de cada um de nós. E enquanto não reciclarmos o lixo das nossas mentes será impossível eliminar o lixo que se acumula sobre este nosso glorioso planeta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Dentro das nossas histórias de coitadinho temos sempre razão, estamos certos e os outros são os maus da fita. Fora das nossas histórias sabemos que tudo é como deveria ser (pelo simples facto de ser assim). Fora das nossas histórias não precisamos que os outros mudem: mudamos nós. Fora das nossas histórias não levamos o comportamento dos outros a peito. Sabemos que cada um está a fazer o melhor que é capaz. E esse melhor pode não ser o melhor que nós queremos, mas nós não somos os directores gerais do universo nem os proprietários do planeta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em vez de criticar as pessoas que abandonam animais, porque não começar a criar um grupo de pessoas que possam acolher esses animais? Em vez de criticar o colega preguiçoso porque não começar a ver de que forma poderíamos ser nós no seu lugar, se tivéssemos a vida que ele tem? Em vez de esperar que os alunos me respeitem, porque não começar a respeitar-me a mim mesmo? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tive uma professora, que ainda hoje admiro, que parecia estar sempre bem. Mesmo quando o marido faleceu de cancro ou o filho foi atropelado e ficou em coma. Dizia-nos que tudo o que nos acontece são lições para aprendermos a ser o melhor que podemos ser. E dizia ainda outra coisa: num grupo, a pessoa que fala mais alto raramente tem razão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É uma opção que cada um pode fazer, constantemente. Prefere ver as nuvens no céu ou o lixo num passeio? Prefere sentir compaixão pela pessoa que sofre e com o seu sofrimento trata mal os outros, ou escolhe antes criticar essa pessoa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A realidade é que cada ser humano está a viver dentro de uma história limitadora. E eu não tenho o direito de julgar as histórias dos outros. Mas posso olhar para a minha história e começar a criar uma nova história. Uma história em que sou o melhor que sou capaz de ser. Uma história onde me amo e aceito cada desafio da vida como uma lição. Uma história em que paro a revolta em mim e amo incondicionalmente. Eu não tenho nem mais nem menos direitos que os outros. E, sobretudo, não tenho o direito de impingir a minha “verdade” sobre quem quer que seja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E esta é a minha verdade apenas. Ninguém tem que a aceitar. Ninguém tem que concordar com o que digo. Ninguém tem que refutar nada do que digo. Apenas eu tenho o poder para o fazer. E no fim do dia apenas tenho que me sentir bem comigo por saber que fiz o meu melhor. Chegar ao fim do dia e acariciar-me como se acaricia uma criança de dois anos, com muito carinho e amor, sem julgar. Porque eu mereço!&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-3419305004292424345?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/3419305004292424345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/coitadinho-de-mim.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3419305004292424345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/3419305004292424345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/coitadinho-de-mim.html' title='Coitadinho de mim...'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4423493759006695431</id><published>2010-04-15T13:32:00.000+01:00</published><updated>2010-04-15T13:33:08.955+01:00</updated><title type='text'>A voz do Medo e da Fé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: 12px; "&gt;Em qualquer situação em que nos encontremos iremos sempre ter a opção de ouvir a voz do nosso medo ou da nossa fé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: 12px; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo é aquela voz já bem conhecida que compara, julga e critica. Acredita que somos coitadinhos numa história em que nascemos para ser menos do que aquilo que somos. Esta voz agarra-se a qualquer evento, compara-o com situações do passado em que sofremos, e diz-nos que voltaremos a sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz da nossa fé é exactamente o oposto. Sabe que pode confiar na vida e que cada experiência é única e merecedora de existir. Não pede para que os outros mudem nem para que sejam diferentes. Aceita tudo o que está a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz do medo surge nos primeiros anos de vida, quando os adultos à nossa volta nos dizem que não podemos fazer ou ser algo. Quando, por palavras ou acções, nos é dito que não somos capazes, não merecemos, não importamos ou não sabemos. Quando nos dizem que somos maus ou feios. Quando nos mostram que não somos especiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E esta voz do medo irá infiltrar-se na nossa sombra e repetir-se nas nossas mentes a cada minuto da nossa vida. O diálogo desta voz é qualquer coisa como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Quem pensas tu que és? O que irão dizer de ti? Nunca conseguirás atingir esse objectivo! A idade não perdoa! Só fazes asneiras. Lá estás tu outra vez a deixar-te levar pelos outros! Tem cuidado, pode ser perigoso! Não confies nos outros, podem magoar-te. Já foste magoado antes, queres voltar a sê-lo? Por mais que te esforces, nunca és capaz de fazer as coisas bem feitas! Meu Deus, estás tão feia! Ninguém gosta de ti. Se ao menos tivesses dinheiro... Se ao menos o teu companheiro te compreendesse... Era bom poder ir de férias para um lugar bonito, mas não tens dinheiro nem amigos... Lá estás tu a cair novamente na mesma ratoeira! Essa dor é capaz de ser um cancro! Meu Deus, e se eu estiver com um problema de saúde grave?! Estás cada vez mais gorda e feia, como é que alguém pode gostar de ti?!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz da fé é diferente. É a voz que nos chega da nossa alma. Enche-nos de esperança e entusiasmo. Acredita em nós. Esta voz ouvimo-la menos vezes. O diálogo desta voz é qualquer coisa como:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tu és capaz! Arrisca, esta situação pode ser-te útil! Não desanimes! No passado magoaram-te mas isso não significa que te voltem a magoar. Tens já tanto na tua vida! Há tantas pessoas no mundo, irás certamente encontrar a pessoa ideal para uma relação íntima! Tu és corajoso e capaz! Vai em frente, não tens nada a perder! Os anos passam e a sabedoria aumenta! Tu sabes o que é melhor para ti!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A voz do medo deixa-nos com um aperto no peito, mal-estar, doentes. A voz da fé deixa-nos tranquilos, calmos, em paz com tudo e todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ser capaz de ouvir e identificar estas duas vozes faça o seguinte exercício:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comece por respirar calma e profundamente durante dois ou três minutos. E depois pense numa situação do seu passado que lhe foi dolorosa ou difícil. E ouça. O que lhe diz a vozinha dentro de si?... Como é que o deixa? O que sente? Esta é a voz do medo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense depois numa situação do passado em que se sentiu cheio de entusiasmo, excitado, feliz e de bem com a vida. E ouça. Que frases ouve? Como é que se sente? O que diz esta nova voz? Esta é a voz da fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a partir de agora, sempre que tiver que tomar uma decisão, vá dentro de si durante uns breves minutos. Ouça a voz da sua fé. Permita-se respeitar o que de mais sagrado há em si. E pergunte-se: se eu me permitisse respeitar-me, o que faria agora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boas escutas!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4423493759006695431?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4423493759006695431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/voz-do-medo-e-da-fe.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4423493759006695431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4423493759006695431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/voz-do-medo-e-da-fe.html' title='A voz do Medo e da Fé'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6345477149410829512</id><published>2010-04-03T23:12:00.000+01:00</published><updated>2010-04-03T23:13:04.716+01:00</updated><title type='text'>Nada é assim tão importante...</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como adultos um dos motivos principais porque sofremos prende-se directamente com a importância que damos a um qualquer evento. Não é o evento em si que nos provoca dor, é a importância que lhe atribuímos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em primeiro lugar tenho que definir o que é para mim importante. Realmente importante. Aquilo que é tão importante que sou capaz de dar a minha vida em troca. E não encontro nada. Tudo é passageiro na vida, incluindo a minha vida. Tudo na minha vida terá sempre um principio e um fim. O fim é igual para todos: a morte física. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se olhar para trás, para o passado, irá descobrir que todos os eventos importantes que provocaram sofrimento se encontram agora resolvidos. Sem excepções. Podem não ter ficado resolvidos como tu desejarias. Mas tu não és o centro do universo para decidir pelas vidas dos demais. E também não és mais inteligente que a própria Vida para saber qual teria sido o melhor resultado final. Mas posso garantir-te que o resultado final foi o mais apropriado. Porque sei isto? Porque foi o resultado que obtiveste. Não há argumentação alguma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em vez de olhar para uma situação do passado dolorosa e desejar que tivesse ocorrido de maneira diferente, que tal optar por querer aprender a lição encerrada nesse evento? O que poderias ter aprendido? Talvez a respeitar-te mais? A dizer a tua verdade? A amar incondicionalmente? A permitir que outros fossem quem foram? Se nos eventos dolorosos do passado houvesse um presente, uma lição para ti, qual seria? Quem és hoje graças a cada um desses eventos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez alguém mais forte, mais corajoso, mais atento ás suas necessidades, ou mais útil a outros que sofrem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tudo na vida tem apenas a importância que eu lhe atribuir. Eu prefiro atribuir importância a momentos onde vibro com a vida, onde sinto a presença do amor. O amor reflecte-se num raio de sol, numa gota de chuva, numa aragem, num pássaro que passo por cima da minha cabeça, no sorriso de uma criança, nas rugas de um idoso, num autocarro que me leva a qualquer lugar, no café que posso tomar com um amigo, no computador onde posso expressar os meus pensamentos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando uma relação íntima termina. Posso olhar para trás e sentir-me grato por ter partilhado a minha vida durante algum tempo com alguém (já pensou quantas pessoas nunca tiveram a experiência de partilhar um momento especial?), ou posso guardar um ressentimento perigoso por a outra pessoa não ter sido quem eu queria que fosse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Acredito que Deus, ou a Vida, nunca nos dá nada a menos que seja uma lição para a nossa evolução, algo para nos fazer crescer. Só a uma alma muito forte é concedida a aprendizagem presente na Noite Escura da Alma. Podemos aprender e seguir em frente. Ou podemos atribuir a cada evento tanta importância que nos perdemos nos nossos próprios pensamentos e esquecemo-nos de viver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos os dias milhões de seres humanos nascem. Todos os dias milhões de seres humanos morrem. Enquanto estamos aqui podemos sentir-nos gratos por cada experiência humana, ou podemos queixar-nos que a Vida é injusta. (Injusta para quem? Se tem comida para comer, água para beber, roupa para se agasalhar e um lugar onde dormir pode ter a certeza que possui já muitas mais bênçãos do que uma grande, grande parte da humanidade).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quer que o dia de amanhã seja melhor? Então repita este mantra: “Tudo só tem a importância que eu lhe atribuir – e nada é assim tão importante quanto eu acredito.” Depois sorria, um dia também vai morrer. Morra feliz por ter tido a experiência humana. Vale a pena!&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6345477149410829512?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6345477149410829512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/nada-e-assim-tao-importante.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6345477149410829512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6345477149410829512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/04/nada-e-assim-tao-importante.html' title='Nada é assim tão importante...'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6616727120246414343</id><published>2010-03-31T19:04:00.001+01:00</published><updated>2010-03-31T19:06:45.287+01:00</updated><title type='text'>Eu irei sempre fazer aos outros aquilo que me fizeram a mim.</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A menos que se torne consciente das suas feridas emocionais da infância, irá sempre fazer aos outros o que os seus pais lhe fizeram a si. Poderá não utilizar as mesmas “armas”. Talvez tenha sido abusado fisicamente, e como adulto opte pela agressão verbal. Ou pior ainda: a agressão passiva, em que se fecha num silêncio mortal à espera que os outros adivinhem o que lhe fizeram ou não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Recorde a sua infância e a forma como foi educado pelos seus pais. E veja como está a educar os seus filhos. Se os seus pais não lhe deram o amor que precisava, que amor está a dar aos seus filhos? Quando foi a última vez que disse a um filho: “amo-te por seres quem és”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez trate os seus filhos com muito amor. E talvez cause danos aos seus colegas, cônjuge ou patrão. Como trata as pessoas à sua volta? Como foi tratado em criança?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por vezes basta uma palavra do progenitor para que você passe o resto da vida a causar danos aos outros. Se na sua infância alguma vez o pai ou a mãe lhe apontaram o dedo e disseram que era burro, a quantas pessoas é que já apontou o dedo e decidiu que eram burras?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se sentiu rejeição ou abandono enquanto criança, quantas pessoas já abandonou? Quantas pessoas rejeitou? Que peso e medida utilizou para julgar alguém e decidir que merecia ser rejeitado? O seu peso e a sua medida, sem dúvida. Mesmo sabendo que você é completo na sua imperfeição, santo e pecador, decidiu que outros estavam abaixo de si.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando conseguir ver que a sua vergonha, culpa, medo, ressentimento, raiva e sentimentos de imperfeição estão presentes em todos à sua volta, como é que pode magoar outros? Antes de causar danos a alguém, espere três dias. Antes de abusar verbalmente, antes de apontar o dedo, antes de se queixar, antes de dizer da sua razão, aguarde três dias.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6616727120246414343?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6616727120246414343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/eu-irei-sempre-fazer-aos-outros-aquilo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6616727120246414343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6616727120246414343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/eu-irei-sempre-fazer-aos-outros-aquilo.html' title='Eu irei sempre fazer aos outros aquilo que me fizeram a mim.'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-5038681865575255608</id><published>2010-03-28T21:37:00.002+01:00</published><updated>2010-03-28T21:39:36.378+01:00</updated><title type='text'>A auto-sabotagem</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Hoje iremos ver as formas como criamos auto-sabotagem nas nossas vidas, impedindo-nos de avançar em direcção ao nosso propósito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;São vários os motivos porque nos dedicamos, consciente ou inconscientemente, à auto-sabotagem: sentimento de não merecer, culpar outros, medo de brilhar, ressentimentos antigos. Em realidade de cada vez que fazemos auto-sabotagem estamos a violar-nos. E tudo isto porque há aspectos de nós que preferíamos não existissem, e há aspectos que temos medo de mostrar ao mundo com receio das críticas alheias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Vamos então começar a fazer as pazes connosco, com os aspectos que gostamos e apreciamos e também com todos aqueles aspectos que andamos a rejeitar, a negar e a fingir que não existem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para mim, um dos maiores milagres da natureza que adoro observar, regra geral na televisão, é a transformação de uma larva em borboleta. É apaixonante ver a larva fechada no seu casulo, como que a tirar um tempo de isolamento para melhor se preparar para ser admirada pela sua beleza. É como se a larva soubesse de antemão que um dia irá tornar-se bela, majestosa, mas tem que antes preparar-se para não ser atraiçoada pelo seu próprio brilho. Mas o que acontece dentro do casulo é simplesmente inacreditável! O sistema imunitário da larva destrói o próprio corpo para poder dali sair uma borboleta! Antes de ser borboleta o ser vivo tem que passar por uma transformação que é muito provável lhe cause imensa dor. Mas mesmo sabendo que irá passar pela dor de sentir o seu corpo desfazer-se, a futura borboleta sabe que é para o seu bem. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós temos que passar por um processo idêntico, em que em vez do corpo precisar de produzir anticorpos que o destruam, cria a necessidade de neuropeptídeos específicos para sair do casulo da mediocridade e brilhar! Nós precisamos dos químicos que o nosso corpo produz quando nos perdoamos a nós mesmos. Só depois é que podemos brilhar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A forma como cada um de nós faz o seu processo do auto-perdão pode variar. O meu conselho é simples: se a pessoa que sentes teres magoado é viva e a consegues contactar, contacta-a. Pede desculpa. Pergunta-lhe o que podes fazer para dissolver qualquer mágoa que a pessoa sinta em relação às tuas acções. Se a pessoa já partiu, ou se não a consegues contactar, pergunta à tua alma de que maneira podes conseguir esse perdão. Se o acto que cometeste foi roubar, tens mesmo que devolver exactamente aquilo que tiraste! Se foi uma mentira, tens mesmo que repor a verdade! Se te deixaste enganar, tens mesmo que ir ter com a pessoa e dizer da tua justiça! O que é pedido nesta lição é que reponhas a verdade, restabeleças a tua integridade. Só assim podes começar a prestar atenção, e evitar, os comportamentos auto-sabotadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O problema maior com a integridade é que esta está pré-estabelecida nos nossos circuitos neuronais, faz parte de quem somos. E de cada vez que a violamos estamos a violar-nos a nós. Tens que começar a agradar à única pessoa que consegues verdadeiramente agradar: tu mesmo! Mas isto só é possível quando nos perdoamos por tudo o que fizemos no passado. Enquanto não o fizermos iremos andar sempre com uma falta de energia que não somos capazes de explicar. É a energia da nossa integridade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se possível ainda hoje, faz uma lista das pessoas a quem tens que pedir desculpa. Mas faz mesmo! Não deixes para amanhã, ou para quando estiveres a enfrentar a morte nos olhos! Se soubesses que só tinhas uma hora de vida, a quem é que pedirias desculpa? Com quem ainda tens situações por resolver? Onde é que a tua alma está a pedir integridade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este é um assunto demasiado importante para deixar para amanhã. Não peças desculpa a partir do coitadinho da tua história, da vítima. Pede desculpa no esplendor de quem és. Assume a tua humanidade total. Com a cabeça erguida, com a voz segura, olhando a outra pessoa nos olhos, diz que precisas do seu perdão para prosseguir. Diz que erraste e queres resolver a situação por ti criada de uma vez por todas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Também importante é ver as muitas maneiras que utilizamos para violarmos a nossa integridade. De cada vez que não nos respeitamos, de cada vez que ignoramos a voz da nossa intuição, estamos a violar-nos. E violamo-nos diariamente. Fingimos que estamos bem porque temos medo de pedir aquilo que precisamos. Violamo-nos quando estamos com pessoas com quem não queremos estar. Violamo-nos quando vamos todos os dias para um trabalho onde não sentimos alegria nem utilizamos a nossa criatividade. Violamo-nos quando somos pagos para fazer vinte e apenas conseguimos fazer dez.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Perdoar-nos por tudo isto é um momento em que escolhemos honrar quem somos, a totalidade que somos. Temos que nos perdoar pelo mal que fizemos a outros e também perdoarmo-nos pelo mal que fizemos a nós mesmos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Proposta de trabalho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O trabalho que proponho para hoje é precisamente escrever todos os comportamentos, hábitos, pensamentos e emoções que utilizas para fazer auto-sabotagem. Torna-te consciente destes padrões. Irás descobrir que são praticamente idênticos aos padrões a que recorres para permanecer dentro da tua história de coitadinho. Depois escreve o que estás disposto a mudar. Deixo-te o meu exemplo:&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoTableGrid" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="489" style="text-align: justify;width: 489.1pt; margin-left: -8.8pt; border-collapse: collapse; border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; "&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes"&gt;   &lt;td width="262" valign="top" style="width:262.3pt;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:text1;   mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;   text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt"&gt;Pensamentos,   comportamentos, hábitos e emoções de auto-sabotagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="227" valign="top" style="width:8.0cm;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;border-left:none;mso-border-left-alt:solid black;   mso-border-left-themecolor:text1;mso-border-left-alt:.5pt;mso-border-alt:   solid black;mso-border-themecolor:text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;   text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt"&gt;O que me permito mudar a   partir de hoje&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:1"&gt;   &lt;td width="262" valign="top" style="width:262.3pt;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;border-top:none;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:   text1;mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Jogar “Zuma” no computador&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="227" valign="top" style="width:8.0cm;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid black;mso-border-bottom-themecolor:text1;border-bottom:   1.0pt;border-right:solid black;mso-border-right-themecolor:text1;border-right:   1.0pt;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:text1;   mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-left-alt:solid black;mso-border-left-themecolor:   text1;mso-border-left-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Passar a jogar uma hora por semana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:2"&gt;   &lt;td width="262" valign="top" style="width:262.3pt;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;border-top:none;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:   text1;mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Preocupar-me com o que os outros podem pensar de mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="227" valign="top" style="width:8.0cm;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid black;mso-border-bottom-themecolor:text1;border-bottom:   1.0pt;border-right:solid black;mso-border-right-themecolor:text1;border-right:   1.0pt;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:text1;   mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-left-alt:solid black;mso-border-left-themecolor:   text1;mso-border-left-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Todas as pessoas julgam todas as pessoas, e eu não   posso mudar isso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:3"&gt;   &lt;td width="262" valign="top" style="width:262.3pt;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;border-top:none;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:   text1;mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Dizer coisas simpáticas para agradar aos outros&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="227" valign="top" style="width:8.0cm;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid black;mso-border-bottom-themecolor:text1;border-bottom:   1.0pt;border-right:solid black;mso-border-right-themecolor:text1;border-right:   1.0pt;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:text1;   mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-left-alt:solid black;mso-border-left-themecolor:   text1;mso-border-left-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Falar a minha verdade se me for pedido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:4;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td width="262" valign="top" style="width:262.3pt;border:solid black;mso-border-themecolor:   text1;border:1.0pt;border-top:none;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:   text1;mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Queixar-me sobre o comportamento dos outros&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="227" valign="top" style="width:8.0cm;border-top:none;border-left:none;   border-bottom:solid black;mso-border-bottom-themecolor:text1;border-bottom:   1.0pt;border-right:solid black;mso-border-right-themecolor:text1;border-right:   1.0pt;mso-border-top-alt:solid black;mso-border-top-themecolor:text1;   mso-border-top-alt:.5pt;mso-border-left-alt:solid black;mso-border-left-themecolor:   text1;mso-border-left-alt:.5pt;mso-border-alt:solid black;mso-border-themecolor:   text1;mso-border-alt:.5pt;padding:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:   justify"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;font-family:   &amp;quot;Lucida Handwriting&amp;quot;"&gt;- Nunca&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;    &lt;/span&gt;poderei mudar o comportamento dos outros, mais fácil aceitar cada   pessoa como é.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Dica de Apoio&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando descobrimos as muitas maneiras que utilizamos para nos violarmos e auto-sabotar é normal sentirmos uma tristeza invadir-nos. Podes transformar essa tristeza em compaixão: por teres a coragem de olhar para ti mesmo sem mentiras nem negações. E assumir que tudo faz parte do teu processo evolutivo. Nos próximos dias procura em ti o sentimento profundo de bem-estar com a vida por te permitires mudar aos poucos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bom trabalho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;(Este é um extracto de uma das lições contidas no curso online "A minha sombra - como dissolver o auto-sabotador)&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-5038681865575255608?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/5038681865575255608/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/auto-sabotagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/5038681865575255608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/5038681865575255608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/auto-sabotagem.html' title='A auto-sabotagem'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6107722733316730141</id><published>2010-03-25T09:52:00.003Z</published><updated>2010-03-25T10:01:10.840Z</updated><title type='text'>Relacionamentos vergonhosos</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Praticamente todas as pessoas cresceram num ambiente de vergonha. O sentimento de vergonha numa criança é avassalador. Ao ser julgado, criticada, castigada, a criança aprende que não é merecedora de ser autêntica, de ser quem é de verdade. O seu Dom é abafado e remetido para um recanto do inconsciente. Mais tarde, como adulto, irá criar laços afectivos que mostram o quanto se sente inadequado ou imperfeito. Ao fazer isto estará, inconscientemente a apontar o dedo a quem, na infância, a envergonhou e a afirmar "tu comigo erraste". Ao mesmo tempo irá tornar-se o juíz e carrasco de si mesmo, não se permitindo viver uma vida espontânea em que cada emoção é expressa de maneira apropriada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Abaixo ficam algumas das características de qualquer relacionamento baseado na vergonha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Perdemo-nos completamente no amor do outro;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quando discutimos é como se estivéssemos a lutar pela própria vida;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Gastamos imensa energia a adivinhar o que os outros pensam. Perguntamo-nos a nós mesmos o que a outra pessoa estará a pensar ou sentir, em vez de perguntar directamente à pessoa amada;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sai-nos muito caro o preço pago pelos poucos bons momentos da relação;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;5.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quando damos início à relação é como se assinássemos dois contractos, um consciente e outro inconsciente (este último garante que iremos sofrer);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;6.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Culpamos a outra pessoa e culpamo-nos a nós mesmos;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;7.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Desejamos a separação e quando acontece queremos a outra pessoa de volta;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;8.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sabemos que a dinâmica da relação irá mudar, mas queremos que se mantenha inalterada até ao fim;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;9.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sentimos com frequência que a outra pessoa controla o nosso comportamento;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;10.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Sentimos uma atracção irresistível pelas qualidades positivas que vemos na outra pessoa e que há muito rejeitámos em nós;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;11.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Com frequência dedicamo-nos a fantasias que não envolvem a outra pessoa;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-mso-bidi-theme-font:minor-latin;font-family:Cambria;"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;12.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Procuramos o amor incondicional da outra pessoa que não conseguimos obter quando ainda crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;Uma das formas de curar este sentimento de vergonha é regressar à infância. Analisar com cuidado cada experiência em que nos foi dito que não podíamos, ou não merecíamos, ou não seríamos capazes, ou não devíamos. Observar cada situação e re-interpretar com uma observação que nos dê poder, em vez de no-lo roubar.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6107722733316730141?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6107722733316730141/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/relacionamentos-vergonhosos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6107722733316730141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6107722733316730141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/relacionamentos-vergonhosos.html' title='Relacionamentos vergonhosos'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8546815163745861896</id><published>2010-03-23T14:07:00.001Z</published><updated>2010-03-23T14:11:20.734Z</updated><title type='text'>Fingimento Puro</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tu estás a fingir. Eu estou a fingir. Todos aqui, neste glorioso planeta, estamos a fingir. Todos usamos um disfarce.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mostras uma cara mas sentes outra. Projectas auto-estima, o melhor que és capaz, mas por dentro sentes insegurança e receio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mentes a ti mesmo dizendo que está tudo sob controle mas a tua mente corre velozmente em pânico, como um pássaro preso numa gaiola.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Comportas-te como um adulto, mas por dentro sentes-te uma criança brincalhona e endiabrada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Gostarias de pensar que tudo faz sentido e tens a vida organizada, mas carregas ás costas culpa e vergonha suficientes para construir um palácio (que está há muito erguido no teu interior).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Caminhas de cabeça erguida, mas por dentro sentes vergonha de quem és.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sorris com coragem, mas por dentro tremes com medo e tristeza.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mostras um certo desinteresse pelo banal, mas por dentro anseias por mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É tudo falso – máscara encima de outra máscara, a esconder ainda outra máscara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É isto que estás a fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É isto que eu estou a fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É isto que todos estamos a fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E não há qualquer problema. É assim que jogamos este jogo a que chamamos vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que quer que seja que estejas a mostrar ao mundo esconde um outro mundo que é o seu oposto exacto. E esse mundo esconde um outro mundo, que é o seu oposto, e assim por diante. Camada encima de camada de interpretações encima de interpretações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todavia, por detrás de todas as máscaras e de todas as camadas, nu, para além de qualquer disfarce, há o Eu Autêntico. E este Eu é o que alguns chamam de Tao, ou Universo, ou Deus, ou Chi, ou Qi ou Prana. Independentemente do que lhe queiras chamar, é algo indescritível, inatingível, misterioso. Seja como for, no mais íntimo de quem és, tu sabes isto. Tu sabes que és muito, muito mais que qualquer coisa que penses sobre ti.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando conseguires atingir a totalidade que és, a tua pureza divina, todas as pretensões caem por terra. A vida continua – nunca pára – mas tu consegues ver o jogo, como se estivesses a ver um filme. Desfrutas do enredo, da acção, mas sabes que é um filme. Sabes que o teu Eu Autêntico está a desfrutar de uma aventura limitada. Sabes que está a correr os riscos que está preparado para correr.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E quanto mais consciente estiveres do teu Eu Autêntico menos o jogo te perturba e menos ainda ofusca o processo de manifestares aquilo que queres. Ao conseguires ver para além de todas as pretensões do ego, para além de tudo o que sentes, para além de tudo o que queres, irá permitir-te ver-te no brilho verdadeiro da tua alma. E como bónus, irá permitir-te ver o brilho na alma de cada pessoa com quem entras em contacto. E irás saber o que cada ser humano sente, pensa e deseja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Sabes o que é que cada um procura?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Amor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É isso que nós somos, o que nos leva a fazer o que fazemos e a desejar o que desejamos. Amor. Tao. Vida. Chi. Prana. O sumo da Vida. A harmonia perfeita e absoluta. Sem limites, infinita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que todos procuram e não encontram porque se encontram enredados no jogo da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O Amor manifesta-se de muitas formas. Em realidade, manifesta-se de tantas maneiras quantas possas imaginar. Porque tudo é amor. Quanto mais Amor é expresso mais belo se torna. E expressa-se em qualquer forma: mineral, vegetal, animal e até na forma humana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O Amor é Pureza. A Pureza é Amor. E estas palavras são apenas palavras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao abraçares a totalidade que és saberás o que é Amor. Sem julgar outros. Sem precisar de criticar ou queixar. Simples Pureza de Ser.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8546815163745861896?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8546815163745861896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/fingimento-puro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8546815163745861896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8546815163745861896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/fingimento-puro.html' title='Fingimento Puro'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-244108848837365616</id><published>2010-03-16T22:40:00.000Z</published><updated>2010-03-16T22:41:55.495Z</updated><title type='text'>Só temos necessidade de nos justificar quando mentimos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma vez teve que justificar o facto de estar a chover? Ou teve que justificar as ondas do mar? Já imaginou o ridículo que seria dizer “Está a chover porque eu não me estou a sentir bem”? Ou “As ondas do mar enrolam-se na areia porque a areia merece”? Claro que não. A verdade simplesmente é. Não precisa de ser defendida nem justificada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, quando diz que está magoado com o vizinho porque ele atira com lixo para o seu quintal, estará a mentir a si mesmo? O seu vizinho atira com lixo para o seu quintal – facto. Você escolhe ficar magoado – interpretação do facto.  A sua interpretação. Para onde é que você atira com o seu lixo emocional? Quantas pessoas têm que apanhar com as suas queixas, amarguras, idiotices, erros, culpas e vergonhas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pegue em qualquer justificação sua e dê-lhe a volta! Pode dar uma volta simples, como por exemplo: “Eu estou zangado com o meu filho porque não faz os trabalhos de casa”, dá a volta e fica com “Eu estou zangado comigo porque não estou a fazer os meus trabalhos e a ir em direcção aos meus sonhos”. Pode dar a volta à justificação por forma a torná-la verdade. Um exemplo? Em vez de “Cheguei atrasado porque havia muito trânsito”, que tal uma versão mais próxima da verdade? “Cheguei atrasado porque este encontro para mim não é importante” ou “Cheguei atrasado porque me odeio quando faço fretes, e este encontro é um frete”. Porque em realidade, se chega atrasado e não tem necessidade de ocultar uma verdade, apenas dirá “Desculpa o atraso” – sem justificação. É uma atitude muito mais próxima da verdade. Porque este é o facto, sem interpretações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da próxima vez que se apanhar a justificar um seu comportamento pare um pouco. Procure a verdade. E depois decida se ainda precisa de se justificar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lembre-se da ratoeira das justificações: a necessidade de ter razão. Só queremos ter razão porque no fundo sentimos que não prestamos, ou não sentimos que somos suficientemente bons.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-244108848837365616?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/244108848837365616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/so-temos-necessidade-de-nos-justificar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/244108848837365616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/244108848837365616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/so-temos-necessidade-de-nos-justificar.html' title='Só temos necessidade de nos justificar quando mentimos'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-109654388676362439</id><published>2010-03-15T09:57:00.000Z</published><updated>2010-03-15T10:00:06.437Z</updated><title type='text'>Só conseguimos ver nos outros o que está já em nós</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os ingleses têm um ditado sobre este assunto: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;It takes one to know one&lt;/i&gt; (tradução: é preciso um para conhecer outro).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nós só reconhecemos a mentira noutro porque nós próprios mentimos. Nós só somos capazes de ver a infidelidade noutro porque nós próprios estamos a ser infiéis. Nós só conseguimos ver a preguiça noutro porque nós próprios já estamos a praticar a preguiça. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O problema é que não conseguimos ver de que maneira nos encontramos a fazer aquilo de que acusamos os outros. Lembre-se apenas que sempre que aponta o dedo a alguém, há três dedos a apontar na sua direcção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Talvez você minta quando diz a alguém que está bem quando na verdade a sua vida se encontra num caos. Ou talvez vigarize o estado ao não declarar todos os seus rendimentos. Ou talvez esteja a ser infiel a si mesmo ao permanecer numa relação por obrigação, ou necessidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A pergunta a fazer, sempre que o comportamento de alguém o perturbe é simples: de que maneira estou eu a fazer a mesma coisa? Peça ajuda aos amigos se não conseguir uma resposta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se vê violência à sua volta, qual é a guerra que está a travar dentro de si?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se foi roubado, o que anda a roubar aos outros ou a si mesmo? Talvez roube tempo, chegando atrasado a compromissos. Ou rouba os sonhos dos outros, dizendo-lhes que “isso é impossível”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se alguém abusa de si, verbal ou fisicamente, de que maneira abusa dos outros, ou de si mesmo? Talvez comece o dia a deitar-se abaixo, a queixar-se de tudo o que está errado na sua vida... Ou critique abertamente um amigo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As pessoas à nossa volta são espelhos que servem para nos mostrar o belo e o horroroso, a bondade e a maldade, o santo e o pecador, que há dentro de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como podemos julgar a pessoa que é violenta se nós só conseguimos dar aos outros o amor que nos foi dado a nós? Há uma forte probabilidade de que a pessoa que é violenta para com os outros nunca soubesse o que era ser amada. Deveríamos nesse caso culpar os pais dessa pessoa? E se os pais dessa pessoa também nunca souberam o que era amar? Até onde podemos recuar para encontrar o verdadeiro culpado?... Ao tempo das cavernas?... Seria capaz de julgar e condenar um filho seu por ter cometido um acto de violência? O que acontece então ao Amor Incondicional?&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-109654388676362439?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/109654388676362439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/so-conseguimos-ver-nos-outros-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/109654388676362439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/109654388676362439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/so-conseguimos-ver-nos-outros-o-que.html' title='Só conseguimos ver nos outros o que está já em nós'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-9096043653847716557</id><published>2010-03-08T22:35:00.003Z</published><updated>2010-03-08T22:47:19.334Z</updated><title type='text'>As mentiras que nos ensinaram sobre O Perdão</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fomos educados para “perdoar” de uma maneira que não só não é saudável como ainda por cima nos deixa impotentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Antes de poder sequer pensar em perdoar é imperativo livrar-nos das falsas noções que envolvem o perdão. Há muitos “mestres” espirituais que ajudam a perpetuar estas falsas noções, desde os representantes de igrejas até líderes no campo do desenvolvimento pessoal. Muitas pessoas, por exemplo, que praticam reiki e outras terapias energéticas, carregam com elas, consciente ou inconscientemente, um peso de vergonha e culpa porque no fundo julgam continuamente outros, depois julgam-se a si mesmos pelo acto e passam ao seu perdão pessoal. Intelectualizando todo o processo e aumentando a sombra da vergonha. Se não acredita no que digo, pare alguns minutos e tome nota do número de vezes que as mesmas situações se repetem na sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em primeiro lugar, &lt;b&gt;Perdoar não significa Esquecer&lt;/b&gt;. Virar a página não significa esquecer. Em realidade, pedir a alguém para esquecer é o mesmo que pedir um sacrifício de auto-amputação. Esquecer um evento do passado é exigir esquecer uma parte de quem somos. Sem esse evento do passado não seríamos quem somos hoje. O caminho do perdão exige mesmo uma boa memória e uma visão clara da ofensa. Sem estes dois aspectos é impossível uma mudança plena ao nível do coração em relação à pessoa que se pretende perdoar. O perdão ajuda a memória a curar-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em segundo lugar, &lt;b&gt;Perdoar não é Negar o que aconteceu&lt;/b&gt;. Quando alguém nos magoa mesmo a sério, a nossa primeira linha de defesa é negar o que nos está a acontecer. Já reparou que quando alguém lhe conta sobre um evento dramático a sua primeira reacção tende a ser “não acredito!” A negação é como uma parede que construímos para evitarmos a dor e todas as emoções que nos deprimem. Ao negarmos a situação de mágoa estamos a evitar o stress emocional, ao mesmo tempo que perdemos noção da realidade nua e crua. Nesta situação é impossível perdoar porque não existe conscientemente a necessidade de curar a ferida emocional. É óbvio que o poder do perdão não pode ser experienciado enquanto a vítima recusar ver a ofensa e o sofrimento resultante. Mesmo que o perdão seja motivado por um amor incondicional, se este exigir a amputação ou repressão de uma parte do EU (a parte magoada) isto poderá trazer consequências desastrosas. As pessoas que directamente ou indirectamente ensinam a perdoar exigindo que se faça de conta que nada aconteceu, ignorando o turbilhão de emoções derivadas do evento, são perigosas. Simplesmente não podemos ignorar a culpa, a vergonha, o medo e a raiva resultantes de uma situação que nos magoa. Estas emoções, quando não são expressas, criam tumores emocionais altamente tóxicos no nosso organismo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em terceiro lugar, &lt;b&gt;Perdoar é muito mais que um acto de Vontade&lt;/b&gt;. Mas é assim que ensinamos as crianças a perdoar! “Pede desculpa ao teu irmão!”, “Tens que desculpar a tua professora, foi sem querer.”, “Dá um beijinho à mãe, ela castigou-te mas foi para o teu bem.” Tudo isto exige um perdoar forçado, carregado de força de vontade. A maioria dos educadores, incluindo os pais, tratam o acto de perdão como uma fórmula mágica capaz de corrigir qualquer erro cometido contra a nossa integridade. Esta é uma forma de perdoar superficial e bastante artificial. É exigido a ausência de emoções que são demasiado humanas. Perdoamos com palavras saídas da nossa boca mas nunca do nosso coração. Ao perdoarmos desta forma somos perseguidos por um sentimento de culpa incapaz de ser expresso. O erro está em transformar um acto poderoso como o perdão num simples gesto da vontade consciente, em vez de ser a culminação de uma experiência de aprendizagem. Em realidade o processo do perdão leva o seu tempo. O tempo que leva depende da profundidade da mágoa, das reacções da pessoa que nos magoa e das capacidades psíquicas da pessoa magoada. O perdão mobiliza todas as nossas faculdades: sensibilidade, coração, inteligência, juízo, imaginação e por aí adiante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em quarto lugar, &lt;b&gt;o Perdão não pode ser dado como uma Ordem&lt;/b&gt;. O perdão é uma atitude de liberdade plena, ou então não existe. Apesar disto há uma tentação muito grande, especialmente entre líderes espirituais, a forçar as pessoas a perdoar. O perdão não pode nunca ser forçado. Ou o sentimos ou não. Na tradição cristã, por exemplo, há uma obrigação para perdoar. O Pai-nosso (uma oração que pessoalmente considero bela) é interpretada de uma maneira literal na afirmação “Perdoai-nos assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu”. Uma aberração. Aqui há um “tens que perdoar” implícito. “Temos” que perdoar quem nos ofende. É capaz de imaginar a tempestade interior causada no confronto entre o desejo de perdoar e a hesitação provocada por sentimentos e emoções que gritam por ser ouvidos? Sentimentos como a revolta, a culpa, a vergonha, o medo. É um erro reduzir o perdão, ou qualquer outra prática espiritual, a uma obrigação moral. Muitas pessoas parecem não compreender que o perdão de Deus não é condicionado. A visão que muitos têm de Deus, neste aspecto, é muito triste: um mercenário calculista que segue o preceito “olho por olho e dente por dente”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em quinto lugar, &lt;b&gt;o Perdão não nos leva de volta ao tempo anterior à ocorrência da Ofensa&lt;/b&gt;. Para muitas pessoas o perdão significa a reconciliação com quem nos magoa. Muitos líderes espirituais ensinam que o perdão só é autêntico quando somos capazes de voltar a um tipo de relacionamento, com a pessoa que nos causou a dor, igual em tudo ao que era antes da ofensa. Como se o acto de perdoar consistisse em reatar relacionamentos. Como se o voltar ao relacionamento pré-ofensa fosse o resultado do perdão. Em realidade o perdoar não tem nada a ver com a reconciliação. Pode haver perdão sem nunca suceder a reconciliação. Nós podemos perdoar outro mesmo na sua ausência, mesmo que a pessoa tenha já morrido. E é óbvio que nestas situações a reconciliação é impossível. Em situações de abuso sexual e violência é normal ajudar a vítima a cortar qualquer tipo de relacionamento com o ofensor. Isto não quer dizer que o perdão não possa acontecer. É errado pensar que uma vez que consigamos perdoar alguém, a nossa&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;relação com o ofensor tem que voltar ao que era antes. Depois de fazer uma omelete, é capaz de voltar a colocar os ovos dentro das respectivas cascas? E depois de fazer um pão, é capaz de voltar a colocar a farinha dentro do saco? É impossível voltar atrás depois de sermos magoados. Ou bem que tentamos convencer-nos que nada aconteceu, e restabelecemos a relação novamente mas baseando-nos numa mentira, ou tiramos partido do conflito para restabelecer o relacionamento com uma atitude mais sólida, com alicerces mais profundos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em sexto lugar, &lt;b&gt;o Perdão não significa ignorar os nossos Direitos&lt;/b&gt;. Muitas pessoas acreditam que perdoar um criminoso, um pedófilo, um marido infiel, é encorajar a pessoa a repetir a ofensa. Isto é misturar justiça com perdão. É querer julgar a pessoa e a acção cometida como sendo a mesma coisa. Nunca o é. Mas discutir este tópico iria levar-me para muito longe do perdão. Direi apenas que enquanto a justiça, em si, tem como objectivo restabelecer os direitos de quem é prejudicado de uma maneira bastante objectiva, o perdão depende sobretudo na vontade de deixar partir a mágoa e querer viver livre. Há pouco tempo estive com uma cliente desesperada por perdoar o ex-marido que a tinha trocado por outra mulher e ainda por cima lhe tinha deixado milhares de euros em dívidas. Estava a matar-se silenciosamente porque queria muito perdoar o ex-marido e esquecer as mágoas do passado. Comecei por lhe dizer que deveria arranjar um bom advogado. Tinha que exercer os seus direitos. E só depois poderia decidir se queria perdoar o ex-marido. É que o perdão não é uma luta contra a injustiça. Ficarmos calados perante a injustiça é encorajar o ofensor a repetir a ofensa. Veja o que acontece com os pedófilos que a igreja católica esconde no seu seio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em sétimo lugar, &lt;b&gt;o Perdão não significa Desculpar aquele que ofende&lt;/b&gt;. Já ouviu&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;expressões como “a culpa não é dele, não sabia mais...”? Perdoar alguém não é o mesmo que desculpar. Desculpar significa absolver a pessoa de toda a responsabilidade moral. Se isto fosse assim, ninguém jamais seria responsável pelo que quer que fosse. Ninguém seria responsável pelas suas acções. As desculpas falsas têm muitas vezes como objectivo tornar a nossa dor menos agonizante. Convencer-nos que aquele que nos ofende não é responsável torna-se mais fácil do que aceitar que o ofensor magoou-nos conscientemente e de sua livre vontade. Desculpar quem nos ofende pode ser uma navalha de duas pontas: por um lado alivia o nosso sofrimento , por outro mostramos desdém para com o ofensor. Em realidade estamos a dizer “tu és tão burro que não podes ser responsabilizado pelas tuas acções”. Desta maneira estamos perante uma situação de humilhação em vez de libertação. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em oitavo lugar, &lt;b&gt;o Perdão não é sinonimo de Superioridade Moral&lt;/b&gt;. Alguns actos de perdão servem mais para humilhar do que para libertar. Criamos uma situação de arrogância moral em que aparentemente somos superiores aquele que nos ofende. Mascaramos a nossa necessidade de controlar os outros, de exercer poder sobre outros, num falso perdão. Escondemos assim a nossa profunda humilhação. Possuídos pela vergonha e rejeição, tentamos proteger-nos. Tentamos assim cobrir a nossa humilhação fazendo de conta que somos o “deus” generoso capaz de misericórdia. Uma forma pouco digna de se ser superior ao ofensor e ao mesmo tempo mostrar que este é inferior. Este falso perdão perpetua a relação dominador-dominado. O perdão que serve apenas para mostrar superioridade moral é praticado por três tipos de profissionais: primeiro os “perdoadores” compulsivos que à mínima percepção de ofensa estão já a perdoar tudo e todos. Depois há os que perseguem a culpa. Tornam a situação causadora de dor ainda mais complicada para poder impressionar os outros com os seus grandes gestos de perdão. Por último temos as vítimas perpétuas, em que as esposas de homens alcoólicos são um exemplo perfeito. Esperam simpatia dos amigos e conhecidos porque sacrificam as suas vidas em prol destes homens e perdoam-nos de cada vez que se embebedam. Longe de ser uma manifestação de poder, o perdão verdadeiro é sobretudo um acto de força e coragem interiores. Nós precisamos de força interior para reconhecer e aceitar a nossa vulnerabilidade, em vez de a camuflar com a aparência da benevolência. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por fim, &lt;b&gt;Perdoar não significa deixar as coisas nas mãos de Deus&lt;/b&gt;. Os pseudo-espirituais adoram proferir a famosa expressão “só Deus pode perdoar”. Isto é proferido pelas pessoas incapazes de perdoar seja quem for. Deus não faz por nós aquilo que nós temos que fazer por nós. Uma vez ouvi um participante num seminário da sombra afirmar que lhe era muito fácil perdoar:”se alguém me faz mal eu peço a Deus para o perdoar. Não tenho que me envolver com toda a porcaria de sentimentos negativos, Deus é perdão e perdoa os que me magoam.” Isto pode parecer uma atitude de fé mas levanta questões sérias sobre a saúde mental do indivíduo que concede assim perdão. Em vez de se responsabilizar pela sua vida, a pessoa entrega toda a responsabilidade a Deus. Não quero que me interprete mal: acredito que o elemento espiritual do perdão é essencial ao acto de perdoar, também acredito que temos que nos preparar para receber a Graça de Deus no plano humano. O perdão depende tanto da acção divina como da humana. A Natureza e a Graça não são antagonistas, antes complementos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A questão básica é simples: porque temos que perdoar quem nos faz mal?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Porque enquanto não o fizermos iremos carregar em nós o peso do ofensor. Só estaremos livres a partir do momento em que o perdão é sentido a partir do coração.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-9096043653847716557?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/9096043653847716557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/as-mentiras-que-nos-ensinaram-sobre-o.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/9096043653847716557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/9096043653847716557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/as-mentiras-que-nos-ensinaram-sobre-o.html' title='As mentiras que nos ensinaram sobre O Perdão'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6230615936669174594</id><published>2010-03-02T12:12:00.000Z</published><updated>2010-03-02T12:13:59.321Z</updated><title type='text'>O Caranguejo Louco - Uma Parábola</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Numa praia protegida por rochas que impediam as ondas do mar de se abater com a sua violência sobre a areia vivia uma colónia de caranguejos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Estes caranguejos eram bastante pequenos, atingindo na idade adulta não mais que uns 3 centímetros de envergadura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Todos os anos, durante os meses de Verão, os caranguejos perdiam a sua carapaça, expondo-se aos predadores e sendo presas fáceis para outros bichos do mar, da terra e do ar. Nesta fase do seu crescimento protegiam-se dos perigos da vida permanecendo em buracos nas rochas. Não se alimentavam enquanto aguardavam o crescimento de uma nova carapaça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um destes caranguejos, ainda um jovem, perguntava aos mais velhos porque motivo não iam para lá das rochas. Porque não se aventuravam no mar... Os mais velhos contavam-lhe histórias aterradoras. Histórias de gaivotas esfomeadas, de polvos devoradores, de pescadores furtivos. Não era seguro ir para lá das rochas. Toda a vida tinham feito o mesmo: escondiam-se nos buracos das rochas enquanto uma nova carapaça não crescia. Era assim que se fazia, e era assim que podiam crescer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O pequeno caranguejo perguntava-se porque motivo não cresciam mais, uma vez que todos os anos mudavam de carapaça. Se mudavam de carapaça para crescer, porque não cresciam?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um dia, em que este pequeno caranguejo se encontrava sem carapaça, decidiu partir à aventura. Indo contra todos os conselhos e advertências dos mais velhos, e sem a protecção da sua carapaça, optou por avançar para lá das rochas protectoras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E ainda que sentisse medo e alguma ansiedade, o seu desejo de descobrir mais do mundo à sua volta empurrou-o para lá das rochas. Enquanto seguia o seu caminho conseguia ouvir todos os outros caranguejos a chamar por ele. A gritar-lhe e a dizer-lhe que não sobreviveria. Pediam-lhe que voltasse atrás. Chamavam-lhe louco e desnaturado! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas o pequeno caranguejo não deu ouvidos. As histórias dos outros caranguejos não o convenciam. A verdade é que mesmo na segurança da praia, um dia iria também morrer. Mesmo na segurança da praia ele assistira a familiares seus serem devorados por gaivotas. E preferia morrer enquanto se aventurava por novas paisagens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A principio foi-lhe difícil atravessar a barreira protectora feita de rochas. As ondas batiam nelas e empurravam-no de volta ao refúgio natural dos seus familiares. E o pequeno caranguejo lutava contra estas ondas. Apesar de parecer que não saía do mesmo lugar, aos poucos avançava mais uns centímetros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Enquanto lutava contra a força das ondas o seu corpo mole, sem carapaça, foi-se tornando mais maleável, mais elástico. Sem se aperceber, de cada vez que lutava para vencer uma onda o seu corpo parecia crescer mais um pouco. E de cada vez que uma onda o atirava contra uma rocha, ficava com a sensação de que o seu corpo mole se tornava mais rijo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E o pequeno caranguejo, sem nunca desistir da sua aventura, continuou a lutar contra as ondas. Demorou alguns dias até conseguir avançar para lá da protecção das rochas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando finalmente ultrapassou a barreira de rochas ficou de boca aberta! O mar era vasto e cheio de cores! Muitos peixes, de muitos tamanhos e cores! Plantas que nunca sonhara poderem existir! E tudo parecia estar ali para lhe dar as boas-vindas!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Foi então que deu de caras com um enorme caranguejo, com mais de meio metro de envergadura! Um caranguejo enorme e com uma carapaça protectora como nunca imaginara!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Falou com o caranguejo gigante. Perguntou-lhe como era possível ser tão grande. O caranguejo gigante respondeu-lhe:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Sabes,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;todos os caranguejos na tua colónia poderiam ser grandes como eu. Mas para ser assim grande é preciso vencer a força das ondas e ter a coragem de poder ser apanhado por uma gaivota. É preciso ter a força de vontade para não desistir e lutar contra os perigos da natureza. Mas a verdade é que a maioria dos perigos são inventados. Podemos morrer a tentar crescer ou podemos morrer na pequenez que conhecemos desde o dia que nascemos. É sempre uma escolha. Tu mesmo já estás maior que os teus familiares mais velhos, e a tua carapaça é já mais forte. Enquanto lutavas contra as ondas a Mãe Natureza deu-te o que precisavas para poder avançar: força e poder. Aqui não é mais seguro que na praia, mas as aventuras que podes ter aqui são muitas mais!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Também nós podemos passar uma vida a queixar-nos dos perigos da vida, das vicissitudes, das mágoas, dos perigos. Podemos esconder-nos num buraco temporário enquanto aguardamos que as tormentas passem. Podemos agarrar-nos à esperança de que tudo faz parte de um processo e esperar por dias melhores. Podemos até pintar o nosso buraco em tons de rosa e fazer de conta que tudo é como deveria ser. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas temos sempre uma oportunidade de ignorar todos os conselhos que nos foram ditados. Podemos ser tão grandes como a Vida que corre no nosso corpo. Podemos avançar por territórios desconhecidos, seguindo os impulsos da nossa alma. E podemos descobrir que o mundo é muito maior do que alguma vez sonhámos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De uma maneira ou de outra, iremos morrer. A escolha está entre morrer aos vinte anos e aguardar que o corpo morra também, uns anos mais tarde. Ou morrer de espanto por todos os dias ter uma experiência nova neste glorioso planeta.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6230615936669174594?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6230615936669174594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/o-caranguejo-louco-uma-parabola.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6230615936669174594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6230615936669174594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/03/o-caranguejo-louco-uma-parabola.html' title='O Caranguejo Louco - Uma Parábola'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-157680282205617929</id><published>2010-02-18T21:26:00.001Z</published><updated>2010-02-18T21:29:26.719Z</updated><title type='text'>Quando "basta", basta!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; line-height: 17px; text-transform: uppercase; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px;"&gt; &lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; font-size: 12px; font-weight: normal; line-height: normal; text-transform: none; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; "&gt;A grande maioria das pessoas vive dentro de uma história que foi construindo desde muito, muito cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história, enraizada no subconsciente, cria cada um dos nossos dias. É essa história que atrai as pessoas com quem convivemos, os colegas, familiares, amigos. Atrai ainda as situações que experienciamos. Os sucessos e os fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algures na infância aprendemos que não somos suficientemente bons numa ou em várias áreas. É fácil saber qual o tema da nossa história se tivermos a coragem de olhar para os eventos “negativos” que se repetem nas nossas vidas. E repetem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendemos ainda que alguém nos salvará. Alguém nos fará felizes. Alguém terá a solução para os nossos problemas. E as situações menos agradáveis sucedem-se. Mudam as personagens, mas as emoções, os problemas e as nossas respostas mantêm-se idênticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos inseguros e com receio de pedir aquilo que em verdade queremos das pessoas que nos são queridas. Fingimos ser quem não somos para agradar e obter a aprovação dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medos, vergonhas, culpas, raivas, acumulam-se num caldeirão subconsciente à espera de um momento de distracção para explodir e causar danos à nossa volta. Magoamos e somos magoados. E a nossa história repete-se. E ainda que haja feridas e sofrimento, pelo menos resta-nos o conforto de saber qual será o desfecho de cada situação. Exactamente porque já o vivemos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que os nossos amigos desempenham um papel importante: validam a nossa história. Enquanto nos queixamos das coisas que estão mal na nossa vida, eles acenam compassivamente a cabeça, afagam-nos os ombros, ficam tristes com a nossa tristeza. E validam a nossa história. São os suportes que nos ajudam a acreditar na história que criámos há muitos anos atrás. Por outras palavra: são a cola que mantém a nossa história intacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo verdadeiro é aquele que nem sempre concorda connosco. Aquele que quando nos queixamos nos interroga. Aquele que consegue ver que nos nossos monólogos estamos a ser vítimas. E muito provavelmente a mentir a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentimos a nós mesmos quando nos queixamos que outros se aproveitam de nós. Ou quando reclamamos do cônjuge ausente, ou do filho desobediente, ou do pai intolerante.&lt;br /&gt;É preciso muita coragem para ver para além das mentiras que nos vamos contando por forma a validar a nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma de descobrir as mentiras que nos contamos é escrevendo as nossas queixas numa folha. Todas! E depois trocar o sujeito de cada queixa e colocarmos no seu lugar o nosso nome próprio. E assumir até que ponto a queixa mantém a sua verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que os outros irão sempre mostrar-nos aspectos nossos. Sem excepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta é uma lição muito dura. Obriga-nos a saltar para fora das nossas histórias e a entrar em território desconhecido. Território onde ocorrem milagres a cada instante. Fora das nossas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente ou inconscientemente, dentro da minha história eu sei exactamente qual será o desfecho de cada acção minha. Sei quem sou. Ou pelo menos conheço muito bem os papeis que desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fora da minha história há todo um universo de emoções e eventos que me são desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje perguntei-me várias vezes: quem seria eu sem a minha história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém imperturbável. Em paz. Sabendo que tudo é perfeito. E, como bónus magnifico, sem uma única vez me queixar! É que sempre que me queixo estou apenas a mostrar ingratidão para com a Vida, Deus, Universo... E eu estou tremendamente grato por cada experiência bela e magnífica com que a Vida me abençoou. Sem queixas. Em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu querido amigo João, com quem passei hoje várias horas dentro do carro, recordou-me algo: há uns largos meses atrás eu era um queixinhas de primeira. O meu passatempo favorito era queixar-me das pessoas que se queixavam! Estava farto das pessoas queixinhas, e certificava-me que todos sabiam isto, queixando-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quando dei o salto. Aconteceu. O que sei é que algures num passado não muito longínquo achei que bastava! Cansei-me da minha história. Era monótona e entediante ao ponto do suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ouço outros a queixarem-se, a nadar profissionalmente no mar das suas histórias, e não fico afectado. Acho delicioso. Sei que um dia, como eu, hão-de acordar. E dirão, como eu, “basta”!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-157680282205617929?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/157680282205617929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/quando-basta-basta.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/157680282205617929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/157680282205617929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/quando-basta-basta.html' title='Quando &quot;basta&quot;, basta!'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-6793116393025391501</id><published>2010-02-11T11:49:00.000Z</published><updated>2010-02-11T11:50:58.444Z</updated><title type='text'>O Anjo e o Demónio</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Helvetica, Arial, 'Liberation Sans', FreeSans, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"&gt; &lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;Dentro de cada um de nós há um anjo e um demónio. Ambos querem ter sempre razão e ambos querem viver através de mim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;O anjo quer expressar a sua natureza através de mim com ideias criativas, bondade, paz e amor. Mostra-me a beleza e a perfeição da vida. Ensina-me a amar incondicionalmente e a procurar ver sem julgar. Possui uma natureza pacífica, calma e apaziguadora. Consegue criar harmonia e bem-estar. Ajuda o meu corpo a curar-se de qualquer enfermidade. É carinhoso e compreensivo. Respeita os outros e permite que cada pessoa na minha vida seja quem quer ser, sem impor qualquer vontade. É altruísta e procura sempre o bem nos outros. Tem sempre um sorriso para partilhar, especialmente com aqueles que já não são capazes de sorrir. Vê abundância em todo lado e sabe que há o suficiente para todos. Consegue levar-me onde eu quero ir com calma e fluidez. É sábio e possui o conhecimento eterno do Universo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align: justify;"&gt;O demónio é quezilento. Está sempre à procura de mais uma batalha. As suas ideias são sempre destrutivas e provocam danos à sua volta. É desconfiado e manhoso. A sua táctica é ardilosa e traiçoeira. Vê a maldade nos corações dos homens e sabe como causar danos aos outros e a mim mesmo. É um revoltado, sempre insatisfeito. É calculista e frio. Capaz das maiores atrocidades e irresponsabilidades. Grita, faz birras, amua, chora, quer ter sempre razão e não descansa enquanto não for capaz de provocar mal-estar à sua volta. Não tem qualquer amor por ninguém e só quer experienciar o prazer egoísta da separação. Sente-se maravilhosamente bem quando magoa os outros. É um revoltado cheio de raiva capaz de causar danos a quem quer que se atravesse no seu caminho. É mentiroso e invejoso. Não olha a meios para atingir os seus fins.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este anjo e este demónio lutam continuamente dentro de mim. Ambos querem viver. Ambos querem controlar o meu eu. Ambos gritam na minha cabeça a qualquer instante da minha vida. Não importa o que estou a fazer, consigo ouvir as vozes de ambos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E a qual deverei ouvir? Qual é o que ganha esta batalha que se trava dentro de mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se eu ouvir apenas o anjo e agir de acordo com as suas palavras bondosas e cheias de amor, o demónio irá ter fome. Enquanto vivo seguindo os conselhos do anjo, o demónio estará a conspirar, insinuando-se subtilmente, criando situações difíceis para que eu esqueça o anjo e expluda num momento de fúria. Enquanto vivo as instruções do anjo, o demónio irá tornar-se esfomeado de atenção e atacará quando menos esperar. Num jantar de amigos, no aniversário de um familiar, numa reunião de trabalho. Lá estará o meu demónio, pronto a criar uma situação em que receberá toda a minha atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se eu apenas ouvir o demónio, o anjo irá tornar-se frustrado. Sem o alimento da minha atenção irá afastar-se e levar consigo a alegria, o amor e a bondade. Serei incapaz de partilhar a minha vida com quem quer que seja, não conseguindo ver a abundância que a vida me oferece. Sem o meu anjo não conseguirei ouvir o que os outros têm para me dizer. Irei tornar-me num revoltado, continuamente a apontar o dedo aos outros. Carregando ressentimentos e mágoas ás costas e fazendo sofrer todos à minha volta. Sem a voz do meu anjo não serei capaz de reconhecer as oportunidades que a vida me oferece, porque só serei capaz de ver injustiça e maldade em tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Qual é que deverei ouvir? Qual é que me pode ajudar a viver? O anjo ou o demónio?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ambos se assumem como importantes e necessários. Ambos vão querer a minha atenção. E ambos irão criar problemas se não os escutar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se apenas ouvir o anjo, outros irão aproveitar-se de mim. Serei incapaz de fazer valer os meus direitos e nunca terei a capacidade de reagir num momento de agressão à minha integridade. Porque o anjo vê tudo como perfeito. Só com a voz do anjo não saberei como defender-me em tempos difíceis nem como proteger os que me são queridos quando forem atacados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se apenas ouvir o demónio, irei aproveitar-me continuamente dos outros. Criarei conflitos onde quer que esteja. Não serei capaz de desfrutar da amizade porque desconfiarei sempre dos outros. irei ver um ataque pessoal em tudo o que os outros possam fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Muitas pessoas apregoam o equilíbrio (querendo dizer “ouçam só o anjo”). Só vêem beleza e tudo é perfeito. E o demónio, esfomeado, entra em acção, criando situações dolorosas à sua volta! Quando olho para uma balança, daquelas de dois pratos, em equilíbrio, reparo num pormenor: nada acontece! Uma balança em equilíbrio encontra-se estagnada. Não há crescimento, não há estimulo nem emoção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu posso ouvir o demónio em mim quando tenho um problema pela frente. Ele é ardiloso, perspicaz e capaz de soluções rápidas quando há conflito. Ele poderá ajudar-me se for atacado ou se alguém atacar os que me são queridos. Se houver uma guerra é o demónio quem melhor me pode ajudar a procurar abrigo e a defender-me. Se alguém tentar aproveitar-se de mim, o demónio saberá identificar o abuso e reagirá de acordo com a situação. Se eu for ignorado numa situação de urgência, o demónio saberá criar as situações para que possa ser ouvido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas se, depois de um dia de trabalho cansativo, eu chegar a casa de um amigo que está doente e magoado por não o ter visitado há mais tempo, poderei ouvir o meu anjo e saberei como reconfortar esse amigo. Se o meu amigo me acusar de o ter esquecido, o meu anjo saberá como apaziguar o seu demónio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se o demónio do meu patrão estiver activo e ele me acusar injustamente, o meu anjo saberá ouvir as suas queixas e acalmar a sua fúria. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Anjo ou demónio? Ambos são importantes. E ambos me podem ser úteis. A qual irei prestar atenção? A ambos. Como saber qual a voz que devo seguir? A que me fizer sentir bem comigo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É bom ser bom. É bom partilhar a nossa vida e os nossos conhecimentos. É bom desfrutar da paz e harmonia. É bom viver com alegria e abundância. Mas por vezes temos que ser capazes de nos defender. Temos que ser capazes de impor a nossa integridade e impedir sermos violados por outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se ignorar o demónio em mim, ele irá crescer esfomeado e a sua fúria não terá limites. O dia em que me apanhar distraído irá causar danos irreparáveis. Uma infidelidade, um roubo, uma calúnia, uma agressão, uma violação. O demónio, ardiloso e esfomeado, irá atrair outro demónio. E alguém me irá magoar ou eu mesmo irei magoar-me e magoar outros. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se, por outro lado, ignorar o meu anjo, serei incapaz de amar e perdoar. Não conhecerei o afecto dos outros, porque todos terão medo de mim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bem-vindos, anjo e demónio! Bem-hajam por existir.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-6793116393025391501?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/6793116393025391501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/o-anjo-e-o-demonio.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6793116393025391501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/6793116393025391501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/o-anjo-e-o-demonio.html' title='O Anjo e o Demónio'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-77947466026961301</id><published>2010-02-07T22:16:00.002Z</published><updated>2010-02-07T22:21:45.534Z</updated><title type='text'>Queixinhas, queixinhas, queixinhas!</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Queixarmo-nos é uma atitude bizarra. É como se acreditássemos que ao queixarmo-nos, algo de mágico irá acontecer. Como se alguém ou algo nos vai ouvir com atenção e tornar a nossa vida melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Eu queixo-me disto e queixo-me daquilo, queixo-me de um colega e de um amigo e de um funcionário, e depois de tantas queixas algo de bom vai acontecer. Alguém vai tomar conta das minhas queixas e eliminar cada uma das coisas “erradas” na minha vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É como se Deus estivesse a ouvir-me e decidisse: “Acho que esta criatura já sofreu o suficiente. É melhor começar a mudar o mundo em que ele vive!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Não vai acontecer nunca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De cada vez que me queixo tenho que escrever as minhas queixas. Questionar a veracidade de cada queixa. Tornar-me consciente daquilo que me queixo. Observar o número de vezes que ao longo do dia estou a enviar um sinal negativo à vida. E as vezes que a vida me responde com mais coisas para me queixar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas em vez disso, limito-me a queixar-me, e a queixar-me mais um pouco, e ainda mais. E de cada vez que me queixo magoo-me, e magoo-me mais, e ainda mais um pouco. É como se estivesse a validar o meu sofrimento e a afirmar a quem quiser ouvir o quanto eu sofro e sou um coitadinho. Olhem o que os outros me fazem! Mudem o mundo, por favor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É como se estivesse a rezar desde que acordo até voltar a adormecer. Uma oração com algumas birras pelo meio. E nem sequer estou a falar das queixinhas na minha mente! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Estou farto do meu vizinho! Não suporto o meu patrão! O meu amigo não me valoriza! Sou um desgraçado! Esforço-me tanto e até o meu gato me controla!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E ninguém me está a ouvir, se eu não me estiver a ouvir. E continuo a acreditar que me irei sentir bem por me queixar! Não acontecerá nunca!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quem é que na tua vida se queixava assim? Quando eras criança. Talvez tivesses visto a tua mãe a queixar-se, ou um irmão mais velho. E talvez esse familiar, através das suas queixinhas, conseguisse aquilo que queria. E foi aí que decidiste: “Aqui está uma maneira fácil de conseguir aquilo que quero! Acho que vou viver assim a minha vida! Se me queixar o suficiente, posso conseguir tudo aquilo que quero!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Esta atitude mostra apenas uma total irresponsabilidade. É responsabilizar outros pela minha vida. É dar o poder da minha vida a outros. E aguardamos pelo mundo inteiro para que tome conta de nós. Só que o resto do mundo tem mais que fazer. Ouve-nos a queixar-nos, e queixar-nos um pouco mais... E nem sequer nos está a ouvir! Ninguém quer ouvir as pessoas queixinhas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que é que você pensa quando alguém se queixa da sua vida pessoal a si? Provavelmente qualquer coisa como: “Mas por que raio não faz ele qualquer coisa em vez de se queixar?!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Peço-te que comeces a ouvir-te a ti mesmo. De cada vez que te queixas. Observa as tuas necessidades escondidas em cada queixa. O que queres dos outros? O que precisas dos outros? Pede! Mas não faças o teu pedido através de uma queixa. Fá-lo através de um pedido honesto. Pode ser que os outros te digam “não”. E esta resposta está certa. Ou pode ser que os outros te respondam “sim”, e esta resposta também está certa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De cada vez que nos queixamos estamos a afirmar que a Vida, Deus, o Universo, são imperfeitos, inadequados. E tudo o que temos a fazer é apontar o dedo. E é assim que iremos viver: apontando o dedo, queixando-nos, fazendo birras, magoando-nos a nós mesmos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;Exercício de Apoio&lt;/b&gt;:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Este trabalho é efectuado em profundidade pela Byron Katie. Pega em cada queixa e faz 4 perguntas:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Isto é verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tenho a certeza absoluta que isto é verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Como é que reajo, como trato os outros, como me sinto, quando acredito neste pensamento?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quem seria eu sem este pensamento?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Para fazer um bom trabalho, dá a volta à queixa. Inverte aquilo que dizes, e depois encontra exemplos genuínos para a inversão. Pegando no exemplo acima:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Estou farto do meu vizinho! Não suporto o meu patrão! O meu amigo não me valoriza! Sou um desgraçado! Esforço-me tanto e até o meu gato me controla!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;“Estou farto de mim! O meu patrão não me suporta! Eu não valorizo o meu amigo! Os meus pensamentos desgraçam-me! Não me esforço e até controlo o meu gato (através daquilo que penso)!” E depois vou estudar-me. Ver até que ponto a nova afirmação é tão ou mais verdadeira que a inicial.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Bom trabalho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Emídio Carvalho&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-77947466026961301?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/77947466026961301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/queixinhas-queixinhas-queixinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/77947466026961301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/77947466026961301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/queixinhas-queixinhas-queixinhas.html' title='Queixinhas, queixinhas, queixinhas!'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-7366559849492901427</id><published>2010-02-02T11:26:00.001Z</published><updated>2010-02-02T11:26:57.462Z</updated><title type='text'>Obrigações e Projecções</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao longo dos últimos anos tenho constatado que há apenas duas barreiras a impedir-nos de experienciar a vida na sua totalidade: as projecções e as obrigações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As projecções nada mais são que os nossos aspectos deserdados e que atiramos para cima dos outros. Não acredito nas pessoas que dizem não julgar os outros. Julgar é uma das características de define o ser humano. A pessoa que afirma não julgar os outros mente, e é muito provável que esteja a projectar a mentira para cima de outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando afirmo que gosto do dia, ou gosto do casaco de um amigo, ou aprecio uma canção. Estou a julgar. Muitas pessoas confundem julgar com criticar. Não são nunca a mesma coisa! Julgar é emitir um juízo de valor. E isso fazêmo-lo continuamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A projecção acontece quando tenho uma reacção inapropriada ao que está a acontecer. Quando alguém faz algo, ou diz algo, que “mexe” comigo: estou a projectar. E quando me apanho a projectar só consigo libertar a outra pessoa e permitir que seja quem é de verdade quando me autorizo a ouvir as respostas a três perguntas básicas:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De que forma eu sou igual?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Quando é que já tive este comportamento?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-family: Cambria;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Se me permitisse expressar este aspecto de uma forma saudável, o que estaria disponível para mim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Deixo-lhe um exemplo que uma querida amiga, a frequentar o curso de educação emocional, trabalhou comigo ainda ontem. O filho da Manuela por vezes tira-lhe dinheiro. E este comportamento “mexia” com ela. Projecção. A resposta à primeira pergunta só pode ser encontrada se eu souber observar com exactidão o comportamento da criança: tirar o que não me pertence. De que maneira a Manuela “tira” aquilo que não lhe pertence? Descobrimos que o fazia quando pagava dívidas que eram de um irmão. Está de facto a tirar a dívida do irmão, que não lhe pertence. E sente-se mal com a situação. Em que situações teve já o comportamento do filho? Quando rouba tempo a si mesma. Quando não se permite uma relação íntegra com os familiares, tentando em vez disso uma “paz podre”. Uma nova pergunta surgiu depois desta resposta: o que é que o filho está a tentar mostrar-lhe? O que é que ela tem que mudar nela? Está a mostrar-lhe que de cada vez que não se respeita, de cada vez que se rouba a si mesma, está a violar-se. De cada vez que não cobra pelos seus serviços está a impedir o fluir natural da gratidão. E se ela se permitisse expressar este aspecto de uma forma saudável, o que estaria disponível para ela? Fácil. Deixaria de pagar as dívidas dos outros, teria mais tempo e dinheiro para si, sentir-se-ia bem a cobrar pelos seus serviços.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ainda bem que a Manuela tem um filho que lhe pode ensinar tanto com tão pouco!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Conheço uma pessoa (virtualmente apenas) no FaceBook que é terapeuta especializado em tratar dependências. Continuamente fala sobre toxicodependentes e todos os tipos de dependências. Aposta fortemente na vitimização. Porque quando sentimos que outros nos devem compensar estamos em realidade a afirmar que somos coitadinhos e os outros detêm poder sobre as nossas vidas. Mas o que esta pessoa ainda não conseguiu ver é que ela mesma está completamente dependente das pessoas com toxicodependências! Vê comportamentos aditivos em todo o lado, continuamente. Isto é um comportamento aditivo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquilo a que tem que prestar atenção, seja em relação a um filho, pai, amigo ou colega de trabalho, é que se reage ao seu comportamento estará a projectar um aspecto de si que não consegue ver. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Lembre-se que a principal função de um amigo é validar a nossa história de coitadinho. A principal função de um inimigo é mostrar quem somos de verdade. Por isso não gostamos dos nossos inimigos! É demasiado doloroso e desconfortável assumir os nossos aspectos menos elegantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;As obrigações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aqui estamos em território puro do sofrimento. Observamos algo e decidimos que deveria ser diferente daquilo que é. E assim conseguimos lutar contra a realidade. Como em qualquer luta, só pode haver um vencedor: a realidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Alguém grita comigo e eu decido que não deveria gritar. Alguém rouba e eu decido que não deveria roubar. Alguém é alcoólico e eu decido que não deveria ser. Alguém chega atrasado e eu decido que não deveria chegar atrasado. Continuamente a lutar contra aquilo que é.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O exercício que lhe proponha é deliciosamente libertador. Escreva numa folha todas as obrigações que lhe ocorrem em relação ás pessoas com quem partilha momentos da sua vida. Por exemplo:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Pedro deveria ser mais pontual;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A Maria não deveria ser preguiçosa;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Carlos deveria ser mais atencioso;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;A Joana deveria estudar mais;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Manuel não deveria insultar outros condutores;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo2"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;O Emídio não deveria dizer certas coisas que estão obviamente erradas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em primeiro lugar reflicta um pouco nisto: quem precisa de Deus quando já temos a tua opinião?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Depois observe as mil e uma maneiras em que julga os outros e tenta que sejam pessoas diferentes de quem são. Irá haver sempre pessoas que se atrasam, pessoas preguiçosas, pessoas que falam mal, pessoas que dizem disparates, pessoas que insultam, pessoas desprovidas de sentimentos... E até agora ainda só falei de mim! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas o trabalho delicioso, aquele que nos liberta, é descobrir a verdade por detrás de cada julgamento. Eu tenho um amigo que chega sempre atrasado a qualquer encontro meia hora. Posso contar sempre com essa meia hora de atraso! Ele é extremamente pontual nos seus atrasos! Então será que ele se atrasa de verdade? Quando ele me diz que se encontra comigo ás 16 horas e aparece ás 16.30? Eu sei que ele irá atrasar-se meia hora! Ele é super pontual nos seus atrasos! Tenho outro amigo que insulta outros condutores. E é muito bom nisso. Eu sei, quando estou no carro com ele, que irá insultar outros condutores. Garantido. Se eu não quero ouvir os insultos porque motivo entro no seu carro? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E de que maneira é que eu me atraso? De que maneira insulto outros? De que maneira não estudo o suficiente? De que maneira sou quem não deveria ser?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Nem sempre é fácil descobrir as respostas. Chama-se auto-sabotagem! Mas se eu começar a aceitar que as pessoas à minha volta me são úteis porque me mostram tudo o que está em mim, começo a sentir-me mais livre, mais autêntico e a prestar mais atenção aos outros e, ainda melhor, a mudar a única pessoa que sou capaz de mudar: eu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Desejo-lhe uma excelente aventura de descoberta!&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-7366559849492901427?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/7366559849492901427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/obrigacoes-e-projeccoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7366559849492901427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/7366559849492901427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/02/obrigacoes-e-projeccoes.html' title='Obrigações e Projecções'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8051970690813465284</id><published>2010-01-27T13:56:00.001Z</published><updated>2010-01-27T13:58:18.660Z</updated><title type='text'>A Biologia Do Presente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço com frequência pessoas a afirmar que só seremos felizes mantendo-nos no momento presente. Se estivermos no presente, dizem estas pessoas, não temos problemas e a vida flui com harmonia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensamentos tão lindos e simpáticos. Pergunto-me quantas destas pessoas conseguem de facto estar no presente... Como serão as suas vidas, sempre no presente? Sem ter que pensar em objectivos ou compromissos, nem em coisas que ficaram por fazer ou dizer... Deve ser uma forma de viver muito saudável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estas pessoas esquecem-se de um pormenor curioso: o cérebro humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nosso cérebro é composto por dois hemisférios, direito e esquerdo, e enquanto o hemisfério direito vive no presente, é uno com a realidade e incapaz de distinguir entre o “eu” e o “tu”, já o hemisfério esquerdo trata de dividir, separar, criar a sensação de espaço e tempo, etc. Poderíamos dizer que enquanto o hemisfério direito do cérebro é o subconsciente, o hemisfério esquerdo é o consciente.  E é o hemisfério esquerdo o responsável por nos ajudar a saber onde termino eu e começas tu. Ambos são importantes. Mas vivemos numa sociedade onde o hemisfério esquerdo impera desde tenra idade. Tem sido assim ao longo de vários milénios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bom que assim seja. Seria impossível viver nesta realidade se não fossemos capazes de nos distinguir uns dos outros. Já imaginou uma realidade onde não é capaz de saber onde terminam os seus dedos e começa a torneira? Ou uma realidade onde o passado, presente e futuro se manifestam em simultâneo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas é isto que muitas pessoas ditas “mestres” nos pedem e impingem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente já passei por momentos em que todo o meu ser estava no presente. Foram momentos de puro êxtase! Senti todo o Universo dentro de mim. Senti-me Deus. Jamais serei capaz de colocar em palavras as sensações que me avassalaram. Eu era tudo e todos. Deixei de saber o que era o “eu”. Não sabia onde o meu corpo terminava porque o meu corpo era o TODO. Imagine o momento do orgasmo, multiplique a sensação por cem mil e ficará com uma ideia daquilo que estou a dizer. Não será por acaso que muitas pessoas, no momento do orgasmo, exclamam “meu Deus”! É Deus presente e sentido no corpo físico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a nossa biologia humana é um pouco diferente. No dia-a-dia os nossos neurónios encarregam-se de relacionar dados, comparar informação e interpretar situações. Fá-lo viajando ao passado ou ao futuro. É assim que o cérebro funciona. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver na forma humana em êxtase continuo seria simplesmente impossível. Viver o momento presente, sem relacionar o que se está a vivenciar, sem os neurónios a interpretar, é ser-se simplesmente inumano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas podemos aproximar-nos desta experiência de viver o momento presente. Integrando todas as experiências do passado. Recordando o passado, aprendendo o que cada evento do passado tem para nos ensinar e deixando partir qualquer ideia de sofrimento. Não é uma tarefa fácil e apenas os mais corajosos o farão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida temos que questionar as experiências à medida que vão ocorrendo. A pergunta que eu mais gosto de fazer, e que me ajuda a viver o momento, é simples: isto que estou a pensar é verdade? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se for honesto comigo irei aperceber-me que a maioria das coisas que eu interpreto como sendo verdade não o são. A verdade é simples e libertadora. As nossas interpretações é que são complicadas e nos aprisionam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo simples: chego ao trabalho e um colega não me cumprimento. Posso pensar que ele está zangado comigo, que é mal-educado, que tem um feitio desgraçado, que tem problemas em casa, etc. A verdade? A verdade é que este colega simplesmente não me cumprimentou. Não tenho por que interpretar o seu comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto especialmente de ouvir as pessoas que se queixam que outros são maus e criticam tudo e todos e não compreendem as pessoas à sua volta. Enquanto se queixam não se apercebem que estão a ser pessoas más, criticas e que não compreendem os outros. A verdade? Cada um é como é. As pessoas nunca serão como nós queremos que elas sejam mas apenas como elas são de verdade. E o mundo é um lugar muito mais colorido porque há pessoas boas, e pessoas queixinhas, e pessoas altruístas, e pessoas estúpidas, e pessoas bonitas, e pessoas mesquinhas. Sem uma destas pessoas o mundo seria incompleto. Em realidade, sem um destes aspectos presentes em mim, eu seria incompleto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais me estudo mais consciência tenho que tudo o que vejo nos outros está já em mim. Sempre que falo de outro é de mim mesmo que estou a falar. Tenho trabalho para várias vidas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a verdade é que todas as pessoas fazem o que fazem por um único motivo: a necessidade de amor! E como poderei eu amar os outros se ainda não aprendi a amar-me na totalidade por quem eu sou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando por aqui, carregando ás costas um saco cheio de opiniões sobre como os outros deveriam ser, à espera que os outros mudem. E só eu posso mudar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Termino com uma pergunta para reflectir, e que faço com frequência às pessoas que gostam de se queixar dos outros: quem é que precisa de Deus quando já temos a tua opinião? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8051970690813465284?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8051970690813465284/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/biologia-do-presente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8051970690813465284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8051970690813465284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/biologia-do-presente.html' title='A Biologia Do Presente'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-1311233994372107613</id><published>2010-01-11T14:28:00.000Z</published><updated>2010-01-11T14:29:29.489Z</updated><title type='text'>Ligações Perigosas</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De cada vez que focamos a nossa atenção num desejo ou necessidade, ou no comportamento de terceiros, é como se estivéssemos a lançar um anzol que nos prende ao objecto da nossa atenção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Imagine estes anzóis como cordas de energia, que retiram energia do nosso interior e a transferem para o exterior, para aquilo em que focamos a nossa atenção. E quando transferimos a nossa energia para algo no exterior, estamos literalmente a perder a nossa paz, serenidade e poder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Por forma a obtermos a paz interior e a tranquilidade que a nossa alma busca, temos que ter a coragem de olhar para dentro e ver que parte da nossa vida nos está a controlar, que parte está a roubar-nos a tranquilidade do nosso ser.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se formos honestos, iremos ver que há dias em que focamos a nossa atenção no comportamento dos outros, nos seus dramas, ou numa conversa intensa que tivemos dias antes com um amigo ou familiar. Podemos ainda abusar numa refeição, comendo muito mais do que precisamos, e depois ficarmos horas obcecados a pensar na asneira que cometemos. Ou pensamos no dinheiro que precisamos e não estamos a conseguir juntar, ou uma mensagem sarcástica que recebemos no telemóvel, num acto de malícia do ex-cônjuge, uma injustiça em que fomos testemunhas, ou uma experiência dramática que ocorreu há décadas atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há milhares de lugares para onde direccionamos a nossa energia neste preciso momento, mas apenas um lugar onde realmente precisamos dela: o nosso interior que nos pode levar a novos níveis de sucesso, abundância, paz e plenitude.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quantas vezes ficamos zangados com alguém só porque queremos ter razão?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De cada vez que nos desconectamos de nós mesmos estamos em realidade a dar o nosso poder a algo fora de nós – algo que nos é impossível controlar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando nos desconectamos perdemos poder, perdemos a nossa voz, a nossa capacidade de discernimento, e trocamos a nossa sabedoria interior por distracções que nos roubam a nossa energia e nos mantêm presos nos mesmos velhos padrões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ao soltarmo-nos das coisas no exterior ganhamos a capacidade de nos observarmos a nós mesmos e compreender a nossa vida de uma maneira que nos permite mudarmos radicalmente. Faz-nos regressar ás nossas raízes, à nossa ligação divina, por forma a podermos ver o que nos está a impedir de brilhar, confiar e saber e sermos preenchidos pela Sabedoria Infinita. Ao soltarmo-nos das coisas exteriores tornar-nos-emos capazes de nos apoiarmos a nós mesmos e a ver as muitas maneiras em que tentamos controlar, manipular e ser usados pelo que nos é exterior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Uma vez que nos desconectemos do mundo exterior, em termos de focar aí a nossa atenção, trazemos muita energia de volta a quem somos, permitindo-nos assim descobrir os muitos presentes guardados no nosso interior: soluções para problemas que se arrastam, ideias criativas e visionárias, mais coragem, clareza, uma conexão deliciosa com os outros, e oportunidades que nos inspiram e provocam ondas de entusiasmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Aquilo que eu sei com certeza: nós estamos feitos para nos recriarmos continuamente. E, nós estamos aqui – quer queiras aceitar isto ou não, quer queiras reconhecer isto ou não, quer saibas isto ou não – para a evolução da nossa alma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A minha pergunta para ti é simples: estás preparado para te desligares dos objectos que te roubam energia (e isto inclui também as pessoas à tua volta) para poderes assim resgatar a tua luz? Estás preparado para criar uma relação de amor incondicional com o mais sagrado que há em ti? Queres mesmo fazer as pazes com o teu passado e resgatar toda a energia que se tornará disponível para ti?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Se a tua resposta é um “sim, estou pronto”, o próximo seminário d’O Caminho Da Sombra é uma oportunidade para a tua evolução espiritual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Só tu tens o poder de avançar, atravessando a escuridão presente no teu subconsciente, em direcção à tua luz, ao teu brilho e a honrar o que de mais sagrado há em ti: a tua alma.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-1311233994372107613?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/1311233994372107613/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/ligacoes-perigosas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1311233994372107613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1311233994372107613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/ligacoes-perigosas.html' title='Ligações Perigosas'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8499943275352770188</id><published>2010-01-08T09:22:00.002Z</published><updated>2010-01-08T12:06:36.866Z</updated><title type='text'>As crianças não são estúpidas</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Será que é função dos pais defender os seus filhos quando outros os agridem verbalmente? Será que quando uma criança ofende o seu filho, chamando-lhe “burro”, por exemplo, você, como pai ou mãe, deve correr a apoiar o seu filho e negar que ele é “burro”?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não. Se um pai quiser educar verdadeiramente um filho irá prepará-lo para a vida de uma forma mais inteligente e eficiente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em primeiro lugar ensinar as crianças que cada aspecto que vêem nos outros está já neles, caso contrario não seriam capazes de o ver. Como é que sabemos o que é uma “burrice” se nós próprios nunca passámos por essa experiência? Como é que sabemos o que é um “cobarde” sem termos passado por um momento de cobardia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Este processo de educação emocional, com crianças, processa-se através de um método que se chama “questionar a realidade”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Numa primeira fase o pai pode mostrar ao filho as suas qualidades, boas e “más”, com um diálogo que dá poder à criança. Por exemplo, o filho chega a casa e diz aos pais que a professora é “parva”. O pai pode perguntar à criança o que significa “ser parvo”. Este passo é importante porque o conceito de “parvo” é subjectivo, sobretudo para uma criança. Suponhamos que a criança responde que “parvo” é a pessoa que diz disparates. O passo seguinte é o pai perguntar ao filho que disparates é que ele costuma dizer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Este questionar deve ser feito sempre mostrando gratidão e amor pela presença do filho, e nunca com uma atitude acusatória. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desta forma o filho começará a ver que ele próprio também fá foi “parvo”. De seguida o pai pode mostrar ao filho de que forma ele próprio também já foi “parvo”. Permitir que a criança descubra por si que todos nós já tivemos atitudes “parvas” e que é ok. Somos humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pode depois ajudar ainda mais a criança, pedindo-lhe para pensar em situações em que ser “parvo” pode ser útil. Este processo pode demorar algumas horas ou dias. Permita que a criança descubra por ela mesma de que maneira expressar este aspecto pode ser benéfico.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E, para terminar este processo, ensinar à criança que sempre que apontamos o dedo a alguém, há três dedos a apontar para nós. Isto é a forma mais corajosa e iluminada de ensinar uma criança. Sempre que alguém lhe apontar o dedo e a acusar de algo, é de si que está a falar. Isto não significa que a criança está automaticamente desculpada e impune. Significa que não deve levar a peito qualquer acusação que lhe é feita, porque aquele que acusa é igual a si. Desta forma a criança começa a aprender, sem sequer se aperceber, o que significa amar incondicionalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O maior obstáculo a este processo é a falta de tempo que muitos pais parecem não ter para educar verdadeiramente os filhos.&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8499943275352770188?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8499943275352770188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/as-criancas-nao-sao-estupidas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8499943275352770188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8499943275352770188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/as-criancas-nao-sao-estupidas.html' title='As crianças não são estúpidas'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-8335416258290271144</id><published>2010-01-06T13:18:00.002Z</published><updated>2010-01-06T13:20:25.835Z</updated><title type='text'>Fazer Nada</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Helvetica;font-size:medium;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 3px; padding-top: 2px; padding-right: 2px; padding-bottom: 2px; padding-left: 2px; "&gt;&lt;div style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica; background-color: rgb(255, 255, 255); font-size: 12px; padding-top: 6px; padding-right: 6px; padding-bottom: 6px; padding-left: 6px; color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase todo o sofrimento humano se deve à luta que cada um de nós trava incessantemente contra a realidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade é aquilo que está a acontecer agora, sem a imposição de uma interpretação pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando algo está a acontecer e eu digo que não quero esse acontecimento estou a lutar contra a realidade. Adivinhem quem ganha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atitude apropriada é observar o que está a acontecer e o que eu posso fazer tendo em conta o que está a acontecer. Sem uma interpretação pessoal. Este é o aspecto mais difícil. Em realidade eu nunca vou saber porque motivo os outros têm as atitudes que têm. Nunca irei saber porque motivo me acontecem as coisas que me acontecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A interpretação da realidade é sempre feita a partir de uma história pessoal que tem como tema “coitadinho de mim”. São sempre os outros os maus da fita. Eu ganho o papel de vítima. Se não fossem os meus pais. Ou o meu patrão. Ou o país em que vivo. Ou o sistema económico. Ou o meu mestre. Procuramos sempre alguém com mais responsabilidade sobre a nossa vida do que nós próprios. E isto só pode atrair dissabores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta vitimização está de tal forma enraizada na nossa sociedade que agora conseguimos ir ainda mais longe neste processo. Já há depressões causadas por genes (coitado de mim, está nos meus genes ser depressivo)! No campo da saúde procuram-se respostas em todo o lado, excepto onde elas se encontram: dentro de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas de cada vez que eu declaro ser outra a pessoa responsável por algo que me sucede a mim estou a entregar o poder da minha vida a essa outra pessoa. Estou a afirmar o coitadinho em mim. E a vida irá encarregar-se de me mostrar que tenho razão. Tornando-me ainda mais coitadinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se está com dores no corpo, dizer que não quer essas dores é lutar contra a realidade. Porque a realidade diz que a dor está instalada. Mas pode procurar ajuda para descobrir a causa da dor. Primeiro aceita que tem dores e depois procura ajuda. Mas afirmar que não quer ter dores é o mesmo que dizer que não quer a realidade presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se nos permitirmos abrir-nos o suficiente para ir bem dentro de nós é relativamente fácil descobrir a causa da dor. O nosso corpo dar-nos-á a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando alguém erra para comigo as primeiras questões que tenho que me fazer são: porque permiti este evento? O que há neste evento para eu aprender? De que forma este evento contribui para o meu processo evolutivo? Quem é que responsabilizo por este evento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto forem outros os responsáveis pelo que me sucede o poder sobre a minha vida é nulo. Todos deterão poder sobre mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Argumentar contra a realidade é um comportamento típico de alguém com graves perturbações mentais. Porque não podemos fazer rigorosamente nada para destruir a realidade que está a acontecer neste momento. Esta atitude é semelhante a outra que muitos de nós temos: fazer todos os dias as mesmas coisas à espera que os nossos dias mudem. Ninguém parece notar que se hoje eu fizer o mesmo que fiz ontem, amanhã irá ser um dia igualzinho a ontem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentarmo-nos porque chove não vai trazer o sol. Queixarmo-nos contra o cão do vizinho que ladra à noite não vai tornar o cão mudo. Mas podemos adaptar-nos sempre à realidade. Se está a chover podemos vestir uma gabardine e abrir o chapéu de chuva. Se o cão ladra durante a noite podemos colocar tampões de silicone nos ouvidos. Isto são só exemplos. Há muito mais que podemos fazer. Mas lutar contra a realidade é uma perda de energia que nunca dará frutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado a realidade raramente é aquilo que nós pensamos ser. Interpretamos os eventos quase sempre por forma a justificarmos a nossa impotência. Muito raramente as coisas são aquilo que nós acreditamos que sejam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que sentir emoções desconfortáveis (medo, raiva, vergonha, culpa, falta de esperança) vá dentro de si. Permita-se fazer as perguntas que têm o poder de acalmar a mente. Isto que eu penso estar a acontecer é verdade? Tenho a certeza absoluta que é verdade? Quem é que eu seria sem esta crença?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na maioria das vezes aquilo em que acreditamos não é real. São crenças por nós criadas para justificarmos o coitadinho da nossa história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficarmos irritados com o comportamento de outro nunca será uma solução. Mas podemos aceitar esse comportamento e mudar a nossa perspectiva. E quando o comportamento de outros nos afecta fisicamente temos obrigação de o fazer saber à pessoa que nos está a afectar. Quando alguém abusa de nós fisicamente, ou rouba o nosso tempo, ou não cumpre com as suas obrigações. Mas quando alguém “abusa” de nós porque “não deveria ser assim” esta atitude só nos pode causar problemas a nós. Dois exemplos distintos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando um filho não estuda, os pais têm a obrigação de se certificar que o faz. Isto é aceitar a realidade (o filho não estuda) e agir a partir dessa realidade (exigir o estudo). Queixar-se de que o filho não estuda, ou ficar irritado, ou magoado, ou preocupado é lutar contra a realidade. Não funciona. Só causa danos ao progenitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quando deixa queimar o jantar. Pode deitar tudo ao lixo e preparar um jantar diferente (feito de torradas e chá, por exemplo). Isto é aceitar a realidade e agir a partir dessa mesma realidade. Entrar em pânico, gritar, insultar o fogão ou culpar os outros porque estão sempre à espera que seja você a fazer o jantar, é lutar contra a realidade. Não trará resultados positivos, posso garantir-lhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós lutamos contra a realidade de cada vez que julgamos as pessoas à nossa volta. Lutamos contra a realidade de cada vez que nos queixamos. Lutamos contra a realidade de cada vez que dizemos que não gostamos das coisas como elas são e informamos quem nos quiser ouvir de que como é que as coisas deveriam ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aspecto mais pernicioso desta luta contra a realidade é este: só conseguimos ver nos outros o que está já em nós. Quando nos queixamos de outros é de nós que nos estamos a queixar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Experimente só hoje aceitar a realidade tal como ela se apresenta. Se está triste aceite o facto de estar triste. Se está cansado, aceite este facto. Se se sente sem esperança, aceite esse sentimento. É a realidade. E depois pergunte-se: o que poso fazer a seguir para me sentir diferente?... Talvez pensar coisas diferentes, fazer coisas diferentes. Ou simplesmente abanar os braço e gritar “que se lixe!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma boa semana a todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emídio Carvalho&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-8335416258290271144?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/8335416258290271144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/fazer-nada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8335416258290271144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/8335416258290271144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2010/01/fazer-nada.html' title='Fazer Nada'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4129699176365058297</id><published>2009-12-03T20:57:00.002Z</published><updated>2009-12-03T21:02:21.116Z</updated><title type='text'>A Solidão</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há um mito hinduísta que nos conta muito bem qual a natureza da solidão – como surge e o que podemos fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Havia um rei muito bondoso e rico, que governava o seu reino com o coração. Todos os seus súbditos o admiravam e procuravam para resolver qualquer situação difícil. Um dia o rei saiu à caça, com um grupo de amigos. À entrada da floresta viu um veado, o qual se encontrava apenas a uns metros para além do alcance da sua flecha. O rei decidiu ir atrás do veado. Quanto mais o rei se aproximava do animal, mais este se afastava. O rei não desistiu. Cavalgou meio dia atrás do veado, o qual conseguia manter-se sempre apenas a uns metros fora do alcance das flechas do rei. Depois de muitas horas a perseguir o veado, o rei apercebeu-se que estava perdido na floresta, longe dos seus amigos e de tudo o que lhe era familiar. E o veado tinha desaparecido completamente do seu campo de visão. Perdido e sem saber como regressar, o rei fez o que era mais sensato: sentou-se e ficou à espera que alguém o encontrasse. Enquanto esperava começou a ouvir um canto melodioso, uma voz doce, sensual e muito feminina. Levantou-se e seguiu a voz que cantava muito perto. Numa clareira viu uma jovem encantadora, sensual e bela. O rei dirigiu-se até ela e perguntou-lhe se era livre, se estava disponível para ser a sua rainha. A jovem, que reconhecera o rei, ficou encantada. Claro que queria ser a sua rainha. Um rei jovem, belo, bondoso e sábio! Mas não querendo magoar o seu pai disse ao rei que este tinha que pedir autorização ao patriarca. Ambos caminharam até à cabana onde um velho se encontrava sentado à entrada. O rei disse ao velho quem ele era e quais os seus propósitos. Claro que o velho ficou radiante com a possibilidade da sua filha vir a ser a rainha daquele reino! Mas não querendo parecer fácil, exigiu algo em troca da filha. Pediu ao rei que poderia levar a sua filha e torná-la na sua rainha, com uma condição: jamais poderia deixar que a sua filha visse água. O pedido foi feito apenas para não mostrar ao rei que tanto o velho como a sua filha eram fáceis. Não havia nada de especial no pedido. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O rei prometeu que jamais deixaria que uma única gota de água fosse vista pela sua futura rainha. O palácio do rei ficava num lugar belo, ao lado do rio Ganges. O rei mandou construir uma enorme parede entre o rio e o palácio, para que a sua rainha não visse água. Mandou ainda retirar todas as fontes dos jardins do palácio. Sempre que chovia ele acompanhava a rainha dentro do palácio, para que esta não se sentisse só e, ao mesmo tempo, não visse a chuva. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tão preocupado andava o rei com esconder a água da sua bela rainha que começou a descurar os assuntos do reino. Todos os súbditos se queixavam. O rei não queria saber de nada nem ninguém, apenas a sua rainha era importante. E os assuntos do reino começavam a criar o caos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Um dos súbditos, mais fiel ao rei, pediu-lhe que lhe dissesse o que se passava. O rei contou-lhe então a história da água. E disse-lhe ainda como se sentia triste por ele próprio não ver água. O súbdito arranjou logo uma solução: construir uma fonte no jardim real e escondê-la com arbustos por forma a ser impossível vê-la. Apenas o rei saberia da sua existência, e sempre que sentisse saudades da água, poderia afastar os arbustos e contemplar a fonte. Isto foi feito de imediato. O rei recuperou a sua alegria na companhia da sua bela rainha e os assuntos do reino começaram a ser resolvidos com bondade e amor. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas eis que um dia, estava o rei distraído, a sua bela rainha passeava pelo jardim real e, ouvindo o correr da água, espreitou por entre os arbustos. Imediatamente, ao ver a água, a rainha desapareceu. No seu lugar havia um sapo. O rei, ao presenciar toda a situação, entrou num profundo desespero silencioso. Como poderia aquilo ser possível? Como poderiam ter-lhe roubado a sua rainha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Carregado pelo desejo da vingança, o rei mandou matar todos os sapos do reino. Todos os dias aldeões carregando sacos cheios de sapos mortos apareciam ás portas do palácio para receber uma recompensa. E o dinheiro do reino era assim desperdiçado. Milhões de sapos eram dizimados para aplacar a sede de vingança do rei. E o rei sentia-se cada vez mais só, mais triste. Nada, nenhum ouro, nenhuma pessoa conseguiam acalmar a ira e a solidão do rei. Esta é a forma mais cruel de solidão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Até que o rei dos sapos, não aguentando mais ver os seus congéneres a serem dizimados, foi ter com o jovem rei e disse-lhe: “Jovem rei, tu estás a exterminar toda a minha espécie. Eu sou o pai da tua rainha. Ela regressou à terra dos sapos no dia em que quebraste a tua promessa.” O rei ouvia o sapo e sentiu compaixão pelo animal. Fez as pazes com o sapo e, como resultado, o rei sapo devolveu a sua filha ao rei, beijando o sapo que se encontrava junto à fonte. A rainha voltou à forma humana em todo o seu esplendor. O rei resgatou a sua alegria e a rainha passou a poder desfrutar da água sem correr o risco de voltar a ser sapo.&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:Cambria;mso-fareast-theme-font:minor-latin;mso-hansi-theme-font: minor-latin;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-theme-font:minor-bidi; mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-USfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Se substituir a palavra ‘água´ pela palavra ‘realidade’ irá começar a compreender esta bela história. Pedir que a sua filha nunca visse água era pedir que ela nunca fosse sujeita a enfrentar a realidade. Cada relação amorosa, cada paixão, transporta este pedido, esta proibição. Irá funcionar desde que não fique sujeita a enfrentar a realidade. No nosso dia-a-dia isto é muito real. Damos o nosso Ouro a outro para que o carregue por nós, mas eventualmente este Ouro tem que voltar a nós – o encontro com a realidade. Neste momento, se não estivermos conscientes do que se está a passar, todo o romance, toda a paixão, é dissolvido imediatamente. Vemos o outro por quem é na verdade, sem o nosso Ouro, o qual se torna num fardo pesado para nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Cambria, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Cambria, serif;"&gt;(Nota do autor: este conto faz parte de um pequeno manual que escrevi há alguns meses sobre a projecção das nossas melhores qualidades - O Ouro Interior)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4129699176365058297?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4129699176365058297/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/12/solidao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4129699176365058297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4129699176365058297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/12/solidao.html' title='A Solidão'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-1268266780858948669</id><published>2009-11-30T22:13:00.000Z</published><updated>2009-11-30T22:15:49.503Z</updated><title type='text'>A doença como reflexo da sombra</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, serif; font-size: 13px; "&gt;Havia na Índia, há centenas de anos atrás, um príncipe muito rico. Tinha os melhores ministros a governar o seu reino e, por isso, nunca tinha que se preocupar com os súbditos. Os ministros encarregavam-se de governar enquanto ele se dedicava aos seus prazeres. Passeava, caçava, fazia enormes festas e tinha várias amantes. Vivia feliz sabendo que o seu povo estava bem entregue nas mãos dos seus ministros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Um dia acordou pela manhã e reparou que tinha na sua coxa direita duas pequenas manchas vermelhas que o incomodavam. Acreditando que tinha sido picado por pulgas, mandou queimar toda a roupa da sua cama e não pensou mais no assunto. Foi caçar com alguns dos seus guardas e ao fim do dia deliciou-se com um enorme banquete. Quando se foi deitar reparou que as duas manchas vermelhas eram agora dois enormes olhos que pareciam cheios de raiva. O príncipe ficou preocupado e mandou chamar os seus médicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Os médicos aplicaram-lhe óleos e fizeram massagens. As duas manchas pareceram diminuir de tamanho e o príncipe adormeceu sem mais pensar no assunto. Quando acordou no dia seguinte já as duas manchas pareciam novamente dois olhos enraivecidos. Mas a sua coxa estava pior! Agora aparecia também uma protuberância que se assemelhava a um nariz e uma boca retorcida. Cheio de dores, o príncipe mandou chamar novamente os seus médicos. Estava aterrorizado com o aspecto daquela ferida na coxa. Tinha tons avermelhados e arroxeados e expelia pus. Os médicos decidiram cortar aquela ferida horrorosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O príncipe passou alguns dias na cama, a recuperar da operação que lhe tinha salvado a perna. Ficou aliviado quando voltou novamente a viver a vida prazenteira que sempre tinha vivido. Voltou a caçar, a passear, a divertir-se com enormes banquetes e festas intermináveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Passaram-se alguns meses. Um dia o príncipe acordou cheio de dores na coxa direita. A ferida tinha voltado, e desta vez com muita mais ferocidade. Dois olhos enormes esbugalhados e enraivecidos olhavam o príncipe com desdém. Do nariz ensanguentado até aos lábios roxos saía um liquido viscoso e fedorento. Desesperado e cheio de dores, o príncipe gritou pelos seus médicos que o acudissem. Mas os médicos não sabiam o que fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Foi então que um dos seus servos mais chegado lhe falou na fonte de Kwan-Yin. Uma fonte milagrosa abençoada pela própria deusa da compaixão. Dizia-se que todos os que se banham-se nas suas águas eram curados. Sem mais demoras o príncipe pegou nos seus guardas e dirigiu-se até à fonte. A cara monstruosa que crescia na sua perna tornava-se mais e mais irritada e agressiva. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Depois de algumas horas a cavalgar chegaram próximo da fonte. Uma velha sentada à beira do caminho avisou o príncipe de que apenas a pessoa que procurava a cura de Kwan-Yin poderia avançar a partir daquele ponto. O príncipe deixou os guardas e o seu cavalo e, a muito custo, dirigiu-se até à fonte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Sentou-se à beira da fonte e começou a deitar água sobre a enorme ferida que odiava, para que esta desaparecesse para sempre. Foi então que a ferida lhe falou: “porque tentas destruir-me todo este tempo e nunca olhaste para mim, nem quiseste ouvir uma única palavra que eu te dizia? Será que não és capaz de me reconhecer?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O príncipe olhou para a ferida com mais atenção e foi então que viu uma cópia distorcida da sua própria face. As suas lágrimas de dor começaram a cair sobre a ferida. À medida que as lágrimas caiam sobre os olhos na sua coxa direita, estes começaram a transformar-se nos olhos da própria Kwan-Yin, a qual lhe diz: “Nunca tiveste um coração compassivo. Nunca tiveste um acto de benevolência. De que outra maneira poderia eu chamar-te para a tua verdadeira natureza?” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O príncipe e a deusa passaram horas a conversar sobre o segredo do seu sofrimento, o qual tinha surgido muitos anos antes da ferida na coxa. Quando por fim nasceu o novo dia, a ferida do príncipe estava completamente curada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Talvez o nosso próprio sofrimento interior seja a causa das nossas doenças. As nossas vergonhas e arrependimentos secretos se manifestem no corpo fisicamente, nos nossos músculos e ossos, nas artérias e nervos. Talvez até dentro das nossas pequenas células, acorrentados no interior por memórias de eventos que ocorreram e não deveriam ter ocorrido. E aí permanecem, repousando num silêncio mortal, escorraçados para a escuridão. Para surgir anos mais tarde como um tumor pernicioso, uma artéria obstruída, uma onda de ansiedade envolvente, ou uma dor misteriosa e sem diagnóstico a que chamamos dor crónica. É no sofrimento dos nossos sintomas que muitas vezes a sombra se materializa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;A nossa sombra emocional – o pessimismo, a depressão, o cinismo, a agressividade – possui um equivalente físico. Embora um não cause necessariamente o surgimento do outro de uma forma simples e linear, parece óbvio que partilham uma evolução em que as fronteiras de um se cruzam com o outro. Por este motivo é possível fazer trabalho da sombra através do corpo ou da mente. Idealmente um bom trabalho da sombra envolve-nos a nível mental, emocional e físico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;A pergunta que lhe deixo para reflectir: qual é a sua vergonha? Qual é o segredo que tem medo que outros descubram sobre si? E o que pode fazer para expor o seu segredo ainda hoje?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-1268266780858948669?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/1268266780858948669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/11/doenca-como-reflexo-da-sombra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1268266780858948669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/1268266780858948669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/11/doenca-como-reflexo-da-sombra.html' title='A doença como reflexo da sombra'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-4542985682310196748</id><published>2009-11-24T14:21:00.001Z</published><updated>2009-11-24T14:22:29.452Z</updated><title type='text'>Ressentimento ou Paz de Espírito</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, serif; font-size: 13px; "&gt;Estou a ouvir um álbum da Alanis Morissette intitulado “So-called chaos”, e gosto particularmente de uma faixa que traduzida literalmente significa “este rancor”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O rancor, ou ressentimento, é uma das emoções mais tóxicas que o ser humano pode experienciar. Rouba-nos quase toda a energia e intoxica o nosso dia-a-dia impedindo-nos de avançar em direcção aos nossos sonhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O rancor surge quando sentimos que alguém errou para connosco, alguém nos magoou ou cometeu um acto violento contra a nossa pessoa (físico ou verbal). Ao agarrarmo-nos ao rancor ficamos cegos ao ponto de não conseguirmos ver a nossa parte na equação, a nossa co-criação do evento que nos causa mágoa. Por outro lado, o rancor faz nascer sentimentos de raiva e ódio dentro de nós. Mais emoções altamente tóxicas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Em realidade, quando sentimos ressentimento é como se estivéssemos presos à pessoa que nos magoou com uma corda de aço. Damos toda a nossa atenção a essa pessoa e, desta forma, toda a nossa energia. Ficamos esgotados. E não somos capazes de ver a lição que o evento tem para nos oferecer. Regra geral, em cada evento que nos causou dor há uma lição de coragem, de auto-estima ou de sacrifício para nós. A palavra sacrifício tem a sua origem no latim que significa “fazer sagrado”. Num sacrifício nós abrimo-nos perante o sagrado e aceitamo-lo nas nossas vidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O mais curioso é que, se ainda não se apercebeu, a pessoa que odeia ou por quem sente raiva, muitas vezes nem sequer está consciente do que fez, nem gasta um grama de energia a pensar em si. É muito provável que nem sequer pensa em si! Ou seja, quando sentimos ressentimento é a nós que estamos a magoar. E se a pessoa que nos magoou já morreu isto é ainda pior. Porque enterramos a nossa energia junto com a pessoa que já partiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Cada evento doloroso da nossa vida é criado por nós com um único objectivo (que pode ou não estar consciente): apontar o dedo à primeira pessoa que nos causou danos na nossa vida. Regra geral esta pessoa é o pai ou a mãe. Verifique qual é o género das pessoas que mais danos lhe causou ao longo da sua vida. Se forem mais homens é muito provável que ainda esteja a apontar o dedo ao seu pai, porque ele o magoou. Se forem mais mulheres, é à sua mãe que está a apontar o dedo e a dizer, em silêncio, “Comigo erraste!” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;E passamos uma vida inteira a criar situações que nos causam dor e nunca ultrapassamos estas situações, porque no fundo acreditamos que a pessoa que primeiro errou connosco deve pagar pelo acto indefinidamente. E só nós é que sofremos. Só nós é que saímos lesados. Não há excepções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Há alguns anos atrás, vivia em Londres, fui convidado para fazer uma pós-graduação em Nova Iorque durante seis meses. Na altura fiquei cheio de entusiasmo e fui sem pensar duas vezes. Deixei uma amiga, que considerava de absoluta confiança, responsável por cuidar do meu apartamento (regar plantas, pagar a renda, etc.). Deixei-lhe dinheiro na conta bancária suficiente para pagar a renda durante oito meses (na altura vivia num apartamento que estava legalmente alugado a outra pessoa). Quando regressei de Nova Iorque fiquei a saber que o meu apartamento estava vazio (ela tinha vendido literalmente tudo o que tinha) e a renda não tinha nunca sido paga. Vivi 3 dias na rua, enquanto tentava normalizar a minha vida. Durante anos senti um ódio tremendo por esta pessoa. Culpava-me por ter sido estúpido ao ponto de confiar nela. Amaldiçoava o dia em que a tinha conhecido. Desejava-lhe nada menos que a morte. E durante mais de dez anos carreguei ás costas esta mulher que tantos danos me tinha causado. Até conhecer a Debbie Ford.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;A primeira coisa que descobri foi que todos os problemas que me causavam mágoa e ressentimento eram sempre, sem excepção, causados por mulheres. Dizer que foi duro para mim descobrir que após estes anos todos ainda culpava a minha mãe pelo que me tinha feito na infância é colocar o sentimento de uma maneira muito suave. Foi brutal. Saber que andei mais de trinta anos a criar situações em que era lesado apenas para poder dizer à minha mãe, vezes sem conta, “tu comigo erraste!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Depois fiz o processo de descobrir o presente no evento. Aprendi que nunca temos nada, nunca somos donos de nada. Na hora menos esperada a vida encarrega-se de no-lo provar. Aprendi que tudo o que preciso para viver está em mim e não fora de mim. Aprendi que apenas eu sou responsável pela minha vida e que ficar à espera de um salvador, que alguém me venha salvar, é uma ilusão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;E depois o perdão. Porque enquanto não formos capazes de perdoar à pessoa que causou a dor nunca estaremos livres da toxicidade nos nossos corpos. O ressentimento, a raiva e o ódio são as toxinas que criam os cancros. São as toxinas que nos gritam “aprende a lição ou morre”. Sinto muito por colocar as coisas desta forma se a pessoa que estiver a ler isto tem um cancro. Mas é o que eu vejo constantemente. Isto não se aplica ás crianças, por vários motivos que não vou discutir aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Como podemos perdoar as pessoas que nos magoaram? Só o conseguimos fazer depois de ver os presentes, as lições, que cada evento doloroso tem para nos oferecer. É impossível perdoar em piloto automático. Temos que fazer o trabalho todo, passar pelas emoções presentes no evento. É a única forma que conheço de o fazer. E depois estaremos livres do evento e da pessoa. Perdoar significa confrontar a pessoa, se ainda for viva, e fazer-lhe saber que está perdoada.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;E pedir perdão a essa pessoa, mais que não seja porque a mantivemos presa a nós durante muito tempo. Uma coisa que poucas pessoas reparam é que em cada evento doloroso da nossa vida há pelo menos duas pessoas presentes. Uma delas somos nós. E somos nós que estamos sempre presentes em cada evento doloroso da nossa vida. O que queremos aprender com cada um destes eventos? Porque atraímos cada um deles?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Arial;mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Exercício Prático:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Procure um momento em que não seja interrompido e feche os olhos. Comece por respirar calma e profundamente, sentindo-se a ir mais dentro de si com cada inspiração. E quando estiver preparado faça a si mesmo estas perguntas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Qual é a situação no presente que me causa dor?... O que é que sinto quando penso nesta situação?... Quando foi a primeira vez que eu senti estas mesmas emoções?... Quem estava presente?... Quem é que eu continuo a culpar pela minha vida? A quem é que eu dou o meu poder e responsabilizo pela minha vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Quando obtiver as respostas regresse novamente ao presente e tome nota das suas descobertas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Depois escreva pelo menos seis eventos dolorosos do seu passado. Verifique se a pessoa a quem aponta o dedo em cada uma dessas situações é do sexo masculino ou feminino. Descubra depois as lições que se tem recusado a aprender com cada evento. De que maneira é uma pessoa diferente devido a cada um desses eventos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;A guerra que vemos no mundo exterior é sempre e apenas um reflexo da guerra que travamos dentro de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;Desejo-lhe um bom trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9022547229512625014-4542985682310196748?l=asombrahumana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://asombrahumana.blogspot.com/feeds/4542985682310196748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/11/ressentimento-ou-paz-de-espirito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4542985682310196748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9022547229512625014/posts/default/4542985682310196748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://asombrahumana.blogspot.com/2009/11/ressentimento-ou-paz-de-espirito.html' title='Ressentimento ou Paz de Espírito'/><author><name>Emídio Carvalho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10261720574613016594</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9022547229512625014.post-2954281463183583488</id><published>2009-11-21T09:53:00.000Z</published><updated>2009-11-21T09:55:44.322Z</updated><title type='text'>Aquilo a que resiste, persiste</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, serif; font-size: 13px; "&gt;Se tem efectuado todos os exercícios dedicados à descoberta da Sombra, é muito provável que comece a observar alterações significativas nos seus relacionamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, serif; font-size: 13px; "&gt;Lembre-se de dois aspectos importantes de qualquer relacionamento:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:Arial;mso-fareast-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:Arial; mso-bidi-font-family:Arial"&gt;O seu Corpo de Dor irá sempre atraí-lo para relacionamentos íntimos com as pessoas capazes de alimentar a dor. Os relacionamentos irão causar-lhe sofrimento, quer queira ou não, para que você possa despertar;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align:justify;text-indent:-18.0pt; mso-list:l1 level1 lfo1"&gt;&lt;span style="font
